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Microsoft acelera na corrida da próxima geração de videogames

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Fabricante americana está se preparando para lançar o console que será o sucessor do Xbox

Xbox Series X: próximo videogame da Microsoft deve ser lançado no fim do ano que vem (Microsoft/Divulgação)

São Paulo – Há meses, alguns detalhes sobre o próximo Xbox surgiram por meio de boatos, vazamentos e até mesmo por posicionamentos oficiais da Microsoft. Mas foi só agora, em dezembro, que finalmente conhecemos a cara e o nome do novo videogame da fabricante.

O Xbox Series X foi apresentado há duas semanas, durante a cerimônia do The Game Awards, considerado o Oscar dos videogames. O evento, que premiou Sekiro como o melhor game de 2019, costuma chamar mais atenção pelos anúncios de novos jogos do que pelos prêmios, e não foi diferente dessa vez.

Com lançamento previsto para o fim do ano que vem, a próxima geração do Xbox traz um design inovador: foi deixado de lado o formato que lembra tecnologias ultrapassadas (reprodutores de VHS, DVD e Bluray) e, em seu lugar, foi criado algo mais parecido com uma torre de computador, ou com essas caixas de som inteligentes comandadas por voz.

O tamanho gigante do aparelho rendeu críticas e memes pela internet, mas ele ainda é considerado bem pequeno se comparado a computadores configurados para rodar games mais recentes na potência máxima. A Microsoft prevê que o aparelho vai rivalizar com os desktops mais poderosos disponíveis hoje no mercado: o Xbox Series X contará com um processador gráfico de 12 teraflops, o dobro do Xbox One X, videogame mais poderoso do mercado disponível atualmente.

O novo videogame virá com suporte à tecnologia Ray Tracing, capaz de gerar imagens ainda mais realistas. Esta tecnologia que vem se tornando padrão na indústria. A Microsoft promete ainda jogos com resolução 8K, e ainda planeja dar fim às telas de carregamento, graças à memória RAM GDDR6 e ao uso de discos rígidos SSD. Para completar, a fabricante garantiu ‘retrocompatibilidade’: qualquer game passível de ser rodado hoje no Xbox One, incluindo títulos do Xbox 360 ou do primeiro Xbox, também vai funcionar na próxima geração.

Todo esse papo técnico não importa muito para o consumidor se não houver bons jogos . Ainda está cedo para prever quais títulos vão estar disponíveis no lançamento. A expectativa é que só sejam revelados em junho, durante a feira E3, em Los Angeles (Estados Unidos), mas já há a confirmação de um novo game: o Hellblade 2. O jogo é uma continuação do sucesso indie da desenvolvedora Ninja Theory, adquirida pela Microsoft no ano passado.

O primeiro game, Hellblade: Senua’s Sacrifice, é um jogo de aventura e mistério estrelado por uma guerreira celta, que sofre de psicose, traumatizada pela perda de seu amado. O jogo foi lançado em 2017, exclusivamente para computadores e PlayStation 4, e mais tarde saiu também para o Xbox One.

A Microsoft vai precisar de muito mais se quiser atrair o público gamer. Dona do videogame mais poderoso atualmente no mercado, o Xbox One X, a empresa ainda corre atrás do PlayStation 4 e também do Nintendo Switch. Este último conta com configurações mais modestas entre os três, e ainda assim lidera os rankings de vendas pelo mundo, graças à proposta híbrida console/portátil e, principalmente, a títulos que são sucessos de crítica e público (The Legend of Zelda: Breath of The Wild e Super Mario Odyssey).

A Sony deve revelar o PlayStation 5 nos próximos meses, com um provável lançamento também no fim de 2020. Os primeiros atributos do novo console foram revelados em algumas entrevistas para a imprensa especializada. Já sabemos que, assim como o Xbox Series X, o PS5 virá com disco rígido SSD, terá suporte à Ray Tracing e também resolução 8K. Boatos ainda apontam ‘retrocompatibilidade’ com várias gerações de PlayStation, detalhe que ainda não foi confirmado.

Fica a dúvida de quando tudo isso chegará de fato ao Brasil, e quanto vai custar. Tradicionalmente novos videogames costumam ser lançados por aqui com algumas semanas, ou até meses, de atraso, embora ultimamente esses intervalos tenham sido cada vez menores.

 

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FBI poderia desbloquear iPhones de terrorista sem ajuda da Apple

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Will Strafach, um hacker de aparelhos Apple e dono da empresa Guardian Farewell, diz que desbloquear iPhones 5 e 7 não é uma tarefa impossível

FBI: Will Strafach diz que não é impossível desbloquear iPhones 5 e 7, utilizados por autor de ataque terrorista na Flórida (Zhang Peng/LightRocket/Getty Images)

O FBI pressiona a Apple para ajudar a agência a desbloquear os iPhones de um terrorista, mas o governo pode conseguir esse acesso sem a gigante de tecnologia, de acordo com especialistas em segurança cibernética e forense digital. Os investigadores podem explorar uma série de vulnerabilidades de segurança – disponíveis diretamente ou por meio de provedores como Cellebrite e Grayshift – para desbloquear os celulares, disseram os especialistas em segurança.

Mohammed Saeed Alshamrani, autor de um ataque terrorista em 6 de dezembro em uma base naval na Flórida, tinha um iPhone 5 e um iPhone 7, modelos que foram lançados pela primeira vez em 2012 e 2016, respectivamente. Alshamrani foi morto e os aparelhos ficaram bloqueados, e o FBI teve que buscar maneiras de acessar os celulares.

“Um 5 e um 7? É absolutamente possível desbloqueá-los”, disse Will Strafach, um conhecido hacker de iPhone que agora comanda a empresa de segurança Guardian Firewall. “Eu não chamaria de brincadeira de criança, mas não é super difícil.” A avaliação não é compartilhada pelo governo dos EUA. Na segunda-feira, o procurador-geral dos EUA, William Barr, criticou a Apple, dizendo que a empresa não fez o suficiente para ajudar o FBI a desbloquear os iPhones.

“Estamos ajudando a Apple o tempo todo no comércio e em muitos outros problemas, e eles se recusam a desbloquear telefones usados por assassinos, traficantes de drogas e outros elementos criminosos violentos”, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, em um tuíte na terça-feira. Os comentários aumentam a pressão sobre a Apple para criar maneiras especiais para as autoridades acessarem os iPhones. A Apple não quis criar essas portas, dizendo que também poderiam ser usadas por criminosos.

De fato, Strafach e outros especialistas em segurança disseram que a Apple não precisaria criar uma porta para o FBI acessar os iPhones que pertenciam a Alshamrani. Neil Broom, que trabalha com agências de polícia para desbloquear aparelhos, disse que a versão do software do iPhone 5 e iPhone 7 pode dificultar o desbloqueio dos aparelhos. Mas ainda seria possível.

“Se os telefones em particular estiverem em uma versão específica do iOS, pode ser tão fácil quanto uma hora e ‘boom’, estão dentro. Mas eles podem estar em uma versão iOS que não tem vulnerabilidade”, disse.

Na terça-feira, um porta-voz do Departamento de Justiça dos EUA disse que não tinha nenhuma atualização sobre os esforços do governo para desbloquear os dispositivos. Na segunda-feira, a Apple disse que forneceu “todas as informações” relacionadas aos celulares por meio de serviços baseados na Internet, como o iCloud.

No ataque em San Bernardino, em 2016, o governo usou a tecnologia da Cellebrite para debloquear o iPhone e, se os especialistas em segurança estiverem certos, provavelmente também será o caso desta vez. Mas isso não deve solucionar o impasse entre o FBI e a Apple. Está cada vez mais difícil para empresas como a Cellebrite desbloquearem iPhones, pois os aparelhos ficaram mais sofisticados, disse Yotam Gutman, diretor de marketing da empresa de segurança cibernética SentinelOne.

Desbloquear um iPhone 11, o modelo de smartphone mais novo da Apple, seria muito mais difícil, se não impossível, disse Strafach, da Guardian Firewall.

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Spotify lança playlists para cachorros que ficam sozinhos em casa

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Spotify descobriu que um em cada quatro donos de animais tocam música para que seus animais de estimação ouçam quando estão fora de casa

Cachorro: playlists oferecem faixas selecionadas por algoritmos para corresponder às características dos animais, como energéticas ou lentas (Jelena Matvejeva / EyeEm/Getty Images)

Londres — O Spotify criou playlists e um podcast para cachorros ouvirem na ausência de seus donos, depois de descobrir que quase 74% dos donos de animais do Reino Unido tocam música para eles.

A empresa sueca de streaming de áudio anunciou que lançou um podcast com música suave, “dog-directed praise”, histórias e mensagens de afirmação e segurança narradas por atores para aliviar o estresse de cães que ficam sozinhos em casa.

Enquanto isso, as playlists destinadas a animais de estimação oferecem faixas selecionadas por algoritmos para corresponder às características dos animais, como energéticas ou lentas.

O Spotify disse que descobriu em uma pesquisa que um em cada quatro donos de animais tocam música para que seus animais de estimação ouçam quando estão fora de casa, com 42% dos proprietários dizendo que seus animais de estimação têm um tipo de música favorito.

Um quarto dos donos de animais disse ter visto seus animais dançando ao som da música.

 

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Chrome e Firefox vão reduzir pedidos de notificações de sites

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Navegadores vão reduzir a frequência de pedidos de alertas enviados pelos sites para os usuários

Notificações: usuários de Chrome e Firefox receberão menos pedidos de envio de notificações (Getty Images/Getty Images)

São Paulo – A partir de agora, o Google Chrome e o Mozilla Firefox irão bloquear as tentativas dos navegadores de enviarem notificações para o usuário. Quando se visita algum site, como o Facebook, é comum que apareça na tela a opção de receber notificações da página, mesmo antes que ela carregue completamente.

Após reclamações de usuários de que isso atrapalhava a navegação, dois dos grandes navegadores decidiram achar uma maneira de diminuir a frequência destes pop-ups. Isso não significa que eles não existirão mais – receber alertas sobre novos e-mails, serviços úteis e mensagens ainda são importantes -, mas sua presença será reduzida no Chrome e no Firefox.

PJ McLachlan, gerente de projetos do Google Chrome, publicou uma nota no blog da equipe que diz que a companhia passará a reduzir as notificações e pop-ups já na semana que vem, no Chrome 80 – um dos navegadores da empresa: “O Chrome 80 mostrará, sob certas condições, uma nova interface de usuário de permissão de notificação mais silenciosa, que reduz a interrupção gerada pelos pedidos de permissão de alertas”, disse.

Ainda na postagem, McLachlan demonstrou que o Chrome colocará as solicitações de permissão enviadas pelos websites “escondidas” em um pequeno símbolo de alerta, localizado na extremidade direita da barra de pesquisa do navegador. No smartphone, existirá um pequeno alerta localizado na parte inferior da janela, e que irá desaparecer após alguns segundos. Confira uma representação da nova ferramenta na versão para computadores (esquerda) e para celular (direita):

Google Chrome nova interface

(Google/Reprodução)

 

McLachlan acrescentou que as notificações rejeitadas com mais rapidez se tornarão mais silenciosas no futuro, e os sites com pouca aceitação de alertas sofrerão com as baixas taxas de aceitação; isso deve auxiliar os sites a melhorarem sua experiência de usuário no futuro, para que possa enviar mais avisos.

Durante os três primeiros meses de 2020, o Google disse que enviará estatísticas para que os sites analisem a sua taxa de aceitação de alertas. Já no caso do Mozilla Firefox, sua versão mais recente já não aceita nenhuma janela de pedido de notificações – quando isso acontece, a solicitação aparece como um balão de fala na barra de endereços; em 2019, a Mozilla realizou uma pesquisa onde percebeu que 1,45 bilhão de avisos eram exibidos aos usuários em um mês, e apenas 23,66 milhões destes eram aceitos.

A intenção é fazer com que os sites sejam menos invasivos com os usuários dos navegadores, e que passem a solicitar envio de notificações apenas após o usuário passar algum tempo navegando pelo website.

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