A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) realizou recentemente um encontro especial focado na formação sobre inclusão de povos indígenas e grupos itinerantes nas escolas públicas. O evento reuniu representantes das Coordenações Regionais de Ensino, que são responsáveis pelo acompanhamento das questões de direitos humanos na educação.
O técnico Erick das Neves, da Gerência de Diversidade e Inclusão, conduziu o encontro, destacando a importância de conhecer as bases da educação indígena, além de apresentar métodos e materiais desenvolvidos por povos originários. O objetivo foi adaptar as práticas escolares para melhor atender os estudantes indígenas e itinerantes presentes na rede pública.
A diretora de Serviços de Apoio à Aprendizagem, Direitos Humanos e Diversidade, Patrícia Melo, ressaltou que essa formação é fundamental para combater desigualdades no ambiente escolar. Ela explicou que a escola muitas vezes reflete as injustiças da sociedade, por isso, cursos como este ajudam os profissionais da educação a melhor acolher os alunos e garantir seus direitos.
Patrícia também mencionou a importância da atualização constante dos educadores para que conheçam bem as leis e as estratégias que promovem inclusão e justiça social. Ela afirmou acreditar no potencial transformador dessas ações para as escolas e para o respeito cultural dos estudantes indígenas.
Erick das Neves reforçou que o tema indígena deve ser trabalhado durante todo o ano letivo, não apenas em datas específicas. A diretoria pretende manter esses ciclos de formação para continuar sensibilizando os educadores, dando mais humanidade às normas e às práticas pedagógicas.
O encontro aconteceu durante o Acampamento Terra Livre (ATL) 2026, que é a maior reunião indígena do Brasil e contou com a participação de milhares de indígenas. Este evento teve como foco a luta pelas terras indígenas e o combate às mudanças climáticas.
Depois, os participantes foram convidados a assistir a um seminário sobre cultura e pensamento indígena, com a presença de educadores e pesquisadores, além de representantes da revista Pihhy, que publica conteúdos e produções artísticas de autores indígenas.
A revista Pihhy tem várias edições online, minidocumentários e audiolivros produzidos por povos indígenas, reforçando a importância de valorizar o conhecimento e a cultura desses grupos tanto na educação quanto na política.
