Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social, está focado em reduzir os juros dos empréstimos consignados para beneficiários do INSS e melhorar a eficiência do instituto. Após um ano à frente do ministério, ele destaca a importância de superar a crise das fraudes nos descontos associativos e avançar em outras frentes.
Com a queda da taxa Selic, Wolney comenta que já está em negociação com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para implementar um mecanismo automático, chamado gatilho, que ajuste os juros do consignado com base nas variações do mercado, dando previsibilidade sobre o aumento ou diminuição das taxas.
Outro objetivo do ministro é eliminar a fila de pedidos no INSS até o fim do ano, mantendo o prazo de análise dos processos dentro dos 45 dias definidos por lei.
Desafios enfrentados
O ministro lembra que assumiu o cargo em meio a uma grave crise causada por descontos indevidos em benefícios, que afetaram milhões de aposentados. Com a atuação conjunta da Polícia Federal e outros órgãos, muitos beneficiários foram ressarcidos, e medidas de controle foram reforçadas para evitar novas fraudes.
Ele ressalta que o INSS precisa recuperar a confiança da população, superando o desgaste causado pelos episódios recentes.
Fila e atendimento
Para Wolney Queiroz, a fila de espera é um desafio complexo que exige atenção a diferentes etapas do processo. Parte dos pedidos está dentro do prazo legal e depende da resposta do cidadão a exigências do INSS. O objetivo é acelerar o tempo médio de concessão dos benefícios, passando de mais de 100 dias para 45 dias ou menos.
Medidas como a teleperícia e o concurso público para peritos médicos ajudaram a reduzir o tempo de análise e aumentar a eficiência.
Metodologia para juros e controle de gastos
O ministro defende que a definição da taxa de juros do empréstimo consignado deve ser realizada por um conselho plural, o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), que reúne diferentes segmentos da sociedade, evitando a centralização da decisão no Conselho Monetário Nacional.
Além disso, ele destaca que a Previdência Social tem grande importância econômica e social, e deve ser valorizada como uma proteção fundamental para os trabalhadores.
Considerações finais
Wolney Queiroz conclui ressaltando que esforços continuam para garantir a sustentabilidade da Previdência e proteger os benefícios sociais, assegurando atendimento adequado e justo para os beneficiários do INSS.
