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Johnson quer convocar G7 para traçar estratégia contra a China

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O Reino Unido assume o comando do G7 em um momento delicado ao tentar reconstruir a confiança nas instituições multilaterais que foram minadas durante o governo Trump

Boris Johnson: Reino Unido assumirá liderança do G7 (AFP/AFP)

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, planeja organizar uma reunião virtual dos líderes do G7 em 19 de fevereiro para formar uma frente no combate ao coronavírus e começar a traçar uma estratégia conjunta para a China.

Entre os diplomatas mais graduados que preparam as bases, houve também uma conversa preliminar sobre como lidar com a China e qual texto usar no comunicado final da cúpula de junho, de acordo com uma nota diplomática vista pela Bloomberg.
Durante a chamada reunião de sherpas na semana passada, o delegado dos EUA destacou a necessidade de agir com firmeza e determinação em relação ao governo de Pequim, enquanto o Canadá enfatizou a importância de não deixar a vacinação de países mais pobres nas mãos da China e da Rússia, segundo o documento.

O Reino Unido também propõe um plano de recuperação de 10 pontos, uma declaração sobre preparação para pandemias e um comunicado que promove sociedades abertas, valores democráticos e direitos humanos a ser assinado pelo grupo e os três convidados deste ano: Austrália, Coreia do Sul e Índia.

Johnson convidou os três países para o fórum deste ano enquanto tenta estabelecer a chamada coalizão D-10 de democracias para fazer frente à China. A proposta gerou tensão, pois alguns temem uma expansão do grupo pela porta dos fundos, enquanto outros estão preocupados que a coalizão possa se transformar em uma frente anti-China.

O Reino Unido assume o comando em um momento delicado ao tentar reconstruir a confiança nas instituições multilaterais que foram minadas durante o governo Trump, ao mesmo tempo em que tenta traçar seu próprio caminho pós-Brexit.

Um porta-voz do governo do Reino Unido não quis comentar.

 

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Explosão atinge centro de testes de covid na Holanda, polícia classifica como ataque

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A polícia foi alertada sobre um “estouro alto” pouco antes das 7h locais, ninguém se feriu; a polícia classificou a explosão como um ataque intencional

Equipes de emergência isolam área de centro de testes de Covid-19 alvo de explosão em Bovenkarspel, ao norte de Amsterdã (Eva Plevier/Reuters)

Um explosivo foi detonado em um centro de exames de detecção do coronavírus ao norte de Amsterdã antes do nascer do sol nesta quarta-feira, estraçalhando vidraças mas não causando nenhum ferimento, no que a polícia chamou de um ataque intencional.

Um esquadrão antibombas foi ao local na cidade de Bovenkarspel, situada 55 quilômetros ao norte da capital, e a polícia disse que um cilindro de metal envolvido na explosão foi recuperado.

O artefato “tem de ter sido colocado lá”, disse o porta-voz da polícia Menno Hartenberg à Reuters. “Uma coisa como essa não acontece simplesmente por acidente”, afirmou.

O chefe do serviço de saúde pública pediu “a rápida prisão do perpetrador”.

Nosso pessoal em todo o país está trabalhando duro para proteger a sociedade desta pandemia”, disse André Rouvoet. “Este ato covarde de destruição não afeta somente nosso funcionários em Bovenkarspel. Afeta a todos nós.”

Um vigia do centro de exames alertou a polícia sobre um “estouro alto” que quebrou várias vidraças pouco antes das 7h locais, disse um comunicado da polícia.

O incidente chega pouco antes das eleições nacionais de 17 de março, vistas por muitos como um referendo sobre a maneira como o governo lida com a pandemia.

A revolta contra as autoridades de saúde aumentou desde o início de 2021, e atualmente o chefe do Instituto Nacional de Saúde anda acompanhado por uma equipe de segurança.

Outro local de exames foi incendiado em janeiro durante vários dias de tumultos provocados pela adoção de um toque de recolher noturno. A segurança foi reforçada em alguns locais devido a ameaças e vandalismo.

 

 

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Boa gestão e rede sólida: Chile lidera campanha de vacinação na América Latina

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Em dois meses, 3,5 milhões de pessoas que receberam ao menos uma dose de vacina contra covid-19 no Chile

Chile lidera campanha de vacinação na América Latina (MARTIN BERNETTI/AFP)

A enfermeira María Paz Herreros aplicou a primeira vacina contra a covid-19 no Chile em 24 de dezembro. Dois meses depois, já administrou mais de 2.000 em uma campanha que coloca o país na liderança na América Latina, com 3,5 milhões de pessoas que receberam ao menos uma dose.

Nesta quarta-feira (3), quando o Chile relembra o primeiro caso confirmado de covid-19, o país está entre os cinco primeiros do mundo que mais vacinaram sua população (18%) com ao menos uma dose, segundo uma classificação da AFP com base em dados do governo.

Além disso, o país é o oitavo e único latino-americano na classificação de doses (uma ou duas) administradas a cada 100 habitantes, com 18,3 doses.

Quarenta dias depois e após um início que envolveu apenas os profissionais da saúde, em 3 de fevereiro o Chile iniciou a campanha de vacinação em massa, gratuita e voluntária, que superou as 200.000 doses diárias.

Até terça-feira, o total de imunizados era de 3.529.523, equivalente a 23,5% da população alvo de 15 milhões e mais de 18% de sua população total de 19 milhões.

Com esses resultados, as autoridades chilenas afirmam que alcançaram quase um quarto da população suscetível de ser vacinada, que exclui os menores de 16 anos, mulheres grávidas e que amamentam, além de um grupo que não quer se vacinar.

O objetivo é alcançar os 15 milhões de vacinados antes de 30 de junho.

Um bom exemplo

O Chile foi um dos países mais afetados pela pandemia na América Latina, com mais de 820.000 casos e 20.000 mortes confirmadas.

Mas seu rápido processo de vacinação tem como base os recursos que obteve para comprar as doses e uma comprovada estratégia de distribuição graças a uma rede de saúde pública primária, com história desde os anos 1950 em grandes campanhas de vacinação.

“O Chile é um país que está muito conectado no mundo (tem 29 diferentes acordos com 65 economias) e essa vocação internacional se reflete também na busca pelas oportunidades onde quer que elas estejam”, explicou à AFP Rodrigo Yáñez, subsecretário das relações econômicas internacionais e chefe das negociações para a compra de vacinas.

Após um início surpreendente, o que vem adiante para o Chile também é desafiador. Em três meses, o país deve vacinar contra o coronavírus mais de 10 milhões de pessoas e aplicar também cerca de 8 milhões de vacinas contra a gripe.

Até agora, a participação da população tem sido alta e a rejeição à vacina se mantém baixa (menos de 20% em média).

“No início eles chegavam com um pouco de medo, com várias perguntas e dúvidas, mas agora as pessoas chegam sem medo, estão bem informadas e não têm mais dúvidas”, contou com orgulho a enfermeira Herreros.

 

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Estados Unidos têm fila de 500 mil pedidos de visto de imigrantes

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O número de pedidos de visto de imigrante do governo americano é mais de seis vezes maior do que o registrado antes da pandemia

Imigrantes nos Estados Unidos (Courtesy CBP/Reuters)

O congelamento da emissão de vistos para imigrantes legais durante o mandato de Donald Trump criou uma demanda reprimida de 500 mil solicitações, que o governo de Joe Biden agora tenta resolver. Na semana passada, o presidente dos EUA revogou a medida que suspendia os vistos de imigração, mas a dificuldade em lidar com a fila em meio à pandemia faz com que a espera seja longa para quem quer entrar no país.

Não posso prometer que os números diminuirão mês a mês. Existem muitos fatores, incluindo a progressão da pandemia em países em todo o mundo. Imaginamos que esse esforço vai levar tempo”, afirmou nesta segunda, 1º, Julie Stufft, subsecretária de assuntos consulares para serviços de visto do governo americano, em entrevista.

O número de pedidos de visto de imigrante no escaninho do governo americano é mais de seis vezes maior do que o registrado antes da pandemia. Em janeiro de 2020, os EUA tinham 75 mil pedidos de visto de imigração pendentes – considerando os casos já prontos para a entrevista. Agora, o total de solicitações paradas chega a 473 mil – um número subestimado, segundo o próprio governo.

“Isso dá uma ideia do quanto a fila cresceu desde o início da pandemia”, disse Julie. O número inclui os pedidos de visto de imigrantes, que foram novamente liberados pelo governo. A maioria são cônjuges ou parentes de primeiro grau de cidadãos americanos e residentes permanentes – não estão contemplados trabalhadores com visto temporário, de não imigrante.

Em abril do ano passado, Trump congelou a emissão de vistos de imigrantes e de vistos de trabalho temporários, com a justificativa de que era necessário garantir que o mercado de trabalho absorvesse americanos, e não estrangeiros, em meio à pandemia.

Agenda própria

Críticos da medida afirmaram que Trump usou o momento de crise como desculpa para avançar em sua agenda anti-imigração. “Milhões de americanos sacrificaram seus empregos, temos o dever de assegurar que consigam recuperar seus trabalhos”, disse Trump.

Na época, os EUA viviam um pico no aumento nos pedidos de auxílio desemprego, com dados que mostravam que a pior situação era registrada em Estados-chave para a vitória nas eleições presidenciais, como em Michigan.

Ao possibilitar a volta da emissão de vistos de imigração, na semana passada, Biden afirmou que a restrição imposta por seu antecessor não promove os interesses dos EUA. “Ao contrário, isso prejudica, inclusive ao impedir que alguns familiares de cidadãos dos EUA e residentes permanentes legais se juntem a suas famílias aqui. Também prejudica as indústrias dos EUA que utilizam talentos de todo o mundo”, afirmou Biden.

O reconhecimento por parte do governo americano dos gargalos no processamento de vistos, no entanto, mostra que o desafio de alterar o sistema migratório americano exige mais do que a assinatura de ordens executivas dentro da Casa Branca. O governo lida com o acúmulo de solicitações ao mesmo tempo em que enfrenta limitações no número de entrevistas, que podem ser feitas presencialmente nos consulados, para evitar aglomerações e seguir protocolos de saúde.

Mudança

Antes da pandemia, o Departamento de Estado americano emitia cerca de 10 milhões de vistos por ano. Cerca de 500 mil eram vistos de imigrante. O restante eram vistos de não imigrante, temporários. A pandemia, no entanto, restringiu o número de funcionários que podem atender presencialmente nos consulados e também o total de visitantes recebidos por dia para entrevista e colheita de impressões digitais.

“A prioridade agora é a emissão dos vistos de imigrantes e, entre eles, os de cônjuges e filhos de cidadãos americanos que não estejam sujeitos a restrições regionais”, disse a representante do governo, ao lembrar que há limitações de entrada nos EUA de viajantes de países como Brasil, China, Irã, Reino Unido, África do Sul e outros 26 países europeus.

A maioria dos postos consulares dos EUA, de acordo com Julie, estará voltada para a emissão de vistos de imigrantes ou serviços emergenciais. “Priorizamos o processamento de vistos de imigrantes, ponto final. Em todos os postos. Esses serão os primeiros vistos a serem concedidos”, afirmou.

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Merkel propõe flexibilizar restrições na Alemanha a partir de 8 de março

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O texto ainda precisa ser aprovado pelos 16 responsáveis das regiões, que se reunião com Merkel nesta quarta-feira (3)

A Alemanha já autorizou nas últimas semanas a reabertura de escolas e salões de beleza (Hannibal Hanschke/Reuters)

A chanceler alemã Angela Merkel vai propor na quarta-feira (3)  aos responsáveis das regiões uma flexibilização das restrições decretadas pela pandemia, a partir de 8 de março, segundo um projeto de resolução obtido pela AFP nesta terça-feira (2).

A chanceler estima que a partir de agora será possível permitir contatos entre “duas unidades familiares”, mas sem ultrapassar os cinco adultos no total, segundo este texto. A Alemanha já autorizou nas últimas semanas a reabertura de escolas e salões de beleza.

Outros comércios, como as floriculturas ou as livrarias, também estão previstos para reabrir nas regiões onde ainda permanecem fechados até agora, de acordo com o projeto.

As autoescolas e os salões de beleza também poderão retomar suas atividades, mas os clientes terão que apresentar um teste de antígenos realizado no mesmo dia.

No entanto, os restaurantes, os locais de lazer e de esporte permanecerão fechados ao menos até 28 de março, segundo o documento.

O texto ainda precisa ser aprovado pelos 16 responsáveis das regiões, que se reunião com Merkel nesta quarta-feira.

Nas últimas 24 horas, a Alemanha registrou 3.943 novos casos, segundo dados do instituto Robert Koch, e neste fim de semana o país superou as 70.000 mortes por covid-19 desde o início da pandemia.

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Vulcão Sinabung entra em erupção na Indonésia

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As autoridades indonésias elevaram o nível de alerta para o vulcão, que já está no terceiro de uma escala de quatro. A nuvem de fumaça do Sinabung é a maior desde 2010

Mais de 13 projeções que alcançaram 5 mil metros de altura sobre a ilha de Sumatra foram localizados (Antara Foto/Sastrawan Ginting/Reuters)

O vulcão Sinabung, localizado na ilha de Sumatra, na Indonésia, entrou em erupção nesta terça-feira, 2, formando uma grande coluna de cinzas e fumaça de vários quilômetros de altura sobre o nível do mar. Os vulcanologistas registraram mais de 13 projeções que alcançaram 5 mil metros de altura sobre a ilha de Sumatra.

As autoridades indonésias elevaram o nível de alerta para o vulcão, que já está no terceiro de uma escala de quatro, mas negaram acesso a uma zona de cinco quilômetros ao redor de sua cratera. No entanto, não houve erupção de lava e nenhum voo precisou ser interrompido na região. “As pessoas estão assustadas e muitas ficaram em casa para se proteger da espessa cinza vulcânica”, disse o agricultor Roy Bangun, de 41 anos.

A nuvem de fumaça do Sinabung é a maior desde 2010, disse Muhammad Nurul Asrori, responsável por monitorar as atividades do vulcão. “A grande cúpula de lava pode entrar em erupção a qualquer momento, provocando uma avalanche ainda pior de nuvens quentes”, afirmou.

O Sinabung, vulcão de 2.460 metros de altura no norte de Sumatra permaneceu inativo durante vário séculos antes de despertar em 2010 com uma erupção que matou duas pessoas. O vulcão teve outras duas erupções fatais, uma em 2014 que matou pelo menos 16 pessoas e outra em 2016, com sete vítimas. Cerca de 30 mil pessoas tiveram que deixar suas casas em áreas próximas ao Sinabung em anos recentes.

A Indonésia tem 130 vulcões ativos. O país fica no Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e erupções vulcânicas, onde convergem três grandes placas tectônicas: indo-pacífico, australiana e euro-asiática.

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Nicolas Sarkozy é condenado a 3 anos de prisão na França

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Ex-presidente francês foi condenado por corrupção e tráfico de influência e se tornou o 1º ocupante do Palácio do Eliseu a ser sentenciado à prisão, mas pode recorrer da decisão.

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, condenado a 3 anos de prisão por corrupção e tráfico de influência — Foto: Bertrand Guay/AFP

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy foi condenado nesta segunda-feira (1º) a três anos de prisão por corrupção e tráfico de influência e se tornou o primeiro ocupante do Palácio do Eliseu a ser condenado à prisão.

Sarkozy foi sentenciado em um caso de suborno a um juiz em troca de informação privilegiada sobre uma investigação da sua campanha presidencial na França. O ex-presidente pode recorrer da sentença.

Apesar da condenação, o Tribunal Correcional de Paris decidiu que dois dos três anos da sentença estão isentos de cumprimento e o terceiro ano da condenação pode ser convertido em prisão domiciliar ou vigilância com o uso de tornozeleira eletrônica.

O tribunal condenou o advogado do ex-presidente, Thierry Herzog, a uma sentença semelhante e o impediu de exercer a advocacia por cinco anos. O magistrado Gilbert Azibert também foi condenado.

A investigação começou após conversas telefônicas obtidas pela polícia em 2014, entre Sarkozy e seu advogado, revelarem o contato com Azibert, então membro do Supremo Tribunal, para obter informações em um processo contra o ex-presidente.

A sentença aponta que o caso tem “gravidade particular” em razão de ter sido cometido por um ex-presidente, que “usou seu cargo e seus relacionamentos” para “seu interesse pessoal”. Sobre Azibert, a condenação diz que o magistrado “desacreditou uma profissão cuja função é básica na democracia”.

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quarta-feira, 3 de março de 2021

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