Nossa rede

Brasil

Prefeituras atrasam repasses e Santas Casas do interior de SP podem parar

Publicado

dia

Instituições de cidades como Louveira, Santa Fé do Sul e Cerqueira César enfrentam dificuldades

Remédio: Santas Casas já pensam em encerrar serviços para não correrem risco de serem acusadas de omissão de socorro (Pixabay/Reprodução)

São Paulo — A falta de repasses das prefeituras, aliada à defasagem na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), ameaça o atendimento à população em Santas Casas e hospitais beneficentes do interior de São Paulo.

Algumas instituições já falam em fechar as portas e suspender o atendimento para não incorrer em omissão de socorro. A maioria da clientela é atendida pelo SUS. As prefeituras alegam que foram afetadas pela crise econômica e cobram mais apoio de outras esferas de governo.

Em muitas cidades, a Santa Casa é o único hospital. É o caso de Louveira, de 44 mil habitantes, onde a Santa Casa de Misericórdia sofreu um corte nos repasses da prefeitura e trabalha com um déficit mensal de R$ 250 mil. O provedor Luiz Antonio dos Santos já admite o risco de fechar. “O quadro é lamentável. Não estamos conseguindo fazer a provisão de férias e 13º dos funcionários. Tem funcionário que quer ir embora, mas não temos como pagar a rescisão”, disse.

Conforme o provedor, alegando a situação financeira difícil, a prefeitura reduziu no final do ano passado a subvenção de R$ 2,2 milhões para R$ 1,7 milhão. Antes, o valor chegava a R$ 2,5 milhões.

“As reservas que tínhamos foram consumidas e hoje não temos condições de nos manter. Expusemos a situação à prefeitura, com planilhas detalhadas na mão, pedindo uma repactuação, mas não conseguimos convencer. Oficiamos aos vereadores e ao Judiciário. Mandamos cartas aos deputados pedindo ajuda, ainda sem resultado.”

Em junho do ano passado, a prefeitura decretou intervenção no hospital e demitiu a equipe administrativa, indicando outras pessoas para os cargos. A irmandade mantenedora recorreu e, três semanas depois, a Justiça revogou o decreto, restabelecendo a gestão anterior.

Torcida

O mecânico de lubrificação Silas de Oliveira, de 57 anos, procurou a Santa Casa com fortes dores na região da bacia e, depois de passar pelo raio X no dia 10, retornou no dia 12 para fazer uma ressonância. Ele foi diagnosticado com inflamação no nervo ciático.

“O bom é que resolvo tudo aqui, não preciso ficar indo de hospital em hospital, já saio medicado. Estou na torcida para que a prefeitura veja a importância desse hospital para nós.” Ele é atendido pelo SUS.

O gráfico Antonio Alves da Silva, de 36 anos, ficou inconformado ao saber que a Santa Casa corre risco de parar o atendimento por falta de verbas. Ele conta que passou por atendimento há seis anos e voltou no início do mês, acompanhando o cunhado que teve um acidente de moto. “Não era grave, mas ele foi muito bem atendido. A saúde no Brasil já não é aquela coisa, se cortar investimento, como o pobre vai fazer?”

Com dificuldade para manter o repasse de recursos ao hospital, a prefeitura de Santa Fé do Sul quer devolver a gestão da Santa Casa de Misericórdia ao governo do Estado. O motivo alegado é a falta de condição econômica para fazer frente às demandas do hospital, o único da cidade de 31 mil habitantes. O município assumiu a Santa Casa em 2014. Antes, a gestão era do Estado. A pasta estadual da Saúde informou que o pedido está sendo objeto de análise.

No último dia 1º, cerca de 20 médicos que integram o corpo clínico do hospital entraram em greve, por causa do atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de setembro. Notificada a direção do hospital alegou não ter recebido da prefeitura o repasse de R$ 180 mil previsto em contrato. A paralisação dos médicos plantonistas atingiu pacientes do SUS e de convênios. A greve foi suspensa no dia 4, quando a prefeitura depositou parte do dinheiro.

Em três dias de paralisação, cerca de 200 atendimentos deixaram de ser feitos e um paciente morreu. O idoso Arlindo Aparecido Philharmi, de 80 anos, sofreu uma queda, fraturou o fêmur e teve de esperar 20 horas pela transferência para a Santa Casa, em função da greve dos médicos.

Segundo a família, que registrou boletim de ocorrência por omissão de socorro, a demora agravou o estado de saúde e resultou em óbito. A morte do paciente é investigada pela Polícia Civil. A administração do hospital também apura o ocorrido.

Em Herculândia, cidade de 9,3 mil habitantes, o Hospital Beneficente São José sofre com atrasos e defasagem nas verbas repassadas pelo município. O repasse é de R$ 47 mil mensais e deveria ter sido depositado há um mês, mas esse ainda não é o maior problema, segundo a diretora, Irmã Diva Alves dos Santos.

“O valor é insuficiente para o volume de atendimento que prestamos a uma média de 3 mil pacientes por mês. O ideal seriam R$ 80 mil mensais”, disse. O hospital é referência regional em oftalmologia, atendendo pelo SUS pacientes de 60 municípios. “São cerca de 1.500 atendimentos por mês, inclusive cirurgias, mas o valor repassado pelo SUS não é reajustado há 14 anos.”

O hospital aderiu ao programa Santas Casas Sustentáveis, do governo estadual, mas ainda não conseguiu finalizar o processo que garantiria reajuste nos repasses. “Temos 32 leitos e, embora o hospital seja bem equipado e tenha laboratório e raio x, ainda não temos UTI.”

A Santa Casa de Cerqueira César, no sudoeste paulista, suspendeu parcialmente o atendimento no último dia 8, alegando atraso superior a R$ 500 mil nos repasses da prefeitura. Em comunicado, o hospital informou que apenas os casos graves seriam atendidos, recomendando que os pacientes que não sejam casos emergência procurem as unidades municipais de saúde.

Depois de uma reunião com a prefeitura no dia 11, a Santa Casa retomou o pronto-atendimento, restrito a urgências e emergências. Em nota, informou que o fim da paralisação é condicionado ao cumprimento do compromisso da prefeitura de pagar os atrasados até o dia 25.

“Situação grave”

Santas Casas de cidades maiores não escapam à crise. Em Sorocaba com 671 mil habitantes, o gestor da Santa Casa de Misericórdia, padre Flávio Junior, divulgou no último dia 7 uma nota à imprensa alertando para a situação “crítica” e “grave” do hospital, um dos maiores da cidade. Segundo ele, os repasses vencidos e não feitos pela prefeitura já passam de R$ 5 milhões. Estamos com alguns fornecedores em atraso e sem caixa para realizar o pagamento dos nossos funcionários”, disse.

O padre relata ter cumprido seu papel de alertar tanto a prefeitura como a Câmara sobre a gravidade da situação. Segundo ele, a prefeita Jaqueline Coutinho (PDT) o ouviu com atenção, mas alegou ter herdado a prefeitura com um “buraco” orçamentário.

“Agora é hora de colocarmos de lado as questões pessoais e políticas e pensarmos na população para que não cheguemos ao ponto de ficarmos sem o atendimento hospitalar adequado”, alertou.

O presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), Edson Rogatti, disse que uma parte “expressiva” das Santas Casas paulistas passa por dificuldades financeiras.

“Em muitas cidades, a Santa Casa é o único hospital e, se o prefeito não é parceiro ou a direção não é simpática a ele, o hospital acaba sofrendo. Era necessária maior comprometimento dos municípios que usam os serviços”, disse.

Rogatti reconhece que muitas prefeituras também enfrentam dificuldades financeiras decorrentes da crise econômica.

A defasagem na tabela do SUS, que não é reajustada há 15 anos, segundo ele, deixou os hospitais endividados e dificulta a obtenção de crédito. Ele conta que, de 400 Santas Casas existentes no Estado, apenas 68 conseguiram se cadastrar no programa Santas Casas Sustentáveis. Criado em 2016, o programa classifica os hospitais em três categorias, aumentando os repasses do SUS conforme a estrutura disponível.

Para os hospitais estruturantes – aqueles que prestam atendimentos complexos -, o repasse é 70% superior ao pago pelo SUS. Já os estratégicos, de médio porte, podem obter 40% mais e os hospitais pequenos, de apoio, com mais 10%. “Estamos tentando aumentar a abrangência, mas a preocupação é que o governo não tenha recursos para todos”, disse Rogatti.

No dia 18 deste mês, a Fehosp realiza o 2º Fórum Somos Sustentáveis para discutir, entre outros temas, a gestão e os programas de apoio a esses hospitais.

Respostas

Em nota, a prefeitura de Louveira informou que os repasses pelos serviços da Santa Casa eram de R$ 2 milhões e foram reduzidos para R$ 1,7 milhão por acordo entre as partes. “Não temos como socorrer a entidade sem nos apresentar de forma detalhada onde foi gasto o (valor) excedente ao plano de trabalho, e se tais gastos foram no atendimento dos nossos munícipes, pois o recurso gasto pela prefeitura tem que ser comprovado, posto que trata-se de dinheiro público, sujeito a prestação de contas para o Tribunal de Contas, Conselho de Saúde, Legislativo e Promotoria” diz a nota. “Uma vez demonstradas a procedência e legalidade do pleito, a prefeitura vai empenhar esforços para aportar recursos para a entidade”, acrescenta.

O provedor lembrou que a Santa Casa não é empresa com fins lucrativos e ele próprio trabalha como voluntário há 19 anos.

“Assumi a provedoria por não ter quem quisesse assumir. Todos da irmandade são voluntários, ninguém recebe nenhum tostão. Recorremos à prefeitura porque é nosso maior tomador de serviços. Quem chega à nossa porta é atendido”, disse.

A prefeitura de Santa Fé do Sul informou que, em outubro, repassou cerca de R$ 550 mil à Santa Casa, referentes à compra de serviços, internações e emendas parlamentares. Parte dos recursos foi liberada pelo governo federal. Esse valor não inclui a subvenção direta do orçamento municipal, de R$ 180 mil. Conforme a prefeitura, o repasse era de R$ 150 mil no início do ano e foi reajustado.

“A municipalidade pagou R$ 100 mil no dia 1º de novembro e complementará o valor no dia 20”, informou a assessoria de imprensa.

Segundo a prefeitura, a cidade é uma das poucas da região que oferece suporte à Santa Casa, mas o custo financeiro é “pesado” para os cofres municipais. Conforme o município, os governos estadual e federal também precisam dar suporte ao atendimento na saúde. O hospital tem 79 leitos para internações e sete em unidade de tratamento intensivo (UTI). O provedor, José Biscassi disse que a Santa Casa trabalha com déficit “como a maioria dos hospitais filantrópicos”.

A prefeitura de Herculândia informou que vai depositar o atrasado devido ao hospital São José e que ainda não houve pedido de reajuste nos repasses.

Já a prefeitura de Cerqueira César informou que repassou R$ 130 mil à Santa Casa e deve repassar outros R$ 200 mil até o dia 20, referentes ao custeio do pronto atendimento. O município ainda deve R$ 300 mil relativos aos meses de agosto e setembro, mas trabalha para sanar o problema de ordem financeira que prejudica o hospital.

A prefeitura de Sorocaba informou que a prefeita Jaqueline reuniu-se com o presidente do conselho de administração da Santa Casa, Padre Flávio, para tratar dos repasses atrasados e já depositou R$ 1,9 milhão na conta do hospital. Outro depósito em valor igual foi feito na terça-feira, mas ainda resta um débito de R$ 1 milhão, segundo a Santa Casa.

“O objetivo do encontro foi o de garantir a não interrupção do atendimento para que a população continue sendo bem assistida pelo hospital”, disse a prefeita, em nota.

Sobre a crise nas Santas Casas e hospitais filantrópicos, o Ministério da Saúde informou que está em dia com os repasses de custeio para esses hospitais, incluindo as instituições de municípios do interior paulista. Em 2018, foram destinados R$ 23 6 bilhões para os hospitais privados sem fins lucrativos, incluindo custeio dos atendimentos ambulatoriais e internações, além de incentivos e melhorias na estrutura.

“A pasta transfere mensalmente recursos às secretarias estaduais e municipais para custeio, incentivo e qualificação dos serviços contratados pelos gestores, a quem compete a distribuição da verba dentro da sua rede de saúde.”

Conforme o ministério, a concessão do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social na Área de Saúde (Cebas) a essas instituições garante benefícios como isenção fiscal, menos burocracia, emendas parlamentares, expansão da infraestrutura e aquisição de equipamentos. Das 2.147 Santas Casas e entidades filantrópicas do País, 1.898 (92,6%) possuem o certificado.

O ministério informou ter criado uma área específica para dar suporte a esses hospitais. Em parceria com o Ministério da Economia, foram criados programas com linhas de crédito para o setor hospitalar filantrópico. O BNDES Saúde prevê a liberação de R$ 1 bilhão para as entidades, enquanto o FGTS Saúde vai liberar R$ 3,5 bilhões até o fim de 2022.

“Essas linhas irão contribuir para melhorar o cenário de endividamento do setor e impulsionar sua reestruturação financeira”, disse, em nota. A pasta informou ainda que está investindo em tecnologia da informação para melhorar a gestão e financiamento do SUS.

A Secretaria da Saúde do Estado informou que, somente em 2019, já repassou R$ 537 milhões às Santas Casas e entidades conveniadas ao SUS por meio dos programas Pró Santas Casas e Santas Casas Sustentáveis.

A pasta informou ainda que preza pelo uso correto e racional dos recursos públicos e, por isso, a unidade interessada em aderir ao Sustentáveis precisa estar em conformidade com critérios que envolvem a capacidade de resolubilidade, complexidade, porte e abrangência de seus atendimentos, considerando a representatividade do serviço na assistência regionalizada.

Comentário

Brasil

Filho de Fernandinho Beira-Mar é condenado por roubo

Publicado

dia

Marcelo Fernando de Sá Costa foi preso por roubar carro em janeiro deste ano

Fernandinho Beira-Mar: filho do criminoso foi preso (Luiz Roberto Lima/Futura Press/Veja)

Rio —Marcelo Fernando de Sá Costa, filho de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi condenado a nove anos e oito meses de prisão pelos crimes de roubo majorado (pelo emprego da arma de fogo) e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

No processo da 1ª Vara Criminal de Duque de Caxias, Marcelo, de 28 anos, é acusado de ter roubado um carro na manhã de 1º de janeiro deste ano. Ele foi preso em flagrante e, com ele, os policiais militares encontraram a pistola usada no crime. A sentença foi dada pelo juiz Alexandre Guimarães Gavião Pinto no dia 11 do mês passado.

Durante audiência na Justiça, o filho de Beira-Mar foi reconhecido pelo motorista do veículo assaltado, o vigilante Geovanne Pereira do Vale. O homem relatou que passava em seu Fiat Idea verde pela Avenida Presidente Kennedy, altura do bairro Gramacho, por volta das 8h30, quando Marcelo fez um sinal para que ele parasse.

Acreditando ser alguém que precisava de ajuda, a vítima obedeceu. Ao parar, viu a arma apontada em sua direção e ouviu a ordem para que saísse do carro. Rapidamente, Marcelo entrou no veículo, manobrou e seguiu na direção oposta.

Marcelo Fernando foi preso em flagrante uma hora e dez minutos depois. Ele é acusado de ter matado três pessoas, nesse intervalo de tempo, usando o carro roubado. Primeiro, no bairro Vila Rosário, também em Caxias, onde foram assassinados Diogo Luiz Carvalho de Lima, de 25 anos, e Wesley Oliveira da Silva, de 24. De acordo com a denúncia do MP, o filho de Beira-Mar abriu fogo contra os dois.

Após o duplo homicídio, Costa seguiu por mais 9 quilômetros até a Estrada Barão do Amapá. Por ali, passava o empresário Wallace Manoel Simões Rangel, de 38 anos, com sua esposa e o filho de 10 anos no carro.

Rangel manobrava o veículo quando o Fiat Idea verde encostou a seu lado. Com o vidro abaixado e sem dizer uma palavra sequer, Costa atirou ao menos quatro vezes contra o carro da família, matando Wallace. Em seguida, saiu em disparada. Os processos relativos aos homicídios ainda estão em andamento, ambos na 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias.

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, responsável pelas investigações, conseguiu provas de que os tiros dados nas três vítimas fatais partiram da pistola encontrada com o filho de Beira-Mar. Peritos fizeram a comparação com projéteis recolhidos no local do crime por familiares das vítimas do duplo homicídio e também de um projétil retirado do corpo de Rangel.

Ver mais

Brasil

Barragem de Brumadinho rompeu por liquefação estática, dizem especialistas

Publicado

dia

O relatório, divulgado pela companhia nesta quinta-feira, afirma ainda que não houve atividade sísmica ou registro de detonações antes do desastre

Brumadinho: especialistas citam pontos que incluem “falta de drenagem interna significativa que resultou em um nível de água alto na barragem” (Rodney Costa/Getty Images)

São Paulo —Um painel de especialistas contratado pela mineradora Vale para avaliar causas técnicas do rompimento de uma barragem da companhia em Brumadinho (MG) em janeiro, que deixou mais de 250 mortos, apontou em relatório que o incidente foi causado pela “liquefação estática dos rejeitos” na estrutura.

O relatório, divulgado pela companhia nesta quinta-feira (12), afirma ainda que não houve atividade sísmica ou registro de detonações antes do desastre e que “nenhum dos dispositivos de monitoramento detectou precursores do rompimento”.

“A experiência com rompimentos anteriores de barragens de rejeitos mostra que eles raramente se devem a uma só causa”, afirmou o documento, listando uma série de fatores que teriam ao longo do tempo criado condições de instabilidade na barragem.

Os especialistas citam pontos que incluem “falta de drenagem interna significativa que resultou em um nível de água alto na barragem”, principalmente na região do pé da estrutura, além de alto teor de ferro, que gerou rejeitos rígidos com “comportamento potencialmente muito frágil se sujeitos a um gatilho” e “precipitação regional alta e intensa na estação chuvosa”.

Ver mais

Brasil

Educação: Possibilidade de escolhas e expectativas sobre o futuro

Publicado

dia

Ao se falar sobre preparação e formação dos jovens, o Colégio Marista João Paulo II acredita que é importante olhar a partir do projeto de vida do Estudante

Quando se fala de preparação e formação dos jovens, é importante olhar a partir do projeto de vida de cada um.
(foto: Pedro Lino)

A chegada do fim do ano letivo para os estudantes do ensino médio acaba trazendo certa ansiedade com relação ao futuro. A preparação para a formatura, a entrega dos resultados finais, as inscrições em vestibulares acabam ganhando uma dimensão maior e junto vem a conclusão de que uma nova fase está a caminho. É a hora de responder aquela velha e boa pergunta: o que eu vou ser quando crescer? São tantas dúvidas que surgem na cabeça dos jovens no final do ensino médio.
Escolher uma carreira mais rentável ou correr atrás daquela que trará mais realização pessoal? Seguir a mesma profissão dos pais ou mudar completamente de área? Curso técnico ou superior? Estudar no país ou conhecer o mundo afora? Em meio a tantas opções, fazer uma escolha torna-se uma tortura diante das próprias dúvidas e pressão familiar. Segundo levantamento realizado pelo Portal Educacional, cerca de 52% dos estudantes do terceiro ano de escolas particulares não decidiram ainda qual profissão seguir. É onde a escola tem um papel fundamental: cabe a ela oportunizar espaços e metodologia própria para o processo de construção das escolhas, em que o jovem possa conhecer suas expectativas em relação ao futuro e ter apoio  para encontrar opções que mais se encaixem e proporcionem diferentes experiências de vida.

Lucas Ribeiro Vidal (17), estudante do Ensino Médio do Marista João Paulo II.
(foto: Pedro Lino)

Na reta final do Ensino Médio, Lucas Ribeiro Vidal, 17 anos, contou com a ajuda da metodologia implementada no Marista João Paulo II, que fomenta a expressão pessoal dos estudantes por meio de projetos de trabalho, convidando-os a romper com práticas escolares embasadas em uma concepção de conhecimento fragmentado. “Estudo no Marista João Paulo II há 13 anos. Por conta dos projetos conduzidos aqui dentro que consegui ajuda para fazer as minhas escolhas e definir o que eu quero fazer daqui pra frente”, comenta o estudante. “Aqui, eu encontrei a possibilidade de estudar fora do Brasil e, com a ajuda da escola, encontrei o caminho das pedras para me matricular em uma universidade americana”, complementa.
Pilares de uma educação de excelência 

Alunos do Colégio Marista contam como as experiências escolares ajudaram na preparação para o futuro.
(foto: Pedro Lino)

Com uma reconhecida trajetória na educação, construída desde 1997 e atualizada permanentemente, o Colégio Marista João Paulo II oferece infraestrutura completa e adequada a cada nível de ensino. “A educação marista é pautada pela formação integral, afetividade, cultura da solidariedade e da paz, pela crença de que todo sujeito tem potencial para aprender e se preparar para todas as escolhas da vida e, assim, ser feliz!”, explica Marcos Scussel, diretor do Marista João Paulo II.

Janete Cardoso, coordenadora pedagógica do Ensino Médio do Marista João Paulo II.
(foto: Pedro Lino)

Segundo a coordenadora pedagógica do Ensino Médio do Marista João Paulo II, Janete Cardoso, é importante que os estudantes saibam que as escolhas nem sempre são para a vida toda. “É necessário desmistificar a ideia de escolhas certas ou erradas. Esses jovens não precisam acertar na escolha, mas precisam considerar tomar decisões maduras, embasadas em autoconhecimento e pesquisa”, afirma.
Projeto de vida
Quando se fala de preparação e formação dos jovens, é importante olhar a partir do projeto de vida de cada um. Quando o estudante entende como e o quanto a escola pode ajudá-lo na direção dos seus sonhos e em obter sucesso no alcance do seu projeto de vida, ele fica muito mais aberto à proposta escolar.

Ana Beatriz Lemos Leal (16), estudante do Ensino Médio do Marista João Paulo II.
(foto: Pedro Lino)

Para Ana Beatriz Lemos Leal, 16 anos, a questão dos valores ensinados no Marista João Paulo II é um ponto muito importante na formação do ser humano. “Aprendi no Marista a ser uma pessoa mais solidária, inclusive, escolhi o que fazer no futuro baseado no que aprendi aqui. Quero trabalhar com moda para ajudar na autoestima das pessoas. E, certamente, participar dos projetos da escola me ajudou muito nessa decisão”, destaca.

Luiz Gustavo Mendes, vice-diretor educacional do Marista João Paulo II.
(foto: Pedro Lino)

No colégio Marista João Paulo II, o estudante, na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, é visto como agente de sua aprendizagem, construtor e protagonista do seu saber, pesquisador, criativo, autônomo e empreendedor, capaz de identificar e solucionar problemas e de trabalhar em equipe. “Nesse sentido, a escola representa um espaço de excelência acadêmica, onde se insere a construção de um projeto de vida”, ressalta Luiz Gustavo  Mendes, vice-diretor educacional do Marista João Paulo II.

Bruno Boaventura Xavier (16), estudante do Ensino Médio do Marista João Paulo II.
(foto: Pedro Lino)

Após participar de um projeto de iniciação científica realizado pelo Colégio Marista João Paulo II, o estudante Bruno Boaventura Xavier, 16 anos, afirma que o resultado da experiência vivida é algo que levará para o resto da vida. “Me envolver neste projeto foi muito gratificante, agregou muito na minha vida, fez diferença na minha forma de pensar”, garante. “Ter esse primeiro contato com a produção de um artigo científico, ainda no Ensino Médio, foi algo gratificante. Essa oportunidade aumentou a minha curiosidade e a minha capacidade de questionar. E agradeço à escola por ter me proporcionado essa autonomia”, complementa.
Atualmente, o Marista João Paulo II conta com uma equipe de 300 educadores, que atuam diariamente na missão de construir conhecimentos e formar valores humanos, marcas do jeito marista de educar para a vida. “A nossa instituição trabalha a integralidade de cada ser, com metodologias diferenciadas. Os nossos estudantes são preparados para sonhar e realizar esses sonhos”, destaca Janete Cardoso, coordenadora pedagógica do Ensino Médio.
E, para 2020, realizar sonhos, pensando seu projeto de vida, ganhará ainda mais espaço ao integrar o currículo dos estudantes do 1° ano do Ensino Médio, possibilitando que os jovens percorram itinerários escolhidos por eles no próprio ambiente escolar, com uma proposta totalmente conectada às competências da Base Nacional Comum Curricular.
As matrículas do Marista João Paulo II para 2020 estão abertas. Mais informações pelos telefones (61) 3426-4600, pelo WhatsApp (61) 99381-7671 ou no site https://colegios.redemarista.org.br/joao-paulo-ii.
Ver mais

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade