Em 2020, o Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central alertou Daniel Vorcaro sobre o risco de o Banco Máxima, que posteriormente se tornou o Banco Master, enfrentar liquidação. Um relatório da instituição indicou que o banco estava assumindo riscos além do que podia controlar.
Documentos do Banco Central, enviados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado e obtidos pelo Metrópoles, revelam que a autoridade monetária sugeriu que o Banco Máxima poderia ser obrigado a aumentar sua reserva obrigatória de capital. Na época, o banco afirmou que seu desempenho em 2021 seria crucial para essa decisão.
Daniel Vorcaro respondeu afirmando que o banco passava por uma grande transformação, revisando todos os processos e prometendo realizar ajustes conforme as recomendações, com monitoramento do Banco Central.
Dois anos depois, o Banco Central destacou que, se as ações propostas para corrigir a estrutura financeira do Banco Máxima não fossem cumpridas, a liquidação extrajudicial poderia ser decretada.
Apesar dos alertas, o banco continuou operando e, em 2021, mudou seu nome para Banco Master. Entretanto, em novembro de 2025, diante de uma crise financeira persistente, o Banco Central decidiu pela liquidação do banco.
O Metrópoles buscou esclarecimentos junto ao Banco Central e à defesa de Daniel Vorcaro sobre a autorização da venda do Banco Máxima e a continuidade das operações apesar dos problemas. Até o momento, não houve respostas.
