São Paulo, SP (UOL/FolhaPress) – Um homem de 24 anos foi preso suspeito de matar a namorada, de 21 anos, em Criciúma, Santa Catarina. O corpo da jovem foi achado na sexta-feira (19) no apartamento onde eles moravam juntos. O caso está sendo tratado como feminicídio.
O suspeito é o companheiro dela, Eric Cunha. Inicialmente, ele disse à polícia que a jovem teria cometido suicídio. No entanto, após a polícia científica investigar o local, passaram a considerar que ela foi assassinada. A defesa de Eric não foi localizada para comentar o caso.
Eric Cunha contou à Polícia Militar que o corpo da vítima ficou no apartamento por pelo menos dois dias antes de ser encontrado. O corpo foi descoberto por volta das 12h20 de sexta-feira, no bairro São Sebastião. A perícia ainda confirmará a data da morte.
O caso está sendo investigado como feminicídio. Em seu depoimento à PM, o homem afirmou que o casal teria combinado de tirar a própria vida na madrugada de quarta-feira (17/6). Ele disse que sobreviveu à tentativa e, ao perceber que a companheira havia morrido, ficou no apartamento por cerca de dois dias.
A investigação seguirá com a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso de Criciúma.
A Polícia Militar foi chamada ao apartamento após receber alertas de familiares preocupados. O casal teria mandado mensagens indicando a intenção de suicídio.
Eric Cunha teve a prisão em flagrante convertida em preventiva no sábado (20), por determinação do Ministério Público de Santa Catarina. O pedido foi feito pelo promotor de justiça plantonista Felipe Luz e acatado pela Justiça.
Segundo o promotor, há evidências que indicam que a vítima foi morta por asfixia. Ele acredita que Eric tenha sufocado a companheira e depois tentado montar uma cena de suicídio para se livrar da culpa.
Felipe Luz também explicou que depois do crime, Eric Cunha saiu do local e só foi encontrado em Cocal do Sul. Isso mostra risco de fuga e justifica a prisão preventiva.
Em caso de violência, denuncie
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita.
O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para atendimento psicológico e serviços de proteção.
Também é possível denunciar pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
Outra opção é o Disque 100, canal para violações de direitos humanos.
Além disso, há o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).
Se estiver em situação de risco, a vítima pode pedir medidas protetivas de urgência, conforme a Lei Maria da Penha.
