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Nvidia conversa com Intel para aumentar a fabricação de chips

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Com a negociação, a fabricante de chips gráficos conseguiria distribuir a produção que hoje se concentra na TSMC

(Getty Images/Omar Marques/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

A Nvidia está conversando com a Intel para ajudá-la a fabricar seus chips, disse o presidente-executivo Jensen Huang na quarta-feira, 24.

“Eles estão interessados em que usemos suas fábricas. Estamos muito interessados em explorá-la”, disse Huang. Mas ele acrescentou que as discussões levam muito tempo, pois se trata de integrar as cadeias de suprimentos e não de “comprar leite”.

No início do ano passado, a Intel, que fabricava principalmente os chips que projetava, decidiu fabricar chips que outros projetam também e anunciou projetos multibilionários para novos centros de fabricação nos Estados Unidos e na Europa.

Hoje a TSMC fabrica a maioria dos chips da Nvidia.

 

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Meta lança avatares 3D no Brasil com intenção de popularizar o metaverso

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O corpo virtual poderá ser usado no Instagram e compartilhado no Facebook e Messenger

(Reprodução/Meta)

Como você seria no metaverso? Já é possível descobrir isso com uma novidade apresentada pela Meta, a controladora do Facebook.

Nesta segunda-feira, 23, a empresa lançou no Brasil os avatares 3D, uma nova forma de usuários criarem representações virtuais de si mesmos na rede social.

O recurso, que havia sido lançado em janeiro na América do Norte, também chega hoje na Argentina, na Colômbia e em Porto Rico.

Nas próximas semanas, também será possível criar o avatar 3D no Instagram e compartilhá-lo no Facebook e no Messenger.

O boneco terá personalização de estilos de cabelo, tons de pele e roupas do personagem, além de características como equipamentos de mobilidade.

A Meta também anunciou que nos próximos meses o Horizon Worlds, sua plataforma para criação de espaços no metaverso – e ainda disponível apenas nos Estados Unidos –, poderá ser acessada via computador, tablet ou celular.

A ideia é permitir o acesso mesmo para quem não tem um dispositivo de realidade virtual.

Como criar um avatar da Meta

No aplicativo do Facebook: entre no Menu Principal,  procure por “Avatares” em “Todos os Atalhos”. Personalize o seu Avatar e altere o tom da pele, a cor dos olhos, adicione acessórios, etc. Depois de criá-lo, é possível compartilhá-lo como uma foto de perfil, em um post, no Stories, etc.

No Messenger: ao editar seu Avatar no Facebook, ele é atualizado automaticamente no Messenger.

No Instagram: se as contas do Facebook e Instagram estiverem vinculadas, o Avatar será atualizado automaticamente. Para sincronizá-los, vá ao menu principal do Instagram, selecione “Configurações”, escolha “Central de Contas”, clique no seu nome, em “Avatar” e sincronize suas contas. É possível tocar no ícone com um bonequinho de perfil no canto inferior direito da tela do seu celular para acessar seu perfil, tocar em “Editar” na parte superior e depois em “Criar avatar” ou “Editar avatar”.

A partir daí, personalize com penteados, roupas, acessórios e muito mais. Toque em “Concluir” para salvar o Avatar.

E se você configurou a Central de Contas e optou por sincronizar seu Avatar, todas as alterações feitas em seu Avatar no Instagram também aparecerão automaticamente no Facebook e no Messenger e vice-versa.

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Instagram recebe atualização visual e lança nova fonte para Reels

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O Instagram lançou nesta segunda-feira (23) uma atualização estética de seu marca. O manual apresenta um novo gradiente dinâmico, uma nova fonte e a linha do tempo em tela cheia, como a do TikTok.  Dentre as novidades, o grande destaque vai para a nova fonte original da plataforma, Instagram Sans.

Segundo o comunicado da empresa, o projeto para a Instagram Sans tinha como principal objetivo torná-la globalmente acessível: “Fizemos uma parceria com especialistas em idiomas de todo o mundo para adaptar o tipo de letra a scripts globais, incluindo árabe, tailandês e japonês”.

A nova fonte global pode ser adaptada para diferentes idiomas e tipos de escrita (Fonte: Instagram/Reprodução)

Dessa maneira, Instagram Sans possui três variações principais: a Instagram Sans, uma fonte sem serifa e simples; a Instagram Sans Condensed, já utilizada nos stories para localização; e a Instagram Sans Headline, que possui uma personalidade para quase todas as letras, com curvas e voltas criativas.

(Fonte: Instagram/Reprodução)(Fonte: Instagram/Reprodução)Fonte: Instagram 

A nova fonte estará disponível para ser usada nos Stories e no Reels. A outra novidade é o feed em tela cheia similar ao do TikTok que, após alguns meses de testes, já é uma realidade e deverá chegar em breve para todos os usuários da plataforma.

Reações negativas

A rede social tem passado por algumas mudanças de design e despertado reações não tão positivas do público, como foi o caso do dos stories “escondidos”. Diversos criadores de conteúdo do Instagram que utilizam o recurso para publicidades ficaram insatisfeitos e preocupados que seus trabalhos não fossem entregues para a audiência.

 

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Rede social de Donald Trump “Truth” ganha versão para web

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Após um lançamento bem conturbado, a Truth Social, rede social do ex-presidente estadunidense Donald Trump, o app finalmente ganhou uma versão para Web, que mais parece um novo clone do Twitter.

Anteriormente disponível apenas para dispositivos iOS, a plataforma revelou recentemente que uma versão web já está disponível para os usuários. Assim como em smartphones, a plataforma é um grande clone visual e funcional do Twitter.

A interface se parece muito com a rede do passarinho azul, desde o feed de rolagem dinâmico, as opções de curtida, compartilhamento, trend topics, seguidores, etc. Na verdade, é essencialmente um Twitter com cores distintas e um visual mais limpo.

O lançamento da Truth Social para computadores tem um peso maior do que se pode imaginar. Antes, apenas no iPhone, por exemplo, o único método de compartilhar conteúdos era através de capturas da tela. Agora, os usuários podem compartilhar posts livremente em outras redes sociais.

Fonte: Mashable/Reprodução

Nem sinal de uma versão para Android

Uma versão para aparelhos Android ainda não foi requisitada oficialmente na Play Store. No entanto, fontes da revista Rolling Stones afirmam que, na concepção de Trump, tudo não passa de uma “armação do Google” para lhe prejudicar.

Lançada em fevereiro deste ano, a rede social do bilionário norte-americano vinha sendo considerada umagrande bagunça. Os principais problemas envolviam uma fila com mais de 1,5 milhão de pessoas, erros no cadastro de novos usuários, demora em solucionar bugs, e a saída de funcionários centrais para o funcionamento da rede.

No entanto, a plataforma obteve um novo aumento de downloads no iOS recentemente, e é esperado que com o lançamento da versão web, o número de adeptos continue a subir. Além disso, Donald Trump já revelou em entrevista que não pretende voltar ao Twitter mesmo com a compra de Elon Musk, e diz vai continuar na Truth.

(Tecnomundo)

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Depois de 4 horas de amor no Brasil, Musk começa a semana pressionado

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Em plena maré de azar, Musk encara as ações da Tesla em queda, uma acusação de assédio sexual e o impasse na compra do Twitter

 

“Todos no Brasil amam você”, disse, em inglês, o entusiasmado ministro das comunicações Fábio Faria a Elon Musk, pouco antes de o condecorar com uma medalha de honra na sexta-feira, 20, durante a visita do empresário no Brasil.

Na ocasião, Musk veio ao país para anunciar a promessa de expandir a operação da Starlink, de internet por satélite, na Amazônia, e de prestar um serviço de monitoramento da floresta.

Contudo, o bilionário, que foi agraciado por outros asseclas do governo Bolsonaro por pouco mais de quatro horas, não deve ter levado consigo a positividade com qual foi recebido, já que uma maré de azar pairou sobre ele assim que desembarcou no país.

Ainda na sexta-feira, enquanto estava no voo, Musk viu as ações da Tesla caírem 8% depois que a empresa foi retirada do índice S&P 500 ESG, de empresas que respeitam questões ambientais, sociais e de governança corporativa.

No mesmo dia, o site Insider informou que ele teria pago US$ 250 mil em 2018 para encerrar a acusação de assédio sexual feita por uma comissária de bordo não identificada.

A profissional acusou Musk de expor seu pênis ereto para ela, esfregar sua perna sem consentimento e se oferecer para comprar um cavalo se ela fizesse uma massagem erótica, de acordo com entrevistas e documentos feitas pelo Insider. O bilionário se defendeu dizendo que as acusações são “totalmente falsas”.

E nesta segunda, o magnata enfrenta mais um episódio do empasse na compra o Twitter. Para aceitar comprar a empresa por US$ 44 bilhões, Musk pediu provas de que menos de 5% de suas contas do serviço são de bots.

Contudo, há indicadores de que isso não corresponde pela realidade da rede social, e o executivo começou a questionar publicamente a afirmação do Twitter, chegando inclusive a bater boca com o CEO da rede social Parag Agrawal, no que ele classificou as explicações do primeiro com um emoji de cocô.

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TikTok, inteligência artificial e a nova era da inteligência criativa

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Uma peça criativa pode ser vista como uma série de pontos de dados, e a tecnologia permite mapear o DNA do conteúdo

Demandas das equipes criativas estão cada vez mais complexas (Getty Images/Drew Angerer)

Nos últimos 15 anos surgiu uma série de ferramentas de automação, análise de dados e inteligência artificial que ajudaram o profissional de marketing a se aproximar de seu público-alvo. Com isso, veio a necessidade de adaptação da linguagem de uma mesma campanha para diferentes plataformas como TikTok, Instagram, Facebook, Twitter etc. Ao olhar de longe, parecia que essas soluções eram tudo o que o mercado precisava. De perto, porém, a equipe criativa, fundamental para que todo o restante do processo exista, continuava carente do desenvolvimento de ferramentas voltadas para si mesma.

Paralelo a isso, as demandas das equipes criativas estão cada vez mais complexas. Hoje, o sucesso de uma campanha depende de diversos fatores, como a necessidade de adaptação da linguagem de uma mesma campanha para diferentes plataformas, entregar uma mensagem atraente com a melhor imagem estática, o melhor vídeo e ainda conectar isso à campanha que está sendo trabalhada sem se distanciar do alinhamento da marca.

Nesse processo delicado e de eterna fricção, surge o movimento de Inteligência Criativa como iniciativa para capacitar essas equipes a partir de dados e IA. O objetivo é que esse profissional possa entender de maneira mais precisa o que está funcionando bem ou não em seu projeto criativo e, com os insights gerados, desenvolver peças de alto desempenho alinhadas às metas e objetivos da campanha, sem se distanciar dos guides da marca. É um movimento que acredita que a tecnologia pode capacitar o profissional criativo, jamais substituí-lo.

Mas como isso funciona na prática e por que é tão revolucionário? O que podemos saber agora que não poderia ser analisado por um focus group como os usados na série Mad Men?

Se olharmos para uma peça criativa como um engenheiro, veremos um vídeo como uma série de pontos de dados. Objetos, pessoas, cores, logotipos, expressões faciais, animais, música e etc. Tudo o que é visto e ouvido são pontos de dados que representam códigos e nós os chamamos de dados criativos. Bom, em um passado recente, as equipes de marketing codificavam os dados criativos manualmente. Isto é, assistiam vídeos de campanhas repetidamente e transcreviam o que observavam. Obviamente, não era algo escalável.

No cenário atual, nós temos AI, machine learning, visão computacional e reconhecimento ótico de caracteres que podem automatizar esse processo. Foi assim que construímos uma maneira de fazer isso em escala e velocidade, o que permitiu analisar mais de 2 milhões de anúncios digitais nos últimos dois anos, que geraram mais de 3 trilhões de impressões de anúncios. São muitas informações, insights e correções de rotas que transformam as campanhas de maneira altamente mensurável.

Essa nova tecnologia permite mapear o DNA do conteúdo segundo a segundo, quadro a quadro. Assim, é possível interpretar cada detalhe visual para que se saiba quais elementos de design ajudam e quais prejudicam os objetivos que a campanha tenta alcançar para a marca. Muitas vezes, são os menores detalhes que têm o maior impacto nos resultados. O motivo de ser revolucionário não é apenas o que é capaz de fazer, mas como mudará a forma como os criativos funcionam.

Para muitos, o sucesso depende da escalabilidade. Como o cenário dos anúncios continua se fragmentando, os profissionais de marketing se deparam com maior complexidade e custo quando se trata de fazer anúncios em diferentes plataformas. É nesse momento que a Inteligência Criativa funciona, ao equacionar esse desarranjo adequando o criativo para a linguagem e perfil de cada canal e, com isso, alcançando ótimos resultados. Isso elimina a dependência de análises limitadas e amplia a área de atuação, além de reduzir os custos, uma vez que acompanhar o desempenho da peça permite que o criativo passe por pequenas alterações ao longo da jornada, mantendo sua performance em escala crescente.

Uma pesquisa do Google aponta que o criativo de uma peça responde por 70% do impacto na campanha. Quando olhamos para pesquisas que apontam o criativo como parte fundamental na composição do tripé “criativo, canal e público-alvo”, percebemos que estava mais do que na hora dessa mudança de prioridades acontecer. E ainda bem que aconteceu, porque é a Inteligência Criativa que torna os anúncios cada vez melhores e escaláveis.

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A empresa pode impedir que empregados divulguem seus candidatos nas redes?

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Em ano eleitoral, as redes sociais ficam bastante ativas, e liberdade de expressão, eleições, doações a partidos e contrato de trabalho são temas de debate fundamentais

O limite de todos, empregados ou não, decorre da lei. (AFP/AFP)

 

A liberdade de expressão e pensamento, como direito fundamental, garantido constitucionalmente, inclui a liberdade de opinião, convicção, comentário, julgamento, avaliações, crenças, conhecimento, sentimento, críticas, juízos, concepções de mundo. A exteriorização dos pensamentos pode ocorrer das mais diversas formas, o que inclui, atualmente, as redes sociais, sejam elas de conotação mais pessoal, como o Facebook, Instagram, TikTok, Twitter como aquelas tidas como profissionais, como o Linkedin, além dos sistemas de comunicação online como o Whatsapp, WeChat e outros.

Nas relações profissionais, a liberdade de expressão também deve ser tutelada, não cabendo ao empregador restringir o direito de seus empregados. Assim, o teor de quaisquer publicações em redes sociais, como regra, não atrai qualquer direito ao empregador de interferir ou de tolher a liberdade do empregado. Exceção à regra pode ser verificada se o empregado valer-se do seu direito de expressão para cometer atos ilícitos, bem como na hipótese de o empregado, por meio de suas publicações, ferir a imagem e a honra do empregador. Nesse caso, haverá quebra de confiança, a qual pode, inclusive, levar à rescisão do contrato de trabalho.

Além das hipóteses acima, pode o empregador impor restrições aos empregados quando estes falam em nome da empresa de forma desautorizada. Isto porque, faz parte do poder diretivo do empregador determinar quem tem poderes de representação e quem tem legitimidade para falar em nome da empresa. Assim, claramente cabe ao empregador determinar, por exemplo, qual o conteúdo de sua rede social corporativa, quem pode dar entrevistas e/ou prestar quaisquer esclarecimentos a terceiros (órgãos públicos, autoridades, imprensa, etc) sobre qualquer tema.

Nessa linha, se um empregado expõe qualquer opinião, coincidente ou não com os valores de seu empregador, e vincula tal opinião à empresa , sem autorização prévia para tanto, ele acaba por legitimar medidas de restrição de sua liberdade, com a exigência, por exemplo, de que determinada manifestação seja retirada ou seja desvinculado o nome da empresa.

Em ano eleitoral é sabido que as redes sociais ficam bastante ativas com opiniões, críticas, manifestações e campanhas para um ou outro candidato. Formas mais contundentes ou até agressivas de exteriorizar opiniões não apenas sobre os candidatos como também sobre seus eleitores transformam as páginas de redes sociais em verdadeiros ringues, nem sempre tão respeitosos com a opinião alheia. Isso sem falar nos comentários pautados em notícias falsas, os quais acontecem tanto por má fé de quem divulga a notícia como por descuido ou desconhecimento daquele que a repassa sem confirmar a veracidade do seu conteúdo.

Pode o empregador impedir que seus empregados se manifestem livremente sobre suas convicções políticas ou divulguem seus candidatos nas próximas eleições em suas redes sociais? Há empregados que, dada a função que ocupam, representam a imagem da empresa e, portanto, têm seus comentários vinculados à imagem da empresa, ainda que não o façam de forma expressa? São válidas as cláusulas contratuais ou normas internas que limitam o direito de expressão dos empregados no tocante a questoes políticas e partidárias? Pode o empregador proibir um empregado ou um membro de sua administração de fazer doações a partidos políticos? Pode uma empresa restringir o direito de um empregado ou membro de sua administração de se candidatarem?

A verdade é que o limite de todos, empregados ou não, decorre da lei, ou seja, a liberdade de expressão não é ilimitada e cabe restrição sempre que violar direitos (por exemplo, quando constituir crime de injúria, calúnia ou difamação, quando violar confidencialidade de informações). Considerando que manifestar publicamente preferências partidárias, a rigor, não viola qualquer direito, as manifestações sobre questões políticas partidárias dos empregados, especialmente daqueles que não representam a empresa, não impactam o empregador e este não pode restringir o direito de expressão de seus empregados.

O limite da ingerência do empregador, portanto, consiste em instituir normas internas requerendo que os empregados não vinculem suas opiniões pessoais (de qualquer natureza e lícitas) e suas posições políticas partidárias à empresa, sem prévia e expressa autorização para tanto.

Por outro lado, o tema permite que um tratamento diferenciado seja dado as manifestações políticas feitas por membros da administração, considerando que estes — ao contrário dos demais empregados — representam a imagem da empresa. Muitas vezes, essas pessoas têm suas imagens vinculadas à imagem da empresa na qual participa de tomadas de decisão. Assim, nesses casos, desde que a restrição seja clara e divulgada previamente, será possível solicitar que os membros da administração não manifestem publicamente suas convicções políticas.

Esse pedido também pode ser feito com relação às doações para políticos — considerando que as pessoas jurídicas não mais podem fazer doações para partidos e candidatos e a doação feita por quem as representa pode levar a uma confusão de percepção da inclinação política da empresa. No entanto, tal restrição não se justifica para os demais empregados, não representantes da empresa, não podendo o empregador sequer pretender ter conhecimento de tal fato.

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