A Justiça do Distrito Federal autorizou nesta última terça-feira (30) a liberação condicional de Adaylton Nascimento Neiva, conhecido como “Maníaco do Novo Gama”. Ele havia sido condenado a mais de 54 anos de prisão por diversos crimes cometidos nos anos 2000, incluindo homicídio qualificado, estupros e aborto.
Entre as vítimas estavam a sua ex-companheira, que estava grávida na época, e a enteada de cinco anos. Desde 2011, Adaylton cumpria medida de segurança na Ala de Tratamento Psiquiátrico (ATP) da penitenciária Colmeia, no Distrito Federal.
Apesar da liberação, ele continuará sob supervisão médica e psicológica, além de acompanhamento por equipes do serviço social e familiares.
Histórico dos crimes
Os crimes começaram em março de 2000, no município de Novo Gama, Goiás, região próxima ao Distrito Federal. Naquele ano, Adaylton matou sua então companheira, grávida de cinco meses, e a filha dela, de cinco anos. O relacionamento durou menos de um ano, pois a mulher tentou fugir devido ao comportamento violento dele.
No dia dos assassinatos, Adaylton atacou a companheira com um pedaço de madeira. Enquanto sua enteada saia do banho, ele a surpreendeu, imobilizando-a e asfixiando-a com uma sacola de supermercado. Os corpos foram enterrados em uma cova rasa no quintal e descobertos pela polícia dez dias depois.
Adaylton ficou preso por 210 dias após o crime, mas foi liberado por causa da demora no julgamento em Goiás. Em 2001 cometeu novos crimes, estuprando três mulheres em fevereiro no Gama, e foi condenado a nove anos e seis meses de prisão.
Ele ficou preso até setembro de 2009, quando ganhou progressão de regime para semiaberto, mas fugiu um mês depois. Em dezembro daquele ano, estuprou e matou uma dona de casa e, pouco depois, uma adolescente de 14 anos no matagal de Novo Gama. Após esses crimes, fugiu para o Piauí, onde foi preso em julho de 2010.
Adaylton confessou nove homicídios, cinco em Novo Gama, três em Sobradinho e um em Santa Maria, mas só foi condenado por três desses crimes, além dos estupros e aborto provocado. Em 2011, recebeu uma pena de 54 anos e 6 meses por homicídios qualificados, estupros e aborto provocado.
