A Justiça do Rio de Janeiro rejeitou o pedido para uma nova análise toxicológica no caso da morte do empresário Luiz Marcelo Antônio Ormond. Ele foi encontrado morto após consumir um brigadeirão suspeito de ter sido envenenado pela namorada, Julía Andrade Cathermol Pimenta.
Luiz faleceu em maio de 2024, na cidade do Rio de Janeiro. A perícia inicial identificou a presença das substâncias morfina e clonazepam no corpo do empresário.
A defesa de Julía solicitou que fosse feita uma nova perícia para determinar a quantidade dessas substâncias ingeridas, alegando que a primeira análise não quantificou a dosagem e que o Instituto Médico Legal (IML) não teria metodologia para identificar outra substância, a tadalafila, na mesma amostra. Alega-se que isso poderia prejudicar a conclusão sobre a causa da morte.
Contudo, o juiz considerou que os laudos do IML já são suficientes, destacando que a análise qualitativa, que confirma a presença das substâncias, é mais apropriada do que a quantitativa, especialmente devido ao estado de decomposição do corpo e ao material analisado ter sido conteúdo estomacal.
Na mesma decisão, a Justiça manteve a prisão preventiva de Suyany Breschak, conhecida como “Cigana Esmeralda”, apontada como a principal responsável pelo assassinato de Luiz Marcelo Antônio Ormond.
Além disso, a decisão determinou que a empresa Apple forneça um novo link de acesso aos dados obtidos por quebra de sigilo telemático, para permitir a continuidade da análise das provas digitais, dentro do prazo de cinco dias.
