O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, 39 anos, que sofreu um tiro na cabeça em um atentado em São Caetano do Sul (SP) no último sábado, foi acompanhado durante quase cem dias antes do ataque, conforme revelou a TV Globo com base em um relatório policial.
A polícia informou que os criminosos monitoraram a rotina do tenente desde fevereiro. O sistema de vigilância de São Caetano identificou um carro branco do modelo Logan, usado na fuga dos suspeitos.
O veículo foi visto 96 vezes em locais relacionados ao policial, incluindo sua casa e a academia que frequentava. Na avenida Goiás, onde ocorreu o ataque, o carro passou 14 vezes.
O primeiro registro do carro foi em 14 de fevereiro e o último em 22 de maio. Os criminosos intensificaram a vigilância aos sábados.
Um dos suspeitos do tiro contra o tenente foi identificado pela polícia, mas ainda não foi preso. O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, informou que o crime foi planejado por cerca de três meses.
O Renault Logan foi encontrado dias após o atentado em um estacionamento no bairro de Guaianases, na zona leste de São Paulo, coberto por uma capa cinza, o que chamou a atenção dos policiais.
O policial foi baleado logo após sair da academia. Câmeras de segurança mostraram dois homens em uma motocicleta atirando nele enquanto ele parava no semáforo da avenida Goiás em São Caetano do Sul.
A Justiça de São Paulo determinou a prisão temporária de 30 dias para dois suspeitos, com idades de 40 e 52 anos. Um terceiro homem, de 24 anos, esteve no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa acompanhando o pai detido, mas não foi preso.
Ronickson é irmão de Eloá Cristina Pimentel, que foi sequestrada e assassinada pelo ex-namorado em 2008, em Santo André, quando tinha 15 anos.
O tenente entrou na Polícia Militar em 2009, depois de servir como fuzileiro naval na Marinha. Em 2015, tornou-se oficial após se formar na Academia do Barro Branco e desde 2019 faz parte da Rota, uma tropa de elite da PM de São Paulo.
