Edileusa Durães, 46 anos, foi assassinada a facadas pelo companheiro na madrugada do último sábado, no Recanto das Emas. O velório ocorreu em Gurupi, Tocantins, onde mora sua família. Ela é a décima primeira vítima de feminicídio no Distrito Federal em 2026. O filho dela, um garoto de 14 anos, estava presente no momento do crime e também foi ferido ao tentar defender a mãe.
A vítima era natural do Tocantins e estava em um relacionamento que completava um ano com Sandro de Souza Oliveira, 34 anos, autor do homicídio. Conforme informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), policiais do 27º Batalhão prenderam o suspeito em flagrante na Quadra 205 do Recanto das Emas. Eles foram acionados por um vizinho que presenciou o ocorrido.
Ao chegar ao local, os agentes encontraram a casa trancada, mas visualizaram duas pessoas caídas na sala. Eles arrombaram a porta e acionaram o Samu, que confirmou o óbito de Edileusa.
Sandro tentou se suicidar e foi levado sob custódia ao Hospital Regional do Gama (HRG). O adolescente de 14 anos, chamado Isaac, também foi hospitalizado no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). A área foi isolada para perícia e o caso registrado na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Indignação
Rayane Freitas, amiga de Edileusa desde a infância, disse que a vítima deixou três filhos: uma jovem de 21 anos, um garoto de 4 anos e Isaac, de 14, que está fisicamente bem apesar dos ferimentos sofridos. “Graças a Deus ele está bem. Quem fez isso com ela também queria matar ele”, contou. O adolescente tentou proteger a mãe e se feriu nas costas, braço e boca. “Ele só disse que não quer participar do velório, pois foi muito difícil para ele.”
Rayane ainda relatou que o agressor trancou a porta e ordenou que o menino fugisse, ameaçando-o de morte caso não o fizesse. Ela disse que o homem fingiu tentar suicídio ao se jogar sobre o corpo de Edileusa.
O trauma gerado preocupou a todos, especialmente quanto ao futuro do jovem. Abalada, Rayane afirmou que Isaac precisará de muito apoio psicológico para superar o ocorrido. A dor da perda se mistura ao choque pela violência do ato, algo inimaginável para amigos e parentes.
Edileusa trabalhava como manicure e sustentava a família por meio dos seus serviços de beleza. “Ela sempre foi uma pessoa amável, nunca teve problemas com ninguém e não usava drogas. Era uma pessoa alegre, que contagiava todos com seu sorriso”, relembrou Rayane. Para ela, Edileusa era uma mãe exemplar, boa cozinheira, cuidadosa com a casa e muito sociável. “Nunca imaginamos algo assim, não dá para entender o que levou ele a fazer isso. É uma grande tristeza, ainda mais para nós mulheres.”
