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quarta-feira, 29/04/2026

Queda da Dívida Pública Federal em março para R$ 8,6 trilhões

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A Dívida Pública Federal (DPF) diminuiu 2,34% em março, caindo de R$ 8,841 trilhões em fevereiro para R$ 8,633 trilhões, conforme informou o Tesouro Nacional na segunda-feira (27). Essa redução ocorreu principalmente devido ao grande vencimento de títulos atrelados à Taxa Selic, onde os resgates superaram as emissões em R$ 302,32 bilhões. A adição de juros ao montante aumentou em R$ 93,01 bilhões, amenizando a queda.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) caiu 2,17%, reduzindo de R$ 8,511 trilhões para R$ 8,302 trilhões. No mesmo período, o Tesouro emitiu R$ 93,29 bilhões em títulos e resgatou R$ 395,60 bilhões, principalmente títulos ligados à Selic.

Por outro lado, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 0,61%, passando de R$ 329,65 bilhões para R$ 331,64 bilhões. O aumento foi influenciado pela valorização de 1,36% do dólar, causada pelo início do conflito no Oriente Médio, além de um empréstimo de R$ 6,88 bilhões obtido junto a organismos internacionais.

O colchão de liquidez da dívida pública, que é uma reserva usada em situações de instabilidade, diminuiu de R$ 1,192 trilhão em fevereiro para R$ 885 bilhões em março. Isso se deve ao resgate líquido e à recompra de R$ 49 bilhões em títulos durante os primeiros dias da guerra para estabilizar o mercado. Atualmente, essa reserva cobre 5,69 meses de vencimentos, com R$ 1,68 trilhão previsto para os próximos 12 meses.

A composição da DPF também mudou devido ao vencimento dos títulos Selic: a participação desses títulos caiu de 49,1% para 47,71%; os títulos corrigidos pela inflação subiram de 25,85% para 26,67%; os títulos prefixados passaram de 21,33% para 21,80%; e os vinculados ao câmbio aumentaram de 3,71% para 3,83%. O Plano Anual de Financiamento (PAF) indica que, até o fim do ano, os títulos Selic devem ficar entre 46% e 50%, os corrigidos pela inflação entre 23% e 27%, os prefixados entre 21% e 25%, e os cambiais entre 3% e 7%.

O prazo médio da DPF cresceu de 4 para 4,1 anos, mostrando mais confiança dos investidores na capacidade do governo de cumprir suas obrigações.

Sobre os detentores da Dívida Pública Federal interna, instituições financeiras possuem 31,47%, fundos de pensão 23%, fundos de investimentos 20,86%, investidores estrangeiros 10,7% e outros grupos 13,97%. A participação dos estrangeiros teve pequena variação em relação a fevereiro (10,74%), apesar das incertezas no mercado causadas pela guerra no Oriente Médio.

Em agosto do ano passado, a DPF ultrapassou pela primeira vez os R$ 8 trilhões. Conforme o PAF divulgado em janeiro, o estoque deve terminar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

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