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sábado, 04/07/2026

Queda no preço dos alimentos, mas El Niño preocupa

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Os preços dos alimentos diminuíram um pouco em todo o mundo em junho em comparação com o mês anterior, principalmente devido à queda nos custos dos cereais, laticínios e açúcar, informou a FAO nesta sexta-feira (3). No entanto, a entidade alertou para os riscos crescentes ligados ao fenômeno climático El Niño.

O índice de preços internacionais dos alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que monitora uma cesta de produtos, caiu 0,3% em junho em relação a maio.

Apesar da queda mensal, houve um aumento de 2,2% em relação ao ano anterior, especialmente devido aos impactos da guerra no Oriente Médio, que elevaram os custos de energia.

Enquanto os preços dos cereais e do açúcar recuaram no mês, os valores dos óleos vegetais e da carne subiram.

“Os mercados de matérias-primas tiveram reações diferentes”, explicou Bubaker Ben Belhasen, diretor da Divisão de Mercados e Comércio da FAO.

Em junho, o índice de preços dos cereais diminuiu 3,5%, influenciado pelas cotações do trigo, que está sendo colhido, e pelo milho, devido a uma safra abundante na América do Sul.

O preço do açúcar caiu 5,7% em junho, principalmente pela redução do etanol no Brasil, mas essa queda é limitada pelo receio do impacto do El Niño nas produções da Índia e da Tailândia.

Os preços dos óleos vegetais subiram 3,8%, especialmente os de palma e colza, impulsionados pela demanda por biocombustíveis.

Já a carne teve aumento de 0,5%, alcançando um recorde, impulsionada pela produção na avicultura.

A FAO prevê uma boa safra para este ano, apesar da incerteza causada pelo El Niño.

Segundo a organização, a produção de cereais em 2026 deve ser a segunda maior já registrada, estimada em 2,98 bilhões de toneladas, apenas 1,9% abaixo do recorde de 2025.

Entretanto, a produção de trigo deve cair para pouco mais de 800 milhões de toneladas, porque o El Niño afeta principalmente a colheita na Austrália.

Já a produção de arroz deve ficar 1,8% abaixo do recorde do ano anterior.

AFP

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