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domingo, 08/03/2026




PCC organiza crime em 12 áreas e gerencia redes sociais

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O Primeiro Comando da Capital (PCC) divide suas atividades criminosas em doze setores, chamados de ‘sintonias’, que gerenciam as operações tanto no Brasil quanto no exterior. Essa informação foi confirmada pelo Departamento de Inteligência Policial de São Paulo (Dipol) e divulgada pelo SBT News e Estadão.

Duas dessas sintonias são recentes: a Sintonia da Internet e Redes Sociais, responsáveis por coordenar a comunicação online entre os membros, utilizando aplicativos, redes sociais e e-mails criptografados para garantir segurança e discrição nas mensagens trocadas. Essa sintonia também difunde as ideias e princípios do grupo, mantendo a unidade ideológica entre os integrantes, mesmo os que estão distantes. Além disso, monitora o uso das redes sociais para evitar exposições da organização.

Os líderes desse setor são os presos André Luiz de Souza, conhecido como Andrezinho, e Eduardo Fernandes Dias, o Destino. Eles respondem diretamente à Sintonia Final, que é a liderança máxima do PCC, comandada por Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

A Sintonia Final é composta por cerca de 15 integrantes, entre eles Júlio Cesar Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, Rinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal, e Cláudio Barbará da Silva, o Barbará. Quase todos estão presos, exceto Adeilton Gonçalves da Silva, o Maranhão. Essa sintonia é o comando central, enquanto as outras atuam em regiões específicas ou em funções operacionais.

Existe ainda o Setor Raio-X, uma espécie de corregedoria interna que fiscaliza e audita as contas e comportamentos dos integrantes do PCC, liderado por Gratuliano de Souza Lira, o Quadrado.

Abaixo da Sintonia Final está a Sintonia do Sistema, responsável por garantir o cumprimento das ordens dentro do sistema prisional. A Sintonia Restrita, núcleo seleto da facção, cuida de assuntos mais sensíveis e confidenciais, contando com membros como André Luiz Meza Costa, o Pleiba, e Eduardo Marcos da Silva, o Dudinha. Ela ainda possui um braço tático.

A Sintonia dos Estados e Países expande e gerencia os negócios do PCC fora de São Paulo e do Brasil. A Sintonia do Progresso promove o desenvolvimento e expansão interna do grupo, sendo responsável pelo tráfico de drogas. As Sintonias da Rua e Interna controlam as operações em áreas específicas e dentro do sistema prisional, garantindo disciplina e hierarquia.

Finalmente, a Sintonia da Padaria lida com as finanças e logística do PCC, cuidando da arrecadação e movimentação de recursos obtidos de atividades ilegais.

O Dipol também identificou uma sintonia específica para a Baixada Santista, ligada ao tráfico local e internacional. Além disso, há a Sintonia dos Gravatas, que reúne o departamento jurídico e o Quadro dos 14, uma instância de elite responsável por decisões estratégicas e disciplinares, incluindo julgamentos e sanções dentro da facção.

O Quadro dos 14 está relacionado a atentados, como o assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo Ruy Ferraz Fontes. Um dos integrantes, Fernando Gonçalves dos Santos, o Azul ou Colorido, foi preso acusado de ser um dos mandantes desse crime.

Dos cem membros da cúpula, 61 estão presos. O grupo também tem aliados como os traficantes Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, e Caio Bernasconi Braga, o Fantasma da Fronteira ou Berlusconi. Pela primeira vez, um empresário é apontado como parceiro do PCC: Mohamad Hussein Mourad, o Primo, envolvido em fraudes bilionárias no mercado de combustíveis, investigado pela Operação Carbono Oculto e foragido, nega sua ligação com a facção.

Estadão Conteúdo




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