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“Prévia do PIB”, índice IBC-Br tem alta de 1% em janeiro

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Economia brasileira: Prévia do PIB, mostrou recuo de 0,68% entre janeiro a março de 2019. Foto: Ingo Roesler / Getty Images (Ingo Roesler/Getty Images)

Economia brasileira: Prévia do PIB, mostrou recuo de 0,68% entre janeiro a março de 2019. Foto: Ingo Roesler / Getty Images (Ingo Roesler/Getty Images)

Mesmo com o fim do auxílio emergencial em dezembro, a atividade econômica cresceu 1% em janeiro na comparação com o mês anterior, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado nesta segunda-feira.

O primeiro mês do ano continuou na trajetória de retomada que se iniciou após tombos recordes em março e abril do ano passado, os meses que registraram o maior impacto econômico da pandemia.

Apesar dos sucessivos números positivos, a retomada ainda não foi suficiente para compensar as quedas históricas. Em 12 meses, a economia recuou 4%, de acordo com o IBC-Br.

Parte do avanço em janeiro aconteceu por conta da alta de 0,6% no setor de serviços, apesar de ainda não ter recuperado as perdas da pandemia. A produção industrial também registrou crescimento, de 0,4% no mês.

Já o fim do auxílio emergencial, a alta da inflação e a piora na pandemia impactaram nas vendas do varejo, que caíram 0,2% em janeiro.

O IBC-Br é considerado uma espécie de prévia do PIB por calcular o índice de atividade econômica, mas usa metodologia diferente do IBGE, responsável pelo número oficial.

Primeiro trimestre mais devagar

Apesar do número positivo de janeiro, boa parte do mercado está projetando um primeiro trimestre difícil de retração econômica por conta do fim do auxílio, que deve voltar a ser pago em abril, e do recrudescimento da pandemia que causou novas medidas de restrição em vários estados.

A expectativa é que a economia melhore depois desse início de ano e feche com crescimento de 3,23%, de acordo com o boletim Focus, que reúne as expectativas de mercado.

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Projeto de ICMS pode tirar R$ 70 bi de estados e municípios, diz estudo

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A fixação de alíquota máxima de 17% do ICMS sobre energia, combustíveis, telecomunicações e transportes está prevista em projeto de lei complementar que Lira quer pautar na próxima semana

(Getty Images/RafaPress)

Se combustíveis, energia e telecomunicações tiverem a alíquota máxima do ICMS fixada em 17%, Estados e municípios devem perder cerca de R$ 70 bilhões de arrecadação por ano. A previsão é do economista Sergio Gobetti, especialista em finanças públicas que monitora as contas dos governos regionais.

A fixação de alíquota máxima de 17% do ICMS (tributo cobrado pelos Estados) sobre energia, combustíveis, telecomunicações e transportes está prevista em projeto de lei complementar (PLP) que o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), quer pautar na próxima semana.

Lira cobra uma saída conjunta entre Congresso, governo e Judiciário para os aumentos de energia e combustíveis. Para pressionar os Estados a reduzir os tributos, ele ameaçou pôr em votação o projeto.

A urgência para a tramitação foi aprovada na noite de quarta. Um projeto de decreto legislativo, que também tramita em regime de urgência, suspende os reajustes da tarifa de energia na Bahia, no Ceará e no Rio Grande do Norte, podendo ter efeito geral para outros aumentos aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os setores de combustíveis, energia e telecomunicações são chamados de blue chips (mais valiosos) para a tributação do ICMS porque, tradicionalmente, respondem por uma significativa fatia da sua receita. Há 15 anos, chegaram a responder por mais de 40% da arrecadação. Hoje, respondem por um terço. Isso ocorre porque segundo Gobetti, esses são os únicos produtos tributados no destino (onde os serviços ou produtos são consumidos) e, portanto, fora da guerra fiscal travada entre os Estados.

Além disso, as suas alíquotas foram elevadas ao longo das últimas décadas para compensar a perda de receita com benefícios para os demais setores econômicos. Em alguns Estados, a queda seria de 30% para 17%.

“Reduzir o ICMS da gasolina e da energia sem, ao mesmo tempo, eliminar a montanha de benefícios fiscais em vigor é populismo fiscal e irresponsabilidade”, diz Gobetti. Para ele, a melhor forma de corrigir essas distorções e uniformizar a carga tributária do País seria aprovar a PEC 110 da reforma tributária que o Senado tenta aprovar este ano, sob resistências. A reforma tributária prevê tratamento mais uniforme para todos os produtos e serviços do País, eliminando as diferenças de carga tributária entre as blue chips e outras mercadorias e serviços.

O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) está preparando os cálculos do impacto do projeto para divulgar aos parlamentares. O ICMS é repartido pelos Estados com os municípios, que também terão o caixa reduzido se o projeto avançar. Os Estados e os municípios já estão perdendo receita com o corte de 35% do IPI.

PRESSÃO SOBRE OS ESTADOS

O Ministério da Economia considera que os governadores estão com o caixa cheio e podem dar uma contribuição maior para baratear o preço dos combustíveis. O governo já zerou sua tributação do diesel, mas conta com armas reduzidas para atacar os preços altos – considerados pelo núcleo político do presidente Jair Bolsonaro uma das principais ameaças à reeleição.

Na Câmara, o projeto será discutido na terça-feira, em reuniões de lideranças. A proposta é de autoria do deputado Danilo Forte (União Brasil-CE). O relator será o deputado Elmar Nascimento (União-BA). Como mostrou o Estadão/Broadcast, o projeto foi discutido na quarta-feira na residência oficial do presidente da Câmara com o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida.

 

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29% dos brasileiros têm cinco ou mais cartões. Especialista faz alerta

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Uso excessivo de cartões de crédito pode levar ao endividamento. Veja como não se descontrolar

Cartões de crédito: rodízio de plásticos e uso como complemento de renda são hábitos que devem ser evitados (Bloomberg/Daniel Acker)

A parcela dos brasileiros que têm cinco ou mais cartões de crédito vem aumentando. É o que diz uma pesquisa da Serasa eCred.

De acordo com o levantamento, 29% dos brasileiros têm cinco ou mais cartões de crédito, enquanto 18% afirmaram ter quatro cartões. Já a parcela que tem três cartões corresponde a 23%, ao passo que 21% têm dois. Apenas 9% sustentam sua vida financeira com apenas um cartão de crédito.

A pesquisa, que ouviu 3.751 pessoas, mostra que para 34% entrevistados as compras no cartão consideradas mais importantes são as de supermercado e alimentação. Os outros gastos pagos com o plástico são realizados em farmácias (15%), na compra de eletrodomésticos (14%) roupas (11%), viagens (10%) e móveis (10%). O pagamento de boletos com cartão representa 6%.

“Rodízio de cartões”: hábito perigoso

Ter mais de um cartão permite fazer “rodízio de cartões”. É uma forma de jogar o valor do gasto para o futuro e obter mais limites de crédito, afirma Ione Amorim, coordenadora de serviços financeiros do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).

Contudo esse hábito financeiro é uma operação arriscada, que pode fazer com que muitos consumidores percam o controle do pagamento das faturas e fiquem inadimplentes.

Taxas de juros multiplicadas

Ter mais de um cartão de crédito pode ser uma armadilha ao consumidor. Onde está o perigo? Na exposição aos juros, caso atrase ou deixe de pagar a fatura.

Em caso de necessidade, Amorim aconselha que o consumidor tenha menos cartões e opte por aqueles com limite mais baixo para “alternar o uso sem grande exposição”.

Cartão não é complemento de renda

Muitas vezes, o cartão de crédito passa a fazer o papel de complemento de renda. Mas à medida que se reduz o poder de compra do consumidor, o uso do cartão aumenta.

“Este ciclo leva ao atraso do pagamento da fatura e incentiva o uso de outro cartão, aprofundando o endividamento e descontrole das dívidas. Se o consumidor cair no rotativo (pagar apenas o valor mínimo da fatura) há cobrança de juros acima de 360% ao ano”, aponta Amorim.

5 dicas para usar mais de um cartão sem descontrole

A crise econômica provoca aumento da inadimplência, e famílias de rendas mais baixas podem usar cartões para pagar contas básicas que não conseguem quitar à vista, conclui Amanda Rapouzo, gerente do Serasa eCred.

Em caso de necessidade, no qual não é possível concentrar todas as compras em apenas um plástico, veja abaixo 5 dicas para utilizar os cartões de crédito sem descontrolar o orçamento:

  • Defina um limite condizente com a sua realidade financeira
  • Tenha em mente quais cartões são usados para cada despesa
  • Atente-se aos vencimentos das faturas
  • Anote todos os gastos
  • Priorize gastos essenciais e montar uma reserva de emergência

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Economia

Corte de juros na China, GetNet fora da bolsa e o que mais move o mercado

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Bolsas avançam após medida para atenuar efeitos econômicos das restrições para conter avanço da covid-19 na China

Notas de renminbi, moeda oficial da China (Getty Images/Barcroft Media)

Bolsas internacionais avançam na manhã desta sexta-feira, 20, com investidores reagindo positivamente ao corte da taxa preferencial de empréstimo de cinco anos pelo Banco Central da China na última noite.

O movimento, que vai na contramão do aperto monetário dos principais bancos centrais do mundo, ajuda a reduzir as crescentes preocupações sobre a demanda da segunda maior economia do mundo diante de restrições para conter a covid-19 nas principais cidades do país.

O principal índice da bolsa de Hong Kong fechou em alta de quase 3% nesta madrugada. Em Dalian, na China, o minério de ferro saltou mais de 3%, quebrando a sequência de duas quedas consecutivas e abrindo o caminho para as ações da Vale subirem no pregão hoje.

A melhora de sentimento também tem influenciado as negociações no Ocidente, com índices da Europa e os futuros americanos com altas de mais de 1%. Entre os destaques do Velho Continente está a bolsa de Frankfurt, que avança mais de 1,5%, mesmo com dados preocupantes sobre a inflação ao produtor alemão divulgados nesta manhã.

O Índice de Preço ao Produtor (IPP) da Alemanha subiu o dobro do esperado para mês de abril, ficando em 2,8%. O indicador avançou de 30,9% para 33,5% no acumulado de 12 meses. Mas o dia é de apetite ao risco.

Apesar do maior otimismo do mercado, o petróleo opera próximo da estabilidade, tendo como pano de fundo a notícia da Bloomberg de que a China poderá comprar petróleo russo para suas reservas estratégicas. A commodity, porém, caminha para fechar a semana praticamente estável em relação à anterior, cotada próxima de US$ 110 por barril.

  • Veja a seguir o desempenho dos indicadores às 7h (de Brasília):

    • Hang Seng (Hong Kong): + 2,96%
    • SSE Composite (Xangai): + 1,60%
    • FTSE 100 (Londres): + 1,81%
    • DAX (Frankfurt): + 1,82%
    • CAC 40 (Paris): + 1,20%
    • S&P futuro (Nova York): + 1,15%
    • Nasdaq futuro (Nova York): + 1,56%
    • Petróleo Brent (Londres): + 0,21% (para US$ 112,28)
    • Índice dólar (DXY): + 0,08%

Local x internacional

Já a bolsa brasileira pode chegar a sua segunda alta semanal consecutiva nesta sexta, contrariando a sequência de quedas das principais bolsas internacionais. O S&P 500, mesmo considerando a alta do mercado de futuros desta manhã, caminha para fechar em queda pela sétima semana seguida. Se confirmada, será a maior sequência negativa desde 2001, quando o índice americano registrou oito quedas semanais consecutivas.

A melhora de percepção sobre o mercado brasileiro tem mais a ver com o preço do que com redução dos riscos. Vale lembrar que o Ibovespa ficou para trás durante os ralis para as bolsas que ocorreram logo após os momentos mais críticos da pandemia para o mercado. No ano passado, por exemplo, a bolsa local caiu 10%, enquanto índices de Wall Street fecharam 2021 com fortes altas.

GetNet de saída da bolsa

A GetNet anunciou na última noite que pretende tirar suas ações da B3 menos de um ano após a cisão do Santander que resultou na listagem dos papéis. A PagoNxt, controladora da empresa e subsidiaria do Santander, anunciou que pretende realizar uma oferta pública para o cancelamento das ações na B3 e das ADRs da empresa na Nasdaq.

O valor ofertado foi de R$ 2,36 por ação ordinária (GETT3) e de R$ 4,72 por unit (GETT11). As units da GetNet vinham de 68% de queda em relação à cotação máxima atingida ainda nos primiros pregões do papel, no ano passado. O valor oferecido por unit representa um prêmio de 30% em relação à cotação do último fechamento.

 

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Economia

Ibovespa: Vale impulsiona alta após corte de juros na China

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Mineradora salta mais de 2%, com melhora de percepção sobre atividade econômica chinesa

(Exame/Germano Lüders)

Ibovespa hoje: A bolsa brasileira avança nesta sexta-feira, 20, seguindo o bom humor internacional motivado pelo corte de corte da taxa preferencial de empréstimo de cinco anos pelo Banco Central da China na última noite.

Ibovespa: +1,45%, 108.554 pontos

O movimento, que vai na contramão do aperto monetário dos principais bancos centrais do mundo, ajuda a reduzir as crescentes preocupações sobre a demanda da segunda maior economia do mundo diante de restrições para conter a covid-19 nas principais cidades do país.

“É mais um passo [da China] para a redução do custo de aquisição de imóveis, numa tentativa de estimular o segmento. Isso cria um apetite de maior apetite ao risco na China, pavimentando um ambiente melhor”, disse Arthur Mota, economista do BTG Pactual, em morning call desta manhã.

A melhor de humor se reflete principalmente em ativos mais ligados à economia chinesa. A Vale (VALE3), uma das maiores exportadoras de minério de ferro para a China, sobe mais de 2% nesta sessão, após a commodity subir na bolsa de Dalian nesta madrugada. A mineradora tem é a empresa com o maio peso no Ibovespa, tendo um papel chave para a forte alta do índice desta sexta.

Vale (VALE3): + 2,30%

Outra produtora de minério de ferro, a CSN Mineração lidera as altas desta manhã.

CSN Mineração (CMIN3): + 5,39%

 

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Ampliar limite de faturamento do Simples custaria R$ 66 bi, diz Receita

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Deputado propõe que empresas de pequeno porte, com faturamento de até R$ 8,7 milhões por ano, possam se enquadrar no regime simplificado

(Divulgação/Marcello Casal Jr / Agência Brasil)

A Receita Federal estima em R$ 66 bilhões o impacto orçamentário, em 2023, de uma eventual ampliação do limite de faturamento do Simples Nacional. O número foi apresentado pelo o subsecretário de Tributação e Contencioso da Receita, Fernando Mombelli, em audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara, na quarta-feira, 18.

Relator do projeto que atualiza a tabela, o deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP) propõe, em parecer, que empresas de pequeno porte, com faturamento de até R$ 8,7 milhões por ano, possam se enquadrar no Simples. Hoje, esse limite é de R$ 4,8 milhões. O teto para microempresas passaria de R$ 360 mil para R$ 864,5 mil.

Com a tabela atual, o impacto orçamentário do Simples Nacional será de R$ 83,8 bilhões em 2023. Se a atualização for feita, esse valor aumentará para R$ 148,6 bilhões, disse Mombelli. Ele ressaltou que a Receita e o Ministério da Economia se posicionam contra a indexação da economia desde o Plano Real.

“Não quer dizer que eventualmente não se faça um reajuste na tabela. Isso é uma questão que impacta o próprio Congresso e a verificação de onde vai retirar esse recurso para poder colocar no equilíbrio esse aspecto”, ponderou o representante da Receita.

Mombelli apontou que, em outros países, os pequenos negócios têm regimes tributários simplificados com limites menores do que o adotado no Brasil, que, convertendo a moeda, fica em torno de US$ 1 milhão.

No Canadá, segundo ele, o teto é de US$ 22,5 mil. Em Portugal, US$ 11 mil; na Coreia do Sul, US$ 48 mil; e no Reino Unido, US$ 104 mil. “Comparativamente com esses países, temos um regime bem mais amplo em relação às micro e pequenas empresas”, disse.

Bertaiolli afirmou que os números apresentados são comparáveis ao Microempreendedor Individual (MEI), não às micro e pequenas empresas. “As pequenas empresas nos países citados são isentas de pagamento de qualquer imposto. É diferente do nosso sistema, onde, seja qual for o faturamento, o empreendedor já começa pagando 4% pelo Simples”, disse o deputado.

O parecer de Bertaiolli modificou o Projeto de Lei Complementar 108/2021 para incluir essa atualização na tabela do Simples. A proposta original, já aprovada pelo Senado, prevê mudanças apenas no MEI, com atualização da tabela e permissão para que esses empresários possam ter até dois funcionários, não apenas um, como é hoje.

O texto que chegou à Câmara prevê aumento do limite de faturamento para se enquadrar como microempreendedor individual de R$ 81 mil para R$ 130 mil por ano. Bertaiolli sugeriu, no parecer, que passe a ser de R$ 144 mil. Os ajustes foram sugeridos por ele com base na inflação desde 2006. A alíquota de contribuição continuaria sendo de 5%.

Diante do impacto orçamentário apresentado pela Receita, Bertaiolli, que é presidente da CFT, afirmou que, se houver consenso, o projeto pode ser dividido em duas partes: uma tratando do MEI e outra sobre o Simples. Na próxima sessão da comissão, na semana que vem, os deputados votariam a parte do MEI, que já passou pelo Senado.

“Alteraríamos esse relatório. Deixaríamos para amadurecimento maior o aumento do Simples, e mantém o MEI, para que a gente possa aprovar rapidamente, já que já veio do Senado, e resolvemos pelo menos o MEI na próxima quarta-feira. Se houver consenso, a gente coloca dessa forma na próxima semana”, propôs o deputado.

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Economia

Investimento direto ou ações: qual a melhor maneira de investir em cripto?

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Em 2022, queda generalizada dos mercados financeiros após uma onda de incerteza geopolítica e monetária afetou mais as ações do que as principais criptomoedas

Ações de empresas podem ser afetadas pelas criptomoedas de diversas formas (Getty Images/Alistair Berg)

Se você ouviu que as criptomoedas são o “futuro do dinheiro” e está pensando em investir no setor, pode estar em dúvida quanto a melhor forma de fazê-lo. Além do investimento direto, uma outra forma de obter exposição às criptos é por meio das ações de empresas envolvidas com o setor.

A diferença entre ambos está no fato de que as criptomoedas são uma forma de dinheiro totalmente digital protegido por criptografia e vivem em redes baseadas em blockchain. Isso faz com que a sua falsificação, alteração ou roubo se tornem ainda mais difíceis. Elas são de custódia própria do investidor, que pode trocar seu dinheiro comum por criptomoedas em corretoras especializadas. É como trocar reais por dólares na esperança da valorização da moeda, só que de forma digital.

Enquanto isso, as ações representam uma participação individual de propriedade em uma empresa. Elas são emitidas por empresas que optam por abrir o seu capital após passarem por um extenso processo regulatório e podem valorizar ou desvalorizar de acordo com o desempenho da empresa em questão e do sentimento do mercado. O investimento em ações é disponibilizado em bolsas de valores de todo o mundo.

Mesmo que as ações não sejam dinheiro, elas podem ser afetadas por ele. É aí que as criptomoedas entram como protagonistas ou coadjuvantes nas ações de muitas empresas de capital aberto. “Não existe uma discrepância entre o mercado tech e o mercado cripto. Muito pelo contrário, eles estão correlacionados. E aí com o mercado caindo, as ações acabam caindo também”, revelou Guilherme Zanin, estrategista da Avenue Securities.

Seja por meio do balanço da empresa, que pode utilizar reservas em criptomoedas como estratégia de tesouraria, ou por seu modelo de negócio, a verdade é que muitas gigantes da tecnologia possuem algum nível de exposição às criptos. Listamos as principais e seus desempenhos em 2022:

Empresas que investem em bitcoin:
• MicroStrategy (MSTR): – 62%
• Tesla (TSLA): – 41%

Empresas que oferecem serviços com criptomoedas:
• Mercado Livre (MELI34): – 47%
• Nubank (NUBR33): – 62%
• PayPal (PYPL): – 58%
• Silvergate Bank (SI): -52%

Empresas que investem e oferecem serviços:
• Coinbase (COIN): – 73%
• Block (SQ): – 47%
• Marathon Digital (MARA): – 68%
• Galaxy Digital Holdings (GLXY): – 65%
• Riot Blockchain (RIOT): – 68%

No mesmo período, o desempenho das duas maiores criptomoedas foi de:
• Bitcoin: – 36%
• Ether: – 46%

Enquanto ativos de risco, as principais criptomoedas e o mercado de ações estão mais correlacionados do que nunca, de acordo com especialistas. E o momento, apesar de parecer negativo, pode ser interessante para os investidores mais aventureiros, de acordo com o autor de “Pai Rico, Pai Pobre”.

Robert Kiyosaki, o autor do livro nº 1 de finanças pessoais, declarou estar à espera de novas quedas do bitcoin para que ele possa “encher um caminhão” de unidades da moeda, já que estes são os “melhores momentos para ficar rico”.

Guilherme Zanin, o estrategista da corretora que promove o investimento em ações estrangeiras, comentou o cenário atual das criptomoedas e ações: “O mercado financeiro de uma forma geral tem caído nos últimos meses. É natural, dado que houve uma elevação da taxa de juros [nos EUA], e aí os ativos que possuem riscos acabam sofrendo mais”, afirmou.

De acordo com dados apontados pelo estrategista, a correlação das ações com a maior representante das criptomoedas já ultrapassa os 100%. “Além disso temos visto uma correlação grande entre criptomoedas e as empresas de tecnologia. Se a gente fizer uma correlação entre o índice Nasdaq e o bitcoin a gente vê que hoje está 180%”, revelou Guilherme à EXAME.

No entanto, no longo prazo as expectativas ainda são boas para as empresas que investem no setor. “Nossa expectativa é que obviamente, uma diversificação desses produtos deveria trazer benefícios para essas empresas no longo prazo. Caso o mercado cripto volte a subir, elas devem se beneficiar de forma direta ou indireta”, contou.

Uma quebra na correlação entre ambos os mercados pode ainda ser benéfica às empresas. “Esperamos que essa correlação acabe descorrelacionando com o tempo e a gente veja uma menor correlação nos próximos meses caso o mercado cripto continue a crescer. E aí as empresas poderão se beneficiar disso”, revelou o estrategista da Avenue Securities.

Falando apenas em números, investir diretamente nas criptomoedas pode ser mais vantajoso. No entanto, é preciso notar que o investimento direto nas moedas digitais requer alguns cuidados e adaptações que o investidor mais acostumado aos mercados tradicionais talvez precise se adaptar.

Carteiras digitais, frases semente e chaves privadas são apenas algumas das novidades propostas pela tecnologia blockchain há pouco mais de 10 anos, enquanto as ações estão há muito mais tempo no mercado e oferecem um regulações mais avançadas. Por isso, além dos números, o investidor interessado nas tecnologias do futuro deve avaliar com qual modalidade de investimento se sente mais seguro e otimista.

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