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domingo, 19/04/2026

Senado homenageia Chico Anysio e sua contribuição ao humor brasileiro

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Em Brasília

O Senado Federal realizou uma sessão especial para celebrar a importância de Chico Anysio (1931-2012), marcada no Dia Nacional de Enfrentamento à Psicofobia, comemorado em 12 de abril, data do aniversário do artista.

O senador Eduardo Girão (NOVO-CE), que solicitou a homenagem, conduziu a sessão e destacou a inteligência e a sensibilidade de Chico Anysio, que criou 208 personagens durante mais de 60 anos de carreira, cada um refletindo criticamente o dia a dia do Brasil. Girão leu uma mensagem do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que ressaltou a percepção profunda do humorista sobre a condição humana, permitindo que o país se reconhecesse através de seus personagens inesquecíveis.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) classificou Chico Anysio como um verdadeiro intérprete do Brasil, que fazia o público rir e se identificar, incluindo críticas discretas à classe política. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) falou sobre como o humor de Chico a ajudava em momentos difíceis e representava a diversidade cultural do país, incentivando a reflexão social.

Malga di Paula, viúva do humorista, enfatizou as várias facetas de sua trajetória, incluindo sua dedicação à conscientização sobre a depressão e o combate ao tabagismo, compartilhando uma frase pessoal: “Que bom que a gente se tem.”

Zélia Cardoso de Mello, ex-ministra da Fazenda e ex-esposa de Chico Anysio, participou por videoconferência, descrevendo-o como um “receptor da humanidade” inspirado pelo povo brasileiro, e destacou que a maior homenagem é manter vivo seu olhar crítico diante da realidade, dando voz aos marginalizados através de seus personagens.

A discussão também abordou o combate à psicofobia. Girão lembrou que o aniversário de Chico motivou a criação de um termo para o preconceito contra doenças mentais. Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), apresentou trechos de uma entrevista do artista sobre depressão, criticando a falta de suporte no atendimento psiquiátrico público, como a escassez de medicamentos na Farmácia Popular.

Francisco Cardoso, conselheiro federal de medicina em São Paulo, definiu a psicofobia como um preconceito invisível que dificulta a busca por ajuda, especialmente entre adolescentes. Ele defendeu a liberdade de expressão no humor sem censura ideológica e elogiou o legado artístico de Chico Anysio.

Outros participantes, como a mentora Fernanda Bernstein, o jornalista Ricardo Feltrin, Edgar Lagus da B’nai B’rith, o ator Nelson Freitas e o humorista Márvio Lúcio, exaltaram a coragem de Chico na luta contra a depressão, sua visão crítica do cotidiano e da política, além de sua contribuição para a cultura brasileira.

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