Com as eleições de 2026 chegando, o Supremo Tribunal Federal (STF) está no centro das discussões entre os principais pré-candidatos à Presidência do Brasil. A corte enfrenta uma crise de confiança, em meio a escândalos e acidentes que afetam sua credibilidade.
Pesquisas recentes mostram que a confiança dos brasileiros no STF caiu de 50% para 43%. Em resposta, os pré-candidatos ao Planalto apresentam diferentes propostas para reformar o Judiciário.
Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, defende que os ministros do STF tenham mandato. Segundo ele, não é justo que alguém entre com 35 anos e fique até os 75 anos no tribunal. O PT propõe uma reforma no Judiciário que inclui um manual de conduta para os ministros e maior transparência e compromisso com a Constituição.
Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, defende a possibilidade de impeachment para ministros do STF. Para ele, essa é uma pauta que deve ser levada em consideração na escolha de senadores. Flávio tem criticado o Supremo, acusando-o de perseguição política contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Romeu Zema
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, defende o fim das decisões monocráticas, tomadas por um único ministro, e uma idade mínima de 60 anos para que uma pessoa assuma um cargo no STF. Zema culpou o Supremo pela crise política do país e criticou indicações que considera inadequadas para a corte.
Ronaldo Caiado
Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, propõe a criação de mandatos de dez anos para os ministros do STF, sem possibilidade de recondução, e uma lista tríplice para a escolha dos indicados, incluindo representantes da Ordem dos Advogados do Brasil e da Procuradoria-Geral da República.
Renan Santos
Renan Santos, do partido Missão, sugere o fim das decisões tomadas por apenas um ministro e a implementação de prazos obrigatórios para pedidos de vista em julgamentos. Ele defende um filtro rigoroso para que o STF julgue apenas questões constitucionais e a proibição de atuação de escritórios de advocacia com familiares de ministros em processos da corte. Renan também propõe a criação de um Supremo Tribunal Político para julgar deputados e senadores, formado por membros de diferentes tribunais superiores.
