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quinta-feira, 23/04/2026

Correios tem prejuízo de 8,5 bilhões de reais em 2025

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Em Brasília

Emmanuel Rondon, presidente dos Correios, comunicou que a estatal registrou um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, valor que é mais que o triplo do prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024.

No ano anterior, a receita bruta da empresa foi de R$ 17,3 bilhões, mas o déficit relacionado a processos judiciais atingiu R$ 6,4 bilhões.

“A queda nas receitas explica parte do resultado, dificultada pela rigidez nos custos e aumento das provisões por passivos judiciais, o que impede a redução das despesas”, detalhou Rondon.

O patrimônio líquido da empresa ficou em R$ 13,1 bilhões negativos em 2025.

Além disso, Rondon comentou que a concorrência com empresas privadas de logística tem afetado as receitas dos Correios.

Apesar das dificuldades, foram adotadas novas ações no plano de reestruturação para 2026, proporcionando mais segurança orçamentária à estatal.

Plano de Demissão Voluntária

O Plano de Demissão Voluntária (PDV), parte do plano de reestruturação, esperava adesão de 10 mil funcionários, porém, alcançou apenas 30% da meta.

Comparado ao plano anterior de 2024, a adesão não foi considerada baixa. A estatal continuará buscando melhorar seu resultado financeiro, o que pode levar à abertura de um novo PDV.

Número de desligamentos:

  • 2024: 3.756
  • 2025: 3.181

Os desligamentos de 2024 geraram uma economia de R$ 147,1 milhões em 2025 e a previsão é economizar R$ 775,7 milhões em 2026.

Contexto dos Correios

A empresa enfrenta queda nas receitas em áreas tradicionais, aumento dos custos operacionais e perdas logísticas. O crescimento do e-commerce ajudou, mas não compensou totalmente esses desafios.

No fim de 2025, foi apresentado um plano de reestruturação com três fases: a primeira foca na recuperação financeira com empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras;

a segunda fase, prevista para 2026 e 2027, inclui reorganização, redução de unidades, revisão de cargos e planos de saúde e previdência;

e a terceira fase, prevista para 2027, pretende modernizar e consolidar um modelo baseado em inovação, parcerias e novas fontes de receita.

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