17.5 C
Brasília
sexta-feira, 03/07/2026

Justiça adia depoimento de tenente-coronel acusado de matar a PM Gisele Santana

Brasília
céu limpo
17.5 ° C
17.5 °
17.5 °
50 %
1.5kmh
0 %
sáb
27 °
dom
28 °
seg
29 °
ter
29 °
qua
22 °

Em Brasília

FOLHAPRESS

A Justiça de São Paulo decidiu adiar o depoimento do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos, que é acusado de feminicídio e fraude processual na morte da soldado da PM Gisele Alves Santana, de 32 anos.

O depoimento, que deveria encerrar a fase de instrução do processo nesta sexta-feira (3), foi reagendado para o dia 28 de agosto. O adiamento ocorreu porque a defesa pediu a complementação de um laudo pericial feito pelo Instituto de Criminalística.

Essa decisão foi tomada na quinta-feira (2), após quatro dias de audiências na 5ª Vara do Júri da Capital, onde foram ouvidas 30 testemunhas, incluindo familiares da vítima, policiais e peritos envolvidos na investigação.

Após essa etapa, o depoimento do acusado será o último ato antes das alegações finais e da decisão da Justiça sobre a pronúncia do réu. Nesse momento, será definido se ele irá a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A defesa explicou que o adiamento foi necessário porque a perita que elaborou o laudo não conseguiu responder todas as perguntas feitas pelo assistente técnico dos advogados durante a audiência. Por isso, foi solicitado que o Instituto de Criminalística ampliasse o relatório antes de realizar o interrogatório, e o pedido foi aceito pela Justiça.

Geraldo Leite Rosa Neto está preso preventivamente desde março e responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual.

O Ministério Público acusa que ele matou Gisele no apartamento onde moravam, na região central de São Paulo, e tentou modificar a cena do crime para parecer um suicídio. Segundo a denúncia, o motivo teria sido a decisão da policial de terminar o relacionamento.

A morte aconteceu em fevereiro deste ano. Inicialmente, Geraldo apresentou o caso como suicídio, mas a investigação da Polícia Civil e da Polícia Científica encontrou inconsistências nessa versão.

Os laudos periciais e outras provas reunidas durante o inquérito levaram a promotoria a denunciar o tenente-coronel por homicídio qualificado na forma de feminicídio e por fraude processual.

A defesa rejeita as acusações e afirma que Gisele tirou a própria vida.

Enquanto o processo criminal continua, o oficial foi colocado na reserva remunerada da Polícia Militar. A corporação também iniciou um procedimento administrativo para analisar a possível perda da patente, decisão que dependerá dos resultados das esferas judicial e administrativa.

Veja Também