O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para o dia 19 de agosto o julgamento sobre como será feita a eleição para escolher o governador interino do Rio de Janeiro. Antes, o processo estava parado depois que o ministro Flávio Dino pediu mais tempo para analisar o caso.
O processo foi iniciado pelo partido PSD no Rio, que quer que o governador seja escolhido por voto direto da população. O PSD discorda da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou que a eleição seja indireta, ou seja, feita somente pelos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Essa situação começou depois que o ex-governador Cláudio Castro foi declarado inelegível pelo TSE em 23 de março, um dia depois de ter deixado o cargo. O tribunal também levou em conta que o ex-vice-governador Thiago Pampolha saiu para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado, e que o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, teve seu mandato cassado. Por isso, decidiram que a escolha do novo governador seria indireta até o fim de 2026.
O PSD recorreu ao STF, argumentando que a eleição deve ser feita pelo voto direto. O partido também afirma que a renúncia de Cláudio Castro foi uma estratégia para garantir a eleição indireta, pois ele poderia permanecer no cargo até 4 de abril.
Enquanto a decisão não sai, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, está assumindo o governo do estado temporariamente.
*Com informações da Agência Brasil
