Samara Regina, doméstica grávida de seis meses, sofreu agressões graves por parte de sua patroa, Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, no Maranhão. A violência ocorreu sob a acusação de que Samara teria furtado um anel da patroa, o que ela nega.
O crime aconteceu em 17 de abril, na casa de Carolina. Durante a agressão, Samara foi obrigada a se ajoelhar enquanto o policial militar Michael Bruno, que estava presente, desferia coronhadas nela, e a patroa a agredia com tapas. Além disso, a empregada foi arrastada pelos cabelos pela residência, colocando em risco sua saúde e a do bebê.
A vítima conta que sofreu crises de ansiedade e nervosismo após o ocorrido, mas garantiu que o bebê está bem e saudável. Samara aceitou o trabalho por um mês para conseguir dinheiro para o enxoval do filho.
Samara também afirmou que Carolina já agrediu outras empregadas e que chegou a ser condenada em 2024 pelo crime de calúnia, por ter acusado uma babá injustamente.
Após denúncias, Carolina Sthela foi presa preventivamente em Teresina, Piauí. Ela e o policial militar permanecem presos no Maranhão. A investigação conduzida pelo delegado Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, está tratando o caso como tortura e lesão corporal gravíssima, considerando o risco de aborto.
Esta situação levanta preocupações sobre os direitos dos trabalhadores domésticos e a importância de denunciar abusos para garantir proteção e justiça.
