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domingo, 19/04/2026

Projeto social ensina jiu jitsu para crianças indígenas no Noroeste

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Projeto social ensina jiu jitsu para crianças indígenas no Noroeste

O projeto social Curumins reúne 30 crianças indígenas para praticar jiu jitsu, ensinando não só a técnica, mas também valores importantes do esporte, como disciplina, respeito e hierarquia.

As aulas são realizadas a cada duas semanas na Aldeia Guajajara Teko Haw, no setor Noroeste de Brasília, comandadas pelo mestre Daniel Badke Lino, faixa preta e fundador do projeto.

Segundo Daniel, as crianças mostram a força dos povos indígenas nas competições, e os benefícios do esporte vão além do tatame, refletindo também no comportamento escolar dos participantes.

Dentro e fora do tatame

Daniel destaca que a mudança é visível tanto nas competições quanto nas atitudes diárias das crianças, conforme relatos dos professores.

O projeto, iniciado em 2023 por Daniel, já conta com pelo menos 10 crianças competindo em campeonatos regionais, onde conquistam diversas medalhas exibidas no local de treino.

Durante o treinamento, as crianças seguem um ritual que inclui saudação ao mestre, aquecimento e aprendizado de técnicas de queda e defesa, formando duplas para simular lutas, enquanto os colegas acompanham e torcem em Tupi-Guarani.

Além do aprendizado, o ambiente é de colaboração, onde as crianças se ajudam e se divertem juntas.

Após o treino, um momento especial é o lanche coletivo, possível graças às doações de colaboradores que fornecem alimentos e roupas para apoiar o projeto.

Daniel menciona que o projeto, atualmente focado em crianças, tem despertado interesse também entre adolescentes e adultos da aldeia, mas falta apoio para ampliar as atividades e aumentar a frequência das aulas.

Desafios na Aldeia Guajajara

A aldeia Guajajara Teko Haw enfrenta desafios por ser um território não demarcado, com insegurança e falta de infraestrutura básica.

O Cacique Francisco Guajajara luta desde 2010 pelo reconhecimento e regularização da aldeia, que conta com pouca ajuda estatal e enfrenta dificuldades como ausência de escola adequada, escassez de água e estradas em más condições.

Francisco Guajajara ressalta a persistência da comunidade em melhorar suas condições e resistir às dificuldades.

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