A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou que as pequenas empresas do setor industrial apresentaram uma melhora no segundo trimestre do ano. O índice que avalia a performance dessas indústrias subiu 1,5 ponto em comparação ao primeiro trimestre, alcançando 45,2 pontos.
Esse resultado está 2,1 pontos acima da média histórica para esse período, que é de 43,1 pontos. O valor do índice no começo do ano foi o mais baixo registrado desde o início da pandemia de covid-19.
O índice considera três aspectos principais: o volume de produção (ou nível de atividade, na construção), a utilização da capacidade instalada (ou operacional, na construção) e a variação no número de empregados. A escala varia de 0 a 100 pontos, sendo que índices maiores indicam melhor desempenho das pequenas empresas.
A pesquisa também revela uma leve melhora na situação financeira dessas indústrias, com o indicador subindo 0,4 ponto, chegando a 39,4 pontos. Esse indicador leva em conta o acesso ao crédito, a satisfação dos empresários com suas finanças e a margem de lucro operacional.
Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, explicou que as pequenas indústrias geralmente possuem menos recursos financeiros e enfrentam mais dificuldades para conseguir crédito em comparação com empresas maiores.
Esses desafios acabam afetando toda a cadeia produtiva, já que a limitação financeira prejudica a capacidade dessas empresas de atender seus clientes e de investir para crescer, impactando também a competitividade do setor industrial como um todo.
Segundo a CNI, fatores como alta carga tributária e juros elevados continuam dificultando o dia a dia dessas pequenas empresas.
Além disso, empresários têm enfrentado problemas com o alto custo ou falta de matéria-prima e mão de obra, tanto qualificada quanto não qualificada. Outros desafios incluem concorrência irregular causada por informalidade e contrabando, além da burocracia excessiva.
Em julho, a indústria de pequeno porte completou 20 meses consecutivos de pessimismo. O índice que mede a confiança dos empresários dessas empresas ficou em 46,2 pontos, 4,5 pontos abaixo da média histórica para o mês, que é de 50,7.
A falta de confiança faz com que os empresários adotem cautela ao planejar o futuro dos seus negócios. O índice que avalia as perspectivas das pequenas indústrias marcou 47,5 pontos em uma escala até 100. Ele considera a intenção de investimento para os próximos seis meses, a expectativa em relação à demanda e o número de empregados.
