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Polícia Civil investiga possível golpe de agência de intercâmbio

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Ao menos 300 pessoas contrataram os serviços da empresa, que fechou sem deixa vestígios. As ocorrências estão sendo registradas na 4ª DP (Guará)

Os clientes estavam se programando para viajar há alguns meses, mas foram pegos de surpresa
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Cerca de 300 pessoas que contrataram o serviço da empresa 4U Study Intercâmbio estão passando por apuros. A agência fechou depois de os clientes pagarem por pacotes de viagem. Os proprietários não atendem às ligações nem respondem a e-mails dos contratantes. Além disso, redes sociais e o site estão fora do ar desde quinta-feira (26/12).
Uma das vítimas é uma publicitária de 27 anos que não quis se identificar. Ao Correio, ela disse que contratou o serviço em 2018, planejando uma viagem para a Irlanda, mas preferiu juntar mais dinheiro por conta da questão financeira exigida no país. Resolveu então reagendar o intercâmbio para novembro de 2020, e desembolsou R$ 15 mil por boleto bancário.
Na quinta-feira (26/12), ela desconfiou que estaria sofrendo um golpe ao ser surpreendida por mensagens em um aplicativo, informando que a escola e acomodação não haviam sido pagas. Ao entrar em contato com os consultores da empresa, eles informaram que não estavam tendo acesso aos e-mails da empresa nem à plataforma. O responsável pela agência também estava fora de alcance.
O proprietário da empresa é Djalma Remondini, que bloqueou os clientes que tentaram contato via WhatsApp. As vítimas tentaram se comunicar com familiares do dono, mas a informação que obtiveram é de que eles não sabem o paradeiro de Djalma. A agência tem sede em São Paulo, mas prestava serviço para todo o Brasil, pela internet. O site Reclamaaqui já registou quase 30 ocorrências sobre o caso nos últimos três dias.
A publicitária registrou boletim de ocorrência na 4ª Delegacia de Polícia (Guará), na sexta-feira (27/12). Lá, ela foi orientada a também procurar o Procon. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil de São Paulo, que ficará responsável pelas investigações.
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Polícia Civil do DF faz leilão de veículos

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Bens pertencem ao Fundo Nacional Antidrogas. Venda será online e inclui celulares, joias e amplificadores; confira datas.

Carros que serão leiloados pela Polícia Civil do DF, no dia 15 de julho — Foto: PCDF/ Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal vai leiloar, no próximo dia 15 de julho, 51 veículos, além de celulares, amplificadores, joias e sucatas que pertencem ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad). O leilão será online, mas os interessados poderão ver os bens a partir de sexta-feira (10).

Veja aqui o edital do leilão
Ao todo, são 85 lotes de mercadorias. Para a aquisição de sucata de veículos, é preciso que o comprador comprove que trabalha com o comércio de peças usadas.

Por causa da pandemia do novo coronavírus, a visitação vai ocorrer de forma escalonada:

Veículos

Dias 10, 13 e 14 de julho
Local: QS 09, rua 100, lotes 15/17 – Taguatinga
Outros bens

Visualização online
Informações: Comissão Permanente de Alienação da PCDF / (61) 3207-4940

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Entregadores de aplicativo protestam em Brasília por melhoria nas condições de trabalho

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Categoria quer assegurar repasse maior pelos serviços prestados; ato ocorreu em outras cidades do país. De moto, grupo percorreu Eixo Monumental.

Entregadores de aplicativo protestam em Brasília, nesta quarta-feira (1º), por melhorias na condição de trabalho — Foto: PMDF/Divulgação

Motoboys e entregadores de aplicativo fizeram um protesto, nesta quarta-feira (1º), em Brasília, por melhorias nas condições de trabalho. Por volta das 11h30, o grupo se concentrou na Alameda das Bandeiras, em frente ao Congresso Nacional.

O ato faz parte de uma mobilização nacional da categoria. O objetivo é assegurar um repasse maior pelos serviços prestados, levando em consideração o quilômetro percorrido e o aumento proporcional dos ganhos, a partir da produtividade.

Os entregadores também pedem o reajuste da taxa anual cobrada pelos aplicativos e o “fim dos bloqueios sem justificativa por parte das empresas”. A Polícia Militar acompanhou o protesto e, até a última atualização dessa reportagem, não registrava incidentes relacionados à manifestação.

Em nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) – que representa empresas que atuam no setor de delivery – afirma que os comércios implementaram, desde o início da pandemia, “diversas ações de apoio aos entregadores parceiros”.

No comunicado, a entidade afirma ainda que os trabalhadores cadastrados nas plataformas “estão cobertos por seguro contra acidentes pessoais durante as entregas” e que as empresas estão “atentas às reivindicações dos entregadores parceiros”.

“É importante esclarecer que as empresas associadas à Amobitec não trabalham com esquema de pontuação para a distribuição de pedidos e deixam claro que a participação em atos como a manifestação desta quarta-feira (1/7) não acarretará em punições ou bloqueios de qualquer natureza.”

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Técnico de enfermagem do Hran morre de Covid-19; profissional é 8ª vítima da área de saúde no DF

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Hiran Rodrigues Lima, de 47 anos, trabalhava no pronto socorro do hospital. Ao todo, capital contabiliza 587 óbitos pela doença.

Hiran Rodrigues Lima, de 47 anos, trabalhava no pronto socorro do Hran e morreu vítima de Covid-19 — Foto: Arquivo pessoal

Um técnico de enfermagem do Distrito Federal morreu, nesta quarta-feira (1º), vítima da Covid-19. A informação foi confirmada  pelo Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF (Sindate-DF).

Hiran Rodrigues Lima, de 47 anos, trabalhava no pronto socorro do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Até a noite de terça-feira (30), sete profissionais de saúde tinham morrido vítimas do novo coronavírus na capital. O número de infectados entre os trabalhadores da área chega a 2.188.

Em nota, a Secretaria de Saúde lamentou a morte do técnico de enfermagem e afirmou que “a investigação epidemiológica ainda está em andamento” (leia íntegra no fim da reportagem).

O Sindate-DF também lamentou as mortes entre os funcionários da área de saúde. O sindicato disse ainda que “se ações extremas não forem adotadas mais mortes ocorrerão, principalmente entre os profissionais, que estão na linha de frente”.

“Chegou-se em um momento crítico da doença. O sindicato lamenta as mortes que estão acontecendo entre os profissionais, e que infelizmente o governo tem adotado medidas contrárias à contenção do vírus”, disse Newton Batista, diretor da entidade.

Na segunda (29), o governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou situação de calamidade pública no Distrito Federal por conta da pandemia do novo coronavírus. Apesar da medida, o governo autorizou uma série de flexibilizações desde a reabertura do comércio a espaços de lazer.

Segundo o último balanço, atualizado na noite de terça (30), o DF contabilizava 49.218 infectados e 587 mortos pela Covid-19. Já, nesta quarta (1º), a Justiça Federal determinou que o GDF “demonstre a suficiência de leitos, equipamentos, insumos e recursos humanos” disponíveis na rede pública durante a pandemia.

Leia íntegra da nota da Secretaria de Saúde:

“A Secretaria de Saúde informa que todo óbito suspeito de Covid-19 ou com resultado positivo para a doença precisa passar por investigação epidemiológica para conclusão da causa morte.

A Secretaria de Saúde lamenta profundamente o óbito do profissional e se solidariza com os seus familiares. A investigação epidemiológica ainda está em andamento e a Portaria Nº 231, de 08 de abril de 2020, veda que a SES confirme ou repasse informações pessoais dos pacientes acometidos pelo novo coronavírus, incluindo os óbitos.”

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Governo do DF multa 61 pessoas por falta de máscara de proteção; 68 mil foram abordadas

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A cada 1,1 mil pessoas paradas nas ruas, uma foi notificada. Frequentar espaços públicos sem acessório implica multa de R$ 2 mil; pena é de até um ano de detenção.

População do DF usa máscaras faciais, imagem em arquivo — Foto: TV Globo/Reprodução

Após quase dois meses de uso obrigatório de máscaras de proteção no Distrito Federal, o DF Legal – órgão responsável pela fiscalização – abordou 68 mil pessoas nas ruas e multou 61. Com base nos dados divulgados nesta segunda-feira (29), é possível estimar que a cada 1,1 mil, apenas uma foi penalizada.

O uso do item de proteção é obrigatório em áreas públicas da capital desde o dia 30 de abril, e a aplicação de multas ocorre desde 18 de maio. Quem for flagrado sem o acessório pode ser multado em até R$ 2 mil, além de responder pelo crime de infração de medida sanitária. A pena, neste caso, pode chegar a um ano de prisão.

Entre os autuados está o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub. Ele recebeu o valor máximo da punição por não usar máscara durante um protesto de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios.

Na semana passada, , o governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou que a fiscalização havia aplicado três multas. “Nós temos feito uma abordagem no sentido de orientar as pessoas. Então, quando encontramos, a primeira coisa que você faz é oferecer a máscara”, explicou. “Se a pessoa resistir a receber, colocar a máscara, é que nós encaminhamos para a delegacia e é feito um B.O”.

Ainda de acordo com o balanço do governo, 25 mil estabelecimentos foram fiscalizados. Segundo o DF Legal, qualquer pessoa pode denunciar o descumprimento das medidas sanitárias pelo telefone 162, opção 2.

As máscaras devem ser usadas nos seguintes locais:

  • Espaços públicos
  • Vias públicas
  • Transporte coletivo
  • Estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços da capital

Multas aplicadas

No dia 15 de junho, o governo do DF multou o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, em R$ 2 mil, por não usar máscara durante um protesto em Brasília (veja vídeo acima).

No documento, o fiscal que aplicou a penalidade escreveu que a notificação ocorreu porque o “autuado” estava em via pública “sem máscara de proteção […] em desacordo com o estabelecido em decreto nº 40.648/2020 no Distrito Federal”. O auto de infração foi endereçado ao gabinete do ministro, na Esplanada.

Em 11 de maio, uma servidora do Ministério Público da União foi levada para a delegacia, após se recusar a usar máscaras em um supermercado do DF. A funcionária pública, perita em biologia, também foi autuada na 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) por “infração de medida sanitária preventiva”.

À época, a servidora contou que foi comprar mantimentos para os filhos quando acabou surpreendida por um funcionário que disse a ela que não poderia entrar sem a máscara.

A mulher afirmou que não concordava com a determinação do governo de obrigar o uso de máscara em Brasília. “O decreto do governador é exorbitante”, disse.

Justiça Federal obriga Bolsonaro

Justiça Federal obriga o presidente Jair Bolsonaro a usar máscara no DF — Foto: FREDERICO BRASIL/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Justiça Federal obriga o presidente Jair Bolsonaro a usar máscara no DF — Foto: FREDERICO BRASIL/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Na semana passada, em uma decisão liminar, a Justiça Federal obrigou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a usar máscara em espaços públicos do DF.

A determinação atendeu a uma ação civil pública movida por um advogado da capital. Segundo o magistrado, a União também deverá exigir o uso do item de proteção por servidores e colaboradores do governo federal enquanto estiverem em serviço, sob pena de multa diária no valor de R$ 20 mil.

” […] a conduta do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, que tem se recusado a usar máscara facial em atos e lugares públicos no Distrito Federal, mostra claro intuito em descumprir as regras impostas pelo Governo do Distrito Federal, que nada tem feito, como dito nas linhas volvidas, para fiscalizar o uso do EPI”, cita trecho da decisão.

A Advocacia geral da União (AGU) recorreu da decisão e afirmou que o presidente é “súdito das leis e não se exonera de responsabilidade”, mas que deve ter os mesmos direitos e garantias que todos os cidadãos.

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Médico que gravou áudio sobre esgotamento de vagas para Covid-19 no Hospital de Base vai responder sindicância

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Em gravação, cirurgião que atua como gerente geral de assistência afirmou que faltam ventiladores. Instituto que controla hospital público diz que avalia se profissional permanece no cargo.

Fachada do Hospital de Base do Distrito Federal — Foto: Pedro Ventura/GDF/Divulgação

Após o vazamento de um áudio sobre o esgotamento de leitos de UTI para Covid-19 no Hospital de Base de Brasília, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF), que administra o hospital, disse que avalia se o médico Lucas Seixas Doca Júnior permanece no cargo. O cirurgião é gerente geral de assistência do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal.

O Iges informou, nesta segunda-feira (29), que “foi instaurada uma apuração pela assessoria de compliance para investigar a fala do servidor”. Em uma gravação enviada para colegas, no sábado (27), o profissional afirma que todos os ventiladores pulmonares para pacientes com Covid-19 da unidade estavam ocupados (ouça acima).

O instituto disse também que entrou em contato com o Conselho Regional de Medicina (CRM), “para averiguar se há algum impedimento para [o médico] permanecer no desempenho das atividades”.

No domingo (28), após a divulgação do áudio, o médico Lucas Seixas Doca Júnior publicou uma nota afirmando que a fala foi “mal interpretada” e que “o GDF tem o maior e mais bem estruturado plano de mitigação das mortes causadas pela Covid-19” (veja íntegra ao fim da reportagem).

Um dia antes, na gravação, o gestor afirmou que “se esgotaram as vagas privadas, as públicas e nós estamos criando mais”. Aos colegas, ele demonstrava preocupação com a situação dos próximos dias na rede hospitalar da capital.

Áudio do médico

O áudio foi divulgado pelo site “O Antagonista” e confirmado pela TV Globo. Na gravação, o médico Lucas Seixas afirmou que chegou a sugerir ao governo do DF maiores restrições para a circulação de pessoas nos próximos dias por conta da pandemia na capital.

“Fizemos uma sugestão de lockdown para as instituições da alta gestão, secretário, gabinete do governador e etc. A partir de terça-feira, dia 30, até dia 14. Para que a gente tenha uma diminuição gradativa dos leitos com ventilação e a segunda quinzena de julho seja mais tranquila, mesmo que a gente postergue um pouco a crise intra hospitalar. Mas é necessário porque se esgotaram as vagas privadas, as públicas e nós estamos criando mais.”

Em entrevista à TV Globo, o diretor-presidente interino do Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do DF (Iges-DF), Sérgio Costa, negou a falta de ventiladores. “Há pouco estive no Hospital de Base, fizemos visita in loco. Nós verificamos todos os equipamentos disponíveis. Não há falta de equipamentos.”

Leitos de UTI em Brasília

Leitos de UTI na rede pública do Distrito Federal  — Foto: Secretaria de Saúde/Divulgação

Leitos de UTI na rede pública do Distrito Federal — Foto: Secretaria de Saúde/Divulgação

Segundo a Sala de Situação da Secretaria de Saúde – que monitora as vagas – até as 15h05 desta segunda-feira dos 66 leitos com suporte de ventilação mecânica para pacientes com Covid-19 no Hospital de Base, 59 estavam ocupados. O índice representa 89,39% da capacidade.

No total de vagas da rede pública, que somam 500 leitos, 315 estavam ocupados. Ou seja, 63%.

Nos hospitais privados de Brasília, 90,87% das vagas de UTI para Covid-19, tinham pacientes internados. Dos 219 leitos, 192 (90,87%) permaneciam ocupados.

Até o início da tarde desta segunda, o Distrito Federal havia registrado 44.918 casos do coronavírus. Já o número de mortos chegou a 550 sendo que 48 vítimas moravam em outros estados e buscaram atendimento na capital.

Estado de calamidade pública

Também nesta segunda, o governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou situação de calamidade pública no Distrito Federal por conta da pandemia do novo coronavírus.

Apesar da medida, o governo tem autorizado uma série de flexibilizações desde a reabertura do comércio a espaços de lazer.  Ibaneis afirmou que o objetivo da declaração é “acessar programas federais”. Questionado, o chefe do Executivo não traçou relação direta entre o estado de calamidade e o contágio acelerado da doença.

Com o decreto, o governo local não terá que seguir limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e nem as metas fiscais previstas nas regras orçamentárias de 2020. Além disso, o DF poderá receber repasses da União.

O que diz o médico investigado

Confira a íntegra da nota divulgada pelo médico Lucas Seixas após a divulgação do áudio:

“O áudio divulgado pela mídia foi uma orientação rotineira para um grupo interno de chefes de Unidades do HBDF. O GDF tem o maior e mais bem estruturado plano de mitigação das mortes causadas pela Covid-19.

Tudo foi meticulosamente tratado e treinado pela SES e IGESDF, basta ver os resultados. Todos os fluxos foram auditados pelos MPs, CRM, COFEM e MS que comprovaram a espetacular resposta que o GDF tem dado à sociedade, através da SES e do IGESDF.

O Secretário do Ministério da Saúde esteve em visita no HBDF no dia de Hoje, enquanto era divulgado o áudio, e nossa equipe já havia solucionado as altas e abertura de novas vagas na UTI que estava cheia pela manhã.

Nessa visita, mostramos todos os fluxos e atividades de suporte aos pacientes com a Covid e os não Covid, como os dos pacientes com câncer, cardiopatas, Neurocirúrgicos, trauma e até psiquiátricos que o HBDF atende e manteve o atendimento na Pandemia, só do ambulatório foram cerca de 19mil.

O atendimento possui toda segurança e não há cruzamento de fluxos. O Secretário saiu muito satisfeito com o que viu e testou pessoalmente. O trabalho é árduo, de comprometimento total, mas recompensador.

Dessa forma, não pode ser abalado por má interpretações da fala de apenas um dos agentes envolvidos. Foi muito esforço e de muitos para entregarmos qualidade ao Distrito Federal.

Todos os dias, a UTI Covid enche e à tarde pacientes que estão melhores (fora do respirador) e de alta, devem ir para os espaços chamados Coorte Covid existentes nas enfermarias de isolamento.

Eles devem sair da UTI Covid e permanecerem por 72h isolados dos outros sem a doença até a alta Hospitalar, e assim abrem-se vagas para outros pacientes que precisam de suporte ventilatório.

Minha visão foi setorial, sou apenas gerente de uma unidade de saúde( HBDF). Estávamos cheios pela manhã e com pacientes aguardando alta das UTIs para às enfermarias e outros aguardando graves para entrarem nas UTIs, pois todos os leitos de UTI Covid são regulados por uma central de regulação técnica e agil que distribui os pedidos de UTI nas vagas de UTI existentes nos diversos Hospitais da rede. Dessa forma, temos transparência total dessa distribuição.

O Painel Central de comando soma todas as vagas e dá um porcentual confortável ao gabinete central de Crise, mesmo o HBDF, em determinados momentos, ficando Cheio.

Portanto, mesmo com 66 leitos de UTI Covid e outras 68 não Covid, temos que fazer estratégias para que os pacientes intubados e graves tenham cuidados adequados até serem regulados para UTI.

Trabalho há 22 anos e estou nesse cargo há menos de 3 meses para ajudar junto com dezenas de gestores, a fazer do Hospital de Base o melhor e mais eficiente Hospital do DF.

O HBDF atende, cerca de 5000 pacientes todos os dias, é referência de excelência e exclusiva em inúmeras patologias, e mesmo sendo referência, manteve seus compromissos de continuar atendendo e ampliando o acesso a todas as outras patologias que não deixaram de existir, e ainda assim, construiu 66 leitos de UTI Covid e expandiu 20 outros leitos de UTI, sendo 10 de Trauma e 10 UTI de adulto, tudo isso em menos de 2 meses, e os ofereceu para a sociedade do DF.

Foram treinadas 4500 pessoas que mantém esse Hospital trabalhando 24 horas por dia e 365 dias por ano. Hoje temos o menor índice de contaminação entre os colaboradores, cerca de 2% evidenciados após teste em massa, sendo sua maioria contaminada em Hospitais privados e assintomáticos, pois os profissionais de saúde podem trabalhar em outros locais.

Todos os serviços de atendimento ao paciente oncológico, imunossuprimidos, politraumatizados e várias outras cirurgias da rede são realizadas com toda a segurança através de fluxos internos aferidos e aprovados por todos os agentes fiscalizadores.

Tudo isso e muito mais, foi realizado com o apoio irrestrito da presidência do IGESDF, da SES, e do GDF que nunca mediu esforços para entregar qualidade a cada paciente que entra no HBDF.

Quando alertei à minha equipe de chefes de Clínicas Médicas e das Cirúrgicas, quanto às necessidades que temos de zelar pelos uso racional dos insumos escassos e agilizar os processos de alta, em um comunicado interno, nunca imaginei que iria vazar para a imprensa.

O áudio foi a minha impressão naquele momento, pois estávamos cheios, e quais seriam as condutas adotadas do nosso plano de contingenciamento para dar giro aos pacientes da UTI Covid que estavam de alta, para os leitos de Coorte Covid. Criamos 72 leitos desses (Coorte).

O plano C do nosso contigenciamento foi Criado por nosso grupo há quase 2 meses e preparado com muita discussão (ativação de leitos a mais na SRPA), somente se no pico houvesse a necessidade.

No entanto, numa guerra, precisamos sempre estar preparados. Nós do HBDF, nos antecipamos a tudo, e a depender dos índices epidemiológicos intra hospitalares ativaremos o plano C.

Todos os meus atos de gerente geral da assistência são discutidos no gabinete de Crise Covid do HBDF em reuniões diárias, onde sou apenas um voto e o executor das ações. Tudo é registrados em ata e assinado por todos os membros.

Como o cenário muda diariamente, decisões internas são customizadas para cada cenário. O IGESDF e a SES providenciaram absolutamente tudo para atender todos os pacientes com excelência e proteger todos os seus colaboradores.

Quando disse que jamais verão um paciente morrer sem ventiladores, foi uma referência ao que aconteceu em outros Países da Europa, mas está muito longe da realidade do GDF, onde teremos cerca de 800 leitos com respiradores até julho.

Alertei para o pico e para o risco de colapso intrahospitalar do HBDF se não liberássemos as vagas dos pacientes de alta das UTIs para as enfermarias e no nosso Hospital, visto a sobrecarga do outros Hospitais que já não recebem a contra referência dos pacientes das regionais que o HBDF cuida. A realidade é que 60% dos que são intubados e ficam graves podem ter o perfil do HBDF( cardiopatas, nefropatas, oncológicos e imunosupromidos).

Não me fiz entender para a População, pois falei para médicos, num grupo interno de Whatsapp. São 37 chefes de Unidades e utilizamos bastante os aplicativos para comunicação rápida e eficaz. Jamais planejei o vazamento do áudio.

Fiz de forma corriqueira e normal, como faço diariamente e diversas vezes, em virtude de não podermos nos reunir de forma presencial durante a pandemia. Um leito de UTI Covid tem respirador, monitor, bombas de infusão, e uma série de especificações técnicas, bem como toda uma equipe treinada para dar o suporte necessário ao paciente.

Nós, os gerentes temos que garantir que não falte nada ao paciente e ao colaborador. Minha preocupação foi única e exclusiva com os medicamentos Hipnóticos, opióides, sedativo, bloqueadores musculares, a aminas vasoativas( noradrenalina), enoxeheparina e outros medicamentos essenciais para mantermos o paciente em ventilação, sedado e sem dor, até a sua recuperação e retorno aos seus familiares.

Ocorre que pelo volume de uso e a demanda de pacientes greves, há escassez no HBDF, no DF, no Brasil e no mundo. Todas as sociedades médicas sabem dessa informação e inclusive a imprensa. IGESDF e a SES sabendo disso, estão tentando adquiri em todas as instâncias e até importar.

Hoje em reunião com o Secretário do MS, alertamos e falamos do nosso estoque e da nossa preocupação com esses insumos e ele nos disse que será a preocupação dele de agora até a solução e a reposição.

Eu como gerente, sabendo do estoque que temos, junto a uma equipe exemplar e comprometida, utilizamos à literatura farmacológica para fazermos o uso racional desses insumos e substituições até a normalização do abastecimentos.

Dessa forma, daríamos segurança total aos pacientes que dependem deles por estarem em ventilação mecânica. Todas as medidas cabíveis foram tomadas pelos gestores e pelo GDF para não faltar nada como faltou em diversos países.

Implantamos o uso racional desde o dia 12 de junho e ganhamos mais tempo para as importações desses insumos. O estoque é limitado para todas as instituições, pois o problema não é dinheiro, e sim a ausência do produto nos distribuidores etc.

O HBDF e toda a rede do DF vem oferecendo o melhor serviço de sua história, graças aos atuais gestores e a um governo que entende a saúde como primeira necessidade da População. Sinto-me orgulhoso de pertencer a esse processo e humildemente contribuir para salvar as vidas que Deus nos mandar e confiar.

Faço publicamente uma retificação da minha fala: não há risco de falta de respiradores na rede, pode haver enchimento temporário em unidades isoladas como o HBDF e a minha maior preocupação são os medicamentos escassos em todo o Brasil.

Se soubesse que um simples pedido de um gerente à sua equipe causaria tanta repercussão, jamais o teria feito dessa forma. A sociedade merece a qualidade da medicina que estamos fazendo, com a ajuda fundamental do Governo, SES e IGESDF.

Sinto muito, e desculpem o mal entendido e o transtorno causado pelo vazamento e publicação de áudio dessa orientação técnica, em um dos muitos dias difíceis na lida de profissionais da saúde, que dão sua vida pelos outros e deveriam ser poupados de disputas politicas, num momento em que todos deveriam ajudar.

Um Hospital com mais de 10 mil pessoas circulando diariamente, já tem seus dilemas. Portanto um trabalho tão belo, não pode ser confundido da forma que foi exposto.

A população que precisa trabalhar e produzir deve continuar trabalhando com as regras de distanciamento e uso de máscara, pois essa doença não tem data pra acabar.

No entanto, os vulneráveis devem se proteger, princialmente nesses próximos 25 dias, onde teremos uma incidência maior da doença Covid 19 no DF e Hospitais mais cheios. O Lockdown é uma medida extrema, deve ser evitada. Somente deverá ser tomada em último caso.

O GDF, SES e IGESDF acompanham diariamente todas as situações e tem estatísticas, epidemiologista e dados claros e confiáveis. Eu tenho certeza que se houvesse risco, essa decisão poderia ser tomada tranquilamente pelo Governador e teria o apoio maciço da população que tem aprovado até agora, todas as medidas do Governo que visam segurança.

No momento, temos estrutura, apoio, RH, leitos de UTI e estoque suficiente até a reposição com as importações. Fiquem tranquilos, pois vocês têm no DF a melhor e mais dedicada estrutura de saúde pública que conheci nos últimos 22 anos.

Dr Lucas Seixas”

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Duas mulheres morrem em acidente entre carro e ônibus na BR-040, no DF

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Um homem ficou ferido e foi levado ao Hospital Regional de Santa Maria. Identidades das vítimas não foram informadas.

Duas mulheres morrem em acidente entre carro e ônibus na BR-040, no DF — Foto: Corpo de Bombeiros do DF/Divulgação

Duas mulheres morreram em um acidente entre um carro e um ônibus na tarde desta terça-feira (23), na BR-040, sentido Santa Maria, no Distrito Federal. A colisão ocorreu próximo a um viaduto.

As vítimas, que não tiveram as identidades informadas, eram passageiras do carro menor. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o motorista do veículo também ficou ferido e foi levado para o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM).

O motorista e os passageiros do ônibus não tiveram ferimentos. Um laudo deve apontar as circunstâncias da colisão.

O acidente provocou mais de 7 quilômetros de engarrafamento na região. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER), a faixa exclusiva para ônibus do BRT foi liberada para veículos comuns no local da colisão.

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