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Nasa entra na lutra contra covid-19 e desenvolve formas de limpeza

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Em um comunicado publicado em seu site oficial, a agência afirmou que já desenvolveu e testou duas possibilidades para ajudar os profissionais da saúde

Nasa: inimiga da agência espacial agora é a covid-19 (Andrew Harrer/Bloomberg)

Pode parecer inusitado — mas a Nasa tirou um pouco o foco do espaço para ajudar os humanos aqui na Terra na luta contra o novo coronavírus. O Centro de Pesquisa John H. Glenn da agência americana espacial, em parceria com hospitais de universidades em Cleveland, nos EUA, irá colaborar para o desenvolvimento de novos métodos e tecnologias para a descontaminação de equipamentos de proteção para evitar o contágio de profissionais da área da saúde.

Em um comunicado publicado em seu site oficial, a agência afirmou que um time de pesquisadores já desenvolveu e testou duas possibilidades que podem ajudar os profissionais a sanitizar suas máscaras no local de trabalho e reutilizá-las novamente. A tecnologia promete também ajudar a comunidade aeroespacial, que pode não ter certas possibilidades de limpeza disponíveis o tempo todo (como o álcool em gel).

O resultado dos dois métodos são “promissores”, segundo a Nasa. Um deles envolve oxigênio atômico e o outro ácido peracético. A primeira opção está ainda no começo das testagens, já a segunda se provou eficiente por até cinco ciclos de descontaminação e o Food and Drug Administration (FDA, na sigla em inglês, espécie de Anvisa americana) está analisando a alternativa.

O oxigênio atômico é um elemento que não consegue existir naturalmente por muito tempo na Terra por ser altamente reativo — e é produzido pelo aquecimento do ozônio (O3).

Segundo a própria Nasa, a atmosfera mais baixa na órbita terrestre é composta de até 96% dele. Enquanto o oxigênio que respiramos é composto de dois atômos, O2, a versão atômica do elemento é composta por apenas um atômo, ou seja, apenas O.

No espaço, por conta da radiação ultravioleta, as moléculas do O2 podem ser quebradas de forma mais fácil, o que garante uma sobrevivência maior de outras versões do ar que respiramos. Isso ajuda na limpeza porque, ao contrário de outros limpadores, ele é capaz de remover materiais orgânicos que outros agentes não conseguem limpar. Mas a Nasa ainda precisa verificar se o elemento não pode acabar estragando o equipamento de proteção em vez de somente limpá-lo.

Já o ácido peracético, mais conhecido dentro e fora da comunidade científica, é um composto tóxico e corrosivo feito de peróxido de hidrogênio, ácido cético e água, e um desinfetante bastante utilizado na área de saúde, da alimentação e em indústrias de tratamento de água. Os resultados mostram que o ácido é capaz de matar até 99.9999% dos vírus e de bactérias resistentes que contaminam as máscaras N95, comumente utilizadas contra a covid-19, sem causar danos detectáveis.

“A Nasa se esforça para ter certeza de que a tecnologia que desenvolvemos para a exploração espacial e aeronáutica seja disponível para o benefício da nação. Se a nossa tecnologia pode ajudar na crise, vamos fazer o que pudermos para ajudar quem precisa”, afirmu a diretora do Centro, Marla Pérez-Davis.

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Sem provas, Rússia diz que vacina criou imunidade contra covid-19

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Segundo o governo, os cientistas irão divulgar os resultados até o final de agosto

Vacina: Rússia afirmou estar ainda mais perto de proteção contra covid-19 (Nathan Laine/Bloomberg)

O governo da  Rússia anunciou ter finalizado o exame dos voluntários que participaram das fases clínicas de uma vacina contra o novo coronavírus. A vacina foi capaz de induzir uma resposta imune nos pacientes e os cientistas irão divulgar os resultados até o final de agosto, de acordo com autoridades locais.

No sábado, 1, a Rússia informou que promoverá uma vacinação em massa contra o novo coronavírus já em outubro deste ano. A vacina usada seria desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, um projeto que tem causado controvérsia na comunidade científica pela falta da divulgação de dados em relação à efetividade ou não dela para proteger o organismo humano da infecção viral.

De acordo as autoridades russas, a vacina foi capaz de criar uma resposta imune 100% eficaz e que “dobrou quando uma segunda dose foi administrada”.

No entanto, se a vacina der certo, a Rússia ganhará a nova guerra fria em busca de uma proteção contra a covid-19.

Além de aliviar a crise de saúde mundial, que já matou mais de 680 mil pessoas, seria um golpe nos Estados Unidos e no Reino Unido, que recentemente acusaram o país de hackear seus sistemas para derrubar pesquisas sobre vacinas contra a covid-19.

A fase três de testes começará no início deste mês, segundo um oficial do fundo de investimento do país para uma vacina.

A vacina russa é baseada no adenovírus humano fundido com a espícula de proteína em formato de coroa que dá nome ao coronavírus.

É por meio dessa espícula de proteína que o vírus se prende às células humanas e injeta seu material genético para se replicar até causar a apoptose, a morte celular, e, então, partir para a próxima vítima.

Especialistas em saúde pública seguem prevendo as vacinas para meados de 2021.

De acordo com o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) do dia 31 de julho, 26 vacinas estão em fase de testes e outras 139 estão em desenvolvimento. Das 26 em testes clínicos, 6 estão na última fase. A vacina da Rússia não está presente no relatório da OMS.

 

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Pesquisa indica que perda de olfato por covid-19 pode ser irreversível

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Pesquisadores da Universidade de São Paulo analisam perda de olfato em pacientes curados do novo coronavírus

Coronavírus: pesquisa indica que pacientes curados podem perder o olfato de forma permanente (Getty Images/Getty Images)

Um estudo realizado por pesquisadores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP analisou casos do novo coronavírus que resultaram em perda do olfato.

Os primeiros resultados da pesquisa demonstraram que cerca de 5% dos pacientes analisados não tiveram uma melhora na capacidade de captar cheiros após quadros de covid-19. Os testes foram realizados dois meses e meio após os indivíduos terem contraído a doença.

No total, foram estudados 650 indivíduos que contraíram o novo coronavírus desde abril. Dentre os pacientes, 80% afirmaram terem perdido totalmente ou parcialmente o olfato, enquanto 76% disseram terem perdido o paladar após o início dos sintomas.

Do total, 140 indivíduos curados foram entrevistados novamente pelos pesquisadores meses depois. 95% dos pacientes disseram que, após algum tempo, conseguiram recuperar a habilidade de sentir aromas – mas 5% disseram que a perda foi permanente.

No entanto, o presidente da Academia Brasileira de Rinologia, Fabrizio Romano, disse para a Folha que mesmo os pacientes que tiveram o sentido recuperado podem estar com a falsa impressão de recuperação. Isso acontece porque não é tão comum que o paciente consiga notar os reais impactos da doença no sentido olfativo sem um exame médico.

O presidente reforçou que é necessário procurar tratamentos logo quando a perda da habilidade se iniciar, a fim de evitar sequelas futuras e até uma perda total do olfato.

O estudo, que está sendo revisado para poder ser publicado, também pode ser complementado por estudos norte-americanos sobre o tema. Um deles, publicado na revista Science Advances, diz que uma hipótese para a perda de olfato seria que o novo coronavírus se conecta com a proteína ACE2, localizada na parte superior de células do sistema respiratório.

Por meio da proteína, o Sars-CoV-2 entraria no organismo e ativaria sua própria proteína, chamada de “spike”, e afetaria as células de suporte – localizadas na parte interior do nariz.

Uma vez afetadas, as células podem se tornar inflamadas e gerar uma resposta imediata para o indivíduo. Sem um tratamento, a recuperação das células se torna mais difícil e o efeito negativo pode ser irreversível.

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Nova técnica usa inteligência artificial para diagnosticar a covid-19

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Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma técnica para identificar novo coronavírus e prever complicações

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Caçada às ‘vespas assassinas’: cientistas conseguem capturar animal nos EUA após meses de armadilhas

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Essas vespas nativas da Ásia haviam sido identificadas pela primeira vez nos Estados Unidos em dezembro do ano passado, gerando alarme entre apicultores e entomologistas americanos pelo risco que representam à população local de abelhas.

A vespa gigante asiática é a maior do mundo e pode medir mais de 5 cm — Foto: WSDA/BBC

Depois de meses de esforços e de mais de mil armadilhas espalhadas pela região noroeste dos Estados Unidos, cientistas do Departamento de Agricultura do Estado de Washington (WSDA, na sigla em inglês) conseguiram capturar pela primeira vez uma vespa gigante asiática (‘Vespa mandarinia’).

Apelidadas por cientistas de “vespas assassinas”, por sua letalidade, essas vespas nativas da Ásia haviam sido identificadas pela primeira vez nos Estados Unidos em dezembro do ano passado, gerando apreensão entre apicultores e entomologistas americanos pelo risco que representam à população local de abelhas.

Desde que foram vistas na região, autoridades locais lançaram um grande esforço para tentar localizar essa espécie invasora, com o objetivo de destruir os ninhos antes que ela se estabeleça nos Estados Unidos. Moradores e apicultores se uniram aos esforços, espalhando mais de 1,3 mil armadilhas pela região.

No dia 14 de julho, uma dessas vespas foi capturada em uma armadilha instalada pelo WSDA no condado de Whatcom. Depois de análises em laboratório, cientistas confirmaram no dia 29 de julho que realmente se tratava de uma vespa gigante asiática.

Esta foi a primeira vespa gigante asiática capturada em uma armadilha na região. Até então, haviam sido identificadas outras cinco vespas no Estado de Washington, mas todas encontradas na natureza, por acaso.

“Isso é muito encorajador, porque significa que as armadilhas funcionam”, disse o entomologista Sven Spichiger, do WSDA. “Mas também significa que temos muito trabalho pela frente.”

Risco à população de abelhas

Segundo cientistas do WSDA, as vespas gigantes asiáticas são as maiores do mundo, podendo medir mais de 5 cm, e são capazes de destruir uma colmeia de abelhas em poucas horas.

A vespa gigante asiática capturada em julho (ao centro), em comparação com outras da mesma espécie — Foto: WSDA/BBC

A vespa gigante asiática capturada em julho (ao centro), em comparação com outras da mesma espécie — Foto: WSDA/BBC

Apesar de salientarem que elas só atacam humanos caso sejam provocadas ou se sintam ameaçadas, cientistas afirmam que essas vespas têm uma picada extremamente dolorosa e liberam uma toxina tão potente que pode causar a morte de uma pessoa que tiver levado várias picadas, mesmo se não for alérgica.

Mas o risco principal é para a população local de abelhas – que já está em declínio por causa de fatores como doenças, uso de pesticidas e perda de habitat – e que é fundamental não apenas para a produção de mel, mas também para diversos cultivos que dependem de polinização, como maçã, mirtilo, amêndoas, cereja e framboesa.

O entomologista do WSDA afirma que os próximos meses serão cruciais para erradicar os ninhos dessa espécie invasora enquanto sua população ainda é pequena.

A meta é encontrar e destruir os ninhos até meados de setembro, antes que as vespas se reproduzam tanto que a erradicação fique impossível.

O ciclo de vida da vespa gigante asiática começa em abril, quando as rainhas emergem da hibernação e passam a procurar um local para construir seus ninhos e formar suas colônias. O período de julho a outubro (fim do verão e início do outono no Hemisfério Norte) é considerado o melhor para capturá-las.

O WSDA vai usar câmeras infravermelhas para procurar por ninhos e instalar novas armadilhas com o objetivo de capturar e manter as vespas vivas. Nesse caso, as vespas poderão ser rastreadas até sua colônia, que será, então, destruída.

Sem defesa natural
Ainda não se sabe como as vespas gigantes asiáticas chegaram aos Estados Unidos. Uma das teorias é a de que tenham sido transportadas em navios de carga. Também podem ter sido trazidas deliberadamente.

Em agosto de 2019, uma dessas vespas já havia sido detectada no Canadá, na província de British Columbia, que faz fronteira com o Estado americano de Washington. No fim do ano passado, apicultores americanos na região começaram a encontrar suas colmeias destruídas, com milhares de abelhas decapitadas.

Segundo os cientistas do WSDA, as abelhas nos Estados Unidos não têm mecanismo de defesa natural contra as vespas gigantes asiáticas. Até três vezes maiores que as abelhas, essas vespas invadem e ocupam as colmeias, matam as abelhas adultas e devoram as larvas e pupas. Em poucas horas, cerca de 30 vespas gigantes asiáticas conseguem dizimar uma colmeia inteira.

Apicultores e outros moradores interessados estão sendo orientados sobre como montar armadilhas caseiras em suas propriedades. Caso uma vespa gigante asiática seja capturada viva, o WSDA pede para ser informado imediatamente.

“Como o número de vespas gigantes asiáticas operárias aumenta à medida que a colônia se desenvolve, moradores (do Estado de Washington) terão mais chance de ver uma delas em agosto e setembro”, alerta o WSDA.

Mas os cientistas advertem os moradores para que não tentem matar as vespas por conta própria nem tentem remover os ninhos e que, caso encontrem os insetos, entrem em contato com as autoridades.

“Providencie o maior número de detalhes possível sobre o que você viu e onde. E também inclua uma foto, caso consiga obter uma de maneira segura. E, se encontrar uma vespa morta, guarde para possíveis testes”, diz o departamento em comunicado.

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O que é a síndrome rara que afeta crianças com covid-19

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Segundo o CDC, a síndrome afeta crianças entre 2 e 15 anos e é tão grave quanto rara

Crianças: síndrome rara afeta principalmente crianças entre 2 e 15 anos (Images By Tang Ming Tung/Getty Images)

Uma criança chamada Alice, de 3 anos de idade, foi infectada pelo novo coronavírus, mas apresentou sintomas um pouco diferentes dos comuns da doença — como dor de garganta e falta de ar. Com manchas pelo corpo, a possibilidade de covid-19 foi descartada, segundo reportagem do jornal Estadão. Mas não demorou até que o diagnóstico do vírus viesse.

Com o agravamento dos sintomas, Alice teve olhos vermelhos, barriga inchada, pés e mãos descamando e febre intermitente. Após sete dias, foi diagnosticada com inflamação generalizada rara ligada à covid-19.

Chamada de Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica (SMIP), a reação inflamatória só afeta crianças e, até agora, mais de 200 casos foram registrados no mundo. A síndrome inicialmente aparece como uma febre persistente, que dura dias, e causa manchas e outros sintomas que Alice apresentou.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano, a síndrome afeta crianças entre 2 e 15 anos e é tão grave quanto rara.

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Nuvem “gigante e estranha” volta a cobrir Marte

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Nuvem gigante tem 1.800 quilômetros de comprimento e aparece e desaparece frequentemente. Por que? Cientistas tentam descobrir

Marte: nuvem misteriosa cobre planeta (ESA/Reprodução)

Não é a primeira vez que isso acontece, mas uma nuvem considerada esquisita pelos cientistas acaba de cobrir Marte. Segundo a agência europeia European Space Agency (ESA), a “nuvem alongada” aparece ao longo do vulcão Arsia Mons, que tem 20 km de altura e fica perto do equador do planeta.

A primeira vez que essa nuvem surgiu foi há 11 anos, em 2009, e desde então ela tem sido um mistério para os astronômos.

De acordo com a própria ESA, “a nuvem é feita de água congelada, mas, apesar de sua aparência, não conseguirá causar atividades vulcânicas” e a última vez que o vulcão marciano apresentou algum tipo de atividade foi há 50 milhões de anos. Mas a nuvem, identificada nos dias 17 e 19 de julho, é uma gigante e tem 1.800 quilômetros de comprimento.

As nuvens aparecem e desaparecem quase que na mesma velocidade, seguindo o ano marciano. Por lá, os dias duram 24 horas, 39 minutos e 35 segundos. Um ano em Marte pode durar até 668 dias, o que faz com que as estações (como inverno, verão, primavera e outono) também durem mais do que na Terra. “Essas nuvens se formam todo ano em Marte nessa temporada próxima ao solstício do sul, e se repete por 80 dias ou mais, seguindo um rápido ciclo diário. Mas não sabemos se elas são sempre tão impressionantes”, afirmou  Jorge Hernandez-Bernal, da University of the Basque Country, na Espanha, e autor do estudo sobre a nuvem marciana, em um comunicado.

Agora os cientistas querem saber: por quanto tempo essa nuvem apareceu e reapereceu? Por que ela só aparece de manhã cedo? Mais um mistério de Marte — planeta que virou o destino principal de diversas missões espaciais no mundo todo.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

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