FRANCISCO LIMA NETO
FOLHAPRESS
Um homem suspeito de estar envolvido em um ataque contra o policial militar Ronickson Pimentel dos Santos, 39 anos, foi morto em uma troca de tiros com agentes da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) na manhã desta quarta-feira (1º), no Jardim Guaianazes, zona leste de São Paulo, segundo informações da corporação.
De acordo com o capitão Hillen Diniz, a denúncia chegou até a polícia por meio do Disque Denúncia, o que levou a equipe a localizar o homem e tentar abordá-lo. Durante a ação, o suspeito atirou contra os policiais e acabou ferido fatalmente.
Durante a madrugada, a polícia encontrou um Renault Logan branco, que havia sido usado no crime contra o policial, estacionado na rua Benjamin de Barros, na mesma região. O veículo estava coberto por uma capa cinza, o que chamou atenção dos agentes.
O carro passou por perícia no local e foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa para análise detalhada. Imagens mostram que o suspeito saiu do Logan antes de realizar o ataque, confirmando a ligação do carro com o crime.
A polícia investiga se o veículo foi utilizado no planejamento do ataque e se já circulava por locais frequentes do policial Ronickson. Ainda não há informações sobre a motivação ou possível participação de organizações criminosas, mas o crime foi planejado previamente.
Ronickson Pimentel está internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e passou por uma cirurgia complexa após ser baleado na cabeça no sábado (27). Ele apresentou melhoras após os cuidados médicos, com redução da sedação e melhora nos parâmetros neurológicos.
O atentado ocorreu enquanto o policial estava à paisana em uma motocicleta, parado no semáforo, quando dois homens em outra moto dispararam contra ele. Ronickson é irmão de Eloá Pimentel, morta em 2008 em um caso que chocou o país, e faz parte do 1º Batalhão de Polícia de Choque, a Rota, uma tropa de elite da polícia paulista.
Dois homens foram presos temporariamente sob suspeita de participação no crime, por terem dado apoio logístico e acompanhamento durante o ataque. A investigação aponta que a ação foi coordenada, com divisão de tarefas e planejamento detalhado, evidenciando a gravidade e organização do crime.
