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quinta-feira, 23/04/2026

Projeto recupera floresta e ajuda comunidades na Amazônia

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Em Brasília

Na região da Amazônia brasileira, entre os rios Xingu e Iriri, um projeto chamado Terra do Meio trabalha para recuperar áreas que foram degradadas por ocupações ilegais. Essa ação é feita pela Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) com o apoio da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Instituto Socioambiental (ISA).

Já foram restaurados 50 hectares da floresta com o plantio de aproximadamente 175 mil árvores nativas. A expectativa é que, em dez anos, a área esteja completamente coberta pela vegetação.

O projeto une conservação ambiental, desenvolvimento das comunidades locais e proteção dos recursos hídricos. Além disso, a iniciativa pode ser adotada em outros países da Amazônia. A OTCA aproveita a ação para fortalecer a Gestão Integrada dos Recursos Hídricos (GIRH) na região, que abrange oito países membros.

Uma moradora ribeirinha, Marinalva Ribeiro da Silva, encontrou na coleta de sementes uma nova forma de sustento, que complementa a pesca e lhe proporciona mais tempo com a família. Ela conta que sai de manhã para trabalhar e volta à tarde para ficar com as filhas, ajudando no sustento dos filhos que estudam em Altamira.

Após a coleta, as sementes são levadas a centros comunitários para serem pesadas, organizadas e vendidas, com pagamento direto aos coletores. O casal Sinha Kuruaya e Alcione Freitas, da comunidade Morro Grande, chegou a ganhar 6 mil reais com essa atividade em 2025. Alcione destaca que é possível obter renda sem prejudicar a floresta.

Resultados

Com o apoio do Projeto Bacia Amazônica e seus parceiros, essa cadeia produtiva movimentou cerca de 300 mil reais nos últimos anos. A venda de sementes para restauração da floresta amazônica garante a sustentabilidade do projeto e permite renda local sem intermediários. Em 2025, a rede comercializou seis mil quilos de sementes.

Francisco de Assis Oliveira, presidente da Rede Terra do Meio e morador da Reserva Extrativista do Rio Iriri, afirma que a iniciativa protege a floresta, gera renda e mantém as pessoas no seu território.

Ele conclui dizendo que este é um trabalho que traz ganhos sem destruir, preservando o equilíbrio da floresta e apoiando a continuidade da vida que ela sustenta.

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