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sábado, 04/07/2026

STJ libera suspeito ligado ao PCC, mas Justiça de MG manda prender

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São Paulo, SP (FolhaPress)

Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como Mancha, ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), quase foi liberado por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a Justiça de Minas Gerais bloqueou sua soltura.

Mancha é acusado de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

Ele é apontado como criador da ‘Tropa do Douglas’, um grupo aliado ao PCC. Mancha foi capturado na Bolívia em março, numa ação conjunta das polícias brasileira e boliviana. Ele era procurado pela Justiça Federal do Pará por suposto tráfico de mais de 300 kg de cocaína para Portugal, embalada em carga de açaí. Além disso, havia um mandado de prisão ativo contra ele em Minas Gerais, por tráfico internacional e interestadual de drogas.

O ministro Messod Azulay Neto, do STJ, autorizou a soltura do acusado, e a Justiça de MG chegou a emitir alvará de soltura com condições para que ele fosse liberado.

Entretanto, antes da soltura, uma nova decisão judicial, assinada recentemente, manteve Mancha preso.

O STJ justificou a primeira decisão citando que a prisão preventiva estava durando muito tempo. Mancha estava preso há quatro meses, e a prisão preventiva só é válida quando outras medidas menos severas não podem ser aplicadas. A decisão levou em conta que ele tem empresa, residência fixa e é pai de três filhos.

Ter empresa, família e filhos reduz o risco de fuga, segundo o STJ. Para ficar solto, ele teria que seguir regras, como não sair do país, entregar o passaporte, usar tornozeleira eletrônica e comparecer mensalmente ao juiz.

No entanto, logo depois, o juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, do 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, decretou a prisão temporária de 30 dias para Mancha, relacionada a investigação do assassinato de Paulo Roberto Ziviani Rodrigues, em 2018. O Ministério Público argumentou que, solto, Mancha poderia intimidar testemunhas, atrapalhar provas ou combinar versões com envolvidos.

Mancha já violou tornozeleira eletrônica durante prisão domiciliar e fugiu para a Bolívia usando identidade falsa, escondendo o aparelho dentro de um urso de pelúcia.

Atualmente, ele está preso na Penitenciária Francisco de Sá, a 488 km de Belo Horizonte, sendo um dos principais líderes do tráfico de drogas em Minas Gerais. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Mancha.

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