A Polícia Federal tem prazo de 30 dias para apresentar ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, o inquérito que investiga suspeitas de irregularidades na compra do Banco Master, de Daniel Vorcaro, pelo Banco de Brasília (BRB).
O prazo atual foi estabelecido após o relator do caso autorizar, em março, uma prorrogação de 60 dias para a investigação. Durante esse período, a PF obteve novas evidências que resultaram na prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
O ministro considerou a complexidade da apuração, o volume de documentos recolhidos e a necessidade de análises detalhadas para justificar a extensão do prazo.
O ex-presidente do BRB é investigado por suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, relacionadas à aprovação de compras fraudulentas de carteiras pelo Banco Master.
A Polícia Federal identificou um esquema de ocultação patrimonial envolvendo empresas imobiliárias, que teriam sido usadas para pagar propinas.
Nas investigações aparecem o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador do esquema, e seu cunhado, Hamilton Edward Suaki, que figuraria como diretor formal dessas empresas. Os bens sob investigação estão avaliados em R$ 146,5 milhões.
Daniel Vorcaro está preso na Superintendência da PF em Brasília e negocia um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.
O advogado criminalista Alexandre Pinto Lourenço aponta que a investigação ainda está longe de ser concluída. Ele afirma que o caso é um dos mais complexos e extensos em curso no país.
