Dario Durigan, ministro da Fazenda, manifestou preocupação com a interferência do governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, nas investigações relacionadas a organizações criminosas no Brasil. Ele ressaltou que o país já vinha investigando essas organizações e seus membros antes das ações internacionais.
O ministro explicou que essas organizações causam grande medo na sociedade brasileira, e tanto ele quanto a população questionam quais serão os efeitos dessa intervenção dos EUA, pois não está claro qual é o objetivo final dessa participação.
De acordo com a Polícia Federal (PF), a operação contra brasileiros sancionados pelos Estados Unidos por ligações com a facção PCC já estava planejada antes dessa facção ser classificada como organização terrorista.
No entanto, a operação precisou ser antecipada devido à divulgação das sanções americanas, para evitar que os investigados tentassem escapar.
Dario Durigan esclareceu que as pessoas e empresas envolvidas já eram alvo de investigações da Polícia Federal e da Receita Federal, e não se trata de algo novo.
Ele também informou que já houve troca de informações entre Brasil e EUA, e que o Brasil mantém o interesse em compartilhar dados. A autoridade brasileira comunicou os americanos sobre as investigações em andamento no país.
A ação recente da PF atingiu empresários como Stella Stefanie Nunes e Victor Henrique de Oliveira Shimada, os primeiros brasileiros sancionados pelos EUA após a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais pelo governo Trump.
Estadão Conteúdo
