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quarta-feira, 13/05/2026

Mais de 20 pessoas na França hospitalizadas após contato com hantavírus

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Vinte e duas pessoas na França, que tiveram contato próximo com casos confirmados de hantavírus, estão atualmente hospitalizadas para observação. O Ministério da Saúde do país informou que essas pessoas ficarão sob monitoramento por pelo menos 14 dias.

Segundo Philippe Besset, representante da principal Federação Francesa de Farmacêuticos, todos os contatos estão passando por testes frequentes. O governo francês prepara um protocolo específico para acompanhar esses casos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os contatos devem ser testados regularmente para identificar rapidamente novas infecções e evitar a propagação da doença.

Yazdan Yazdanpanah, infectologista do hospital Bichat-Claude-Bernard em Paris, confirmou que os testes são realizados a cada dois dias. Além do grupo de contatos, está hospitalizada em estado grave uma idosa francesa que fazia parte dos passageiros de um navio de cruzeiro onde ocorreu um surto de hantavírus.

Preparação e cuidados

A França mantém um estoque de máscaras suficiente para pelo menos três meses em caso de aumento dos casos. O país produz entre 2,6 e 3,5 bilhões de máscaras por ano, quantidade considerada adequada para enfrentar pandemias semelhantes à Covid-19, podendo ser ampliada se necessário.

Até o momento, apenas uma infecção por hantavírus foi confirmada na França, e a transmissão do vírus é considerada menos contagiosa que a da Covid-19.

Sylvie Briand, pesquisadora-chefe da OMS, destacou que a situação atual não é comparável a uma pandemia. O surto aconteceu em um ambiente específico, um navio de cruzeiro, onde a proximidade das pessoas facilita a transmissão do vírus, que já é conhecido das autoridades de saúde, diferentemente da Covid-19.

Origem do surto

O paciente zero foi Leo Schipelroord, um holandês de 70 anos que morreu dez dias após embarcar no navio MV Hondius, em Ushuaia, região da Argentina onde a doença é endêmica. O casal, que incluía sua esposa também vítima do vírus, visitou locais na Argentina com histórico da doença.

A experiência da Argentina mostra a importância do isolamento para controlar a doença. Em 2018, um surto em uma festa resultou em 34 contaminações e 11 mortes, mas o isolamento dos pacientes reduziu significativamente a taxa de transmissão.

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