O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, terá uma audiência importante nesta segunda-feira às 16h, na 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ele é acusado de tentar matar policiais civis duas vezes e está foragido desde fevereiro.
A defesa do cantor não foi encontrada para comentar o caso, mas o espaço para respostas continua aberto.
A audiência marca o começo da fase de análise do processo no Tribunal do Júri. Esta sessão estava marcada para março, mas foi adiada.
Em julho, o Ministério Público do Rio denunciou Oruam por vários crimes: tentativa de homicídio, agressão física, resistência com violência, desacato, ameaça e danos a patrimônio público. Segundo o MP, ele e três outras pessoas atacaram policiais com pedras e ameaçaram eles durante uma ação perto da casa do cantor, no bairro do Joá, na zona oeste do Rio.
No dia 21 de julho, policiais foram até a casa do rapper para realizar uma busca por causa de um adolescente. Durante a ação, encontraram o adolescente saindo da residência acompanhado por um grupo de pessoas. Os denunciados tentaram impedir o trabalho dos policiais com ofensas, ameaças e agressões.
Um policial ficou ferido ao ser atingido por pedras. Outro delegado foi alvo das pedras, mas não se machucou. Também houve danos em veículos usados pela polícia. O MP destacou que Oruam teria tentado intimidar os policiais se dizendo filho de Marcinho VP.
Tentativa de homicídio qualificado
A investigação mostrou que algumas pedras jogadas por Oruam eram pesadas e poderiam causar ferimentos graves. A perícia contou que foram lançadas sete pedras com peso entre 130 gramas e 4,85 quilos.
As pedras foram jogadas de uma altura de 4,5 metros, e o ataque continuou mesmo sabendo que poderia ser fatal. Um policial foi atingido nas costas e no calcanhar, enquanto outro conseguiu se proteger atrás da viatura.
Informações do Estadão Conteúdo.
