Nossa rede

Push

“Já que”: o inimigo número 1 do emagrecimento

Publicado

dia

Essa simples expressão pode ser mais perigosa do que você imagina no processo de perda de peso. Nosso colunista explica o porquê

Manter o controle diante de uma guloseima nem sempre é simples. (Foto: Dulla/SAÚDE é Vital)

Conversando com amigos sobre o autocontrole na hora de se alimentar, um deles me disse: “Quando como um doce, perco a mão e acabo com ele de uma vez”. Essa frase ecoou na turma: todos já haviam experimentado essa perda de controle. Mas o interessante é que podemos lidar com ela.

Sempre que estamos focados em emagrecer, adotamos uma postura binária. Isso significa que renegamos os alimentos que achamos que engordam, enquanto supervalorizamos os tidos como leves.

No entanto, as comidas chamadas de engordativas costumam ser mais ligadas ao nosso prazer. Então incorporamos uma lógica de negação: “não posso comer isso, não posso, não posso!”. Essa é uma tentação e tanto.

O problema é que, se por algum motivo ficamos ansiosos ou frustrados em um momento do dia, nosso cérebro tende a buscar um prêmio para aplacar tais sensações. Essa recompensa pode surgir na sua frente mesmo que você não queira: o seu namorado pede um pudim de leite, por exemplo.

É aí que surge o “Já que”. Funciona assim: “Já que estou cansado, ou triste, ou ansioso, ou frustado… eu mereço aproveitar esse momento e comer o que quiser, do jeito que quiser”.

Com a primeira colherada sentimos um imenso prazer. Mas, nos momentos seguintes, vem a sensação de fracasso. A literatura científica tem demonstrado que, quando esse sentimento aparece diante de um alimento que ingerimos sem uma autorização prévia e racional, a pessoa busca silenciar a frustração comendo o “fruto proibido” de novo, e de novo, e de novo.

Ao final desse ciclo, até experimentamos um pouco de prazer por termos acabado com um alimento gostoso. Só que, paralelamente, sentimentos uma profunda tristeza com o suposto fracasso.

Então como lidar com a situação? Podemos procurar outras coisas que nos dão tanta ou mais satisfação do que comer. Quem gosta de tocar um instrumento ou praticar um esporte pode recorrer a essas alternativas para compensar a ansiedade. Após tocar seu piano ou suar a camisa, a sensação de conquista será enorme – e reforçará um novo hábito.

Isso quer dizer que nunca mais você comerá aquela sobremesa maravilhosa? Claro que não! Porém, o doce dos sonhos será programado na sua rotina, e não consumido de forma acidental.

Chamamos isso de programar a sua ilha (descrevemos isso no livro O Fim das Dietas). Vou explicar melhor: seu projeto de emagrecimento é como uma travessia. Portanto, crie ilhas no caminho que façam essa jornada valer a pena e ser menos tempestuosa.

Com esses momentos, você terá sempre um horizonte para consumir aquele gostosura. Logo após a ingestão, basta voltar para a travessia.

O número de ilhas e o tempo de permanência nela são escolhas suas, de acordo com seus objetivos. Afinal, é você que deseja fazer a travessia. Vamos juntos escapar do “Já que”!

 

Comentário

É Destaque

Ibaneis e mais 13 governadores assinam carta contra decreto de armas

Publicado

dia

Carta escrita por eles será enviada ao Palácio do Planalto e demonstra ‘preocupação’ dos representantes

O governador do DF, Ibaneis Rocha, é um dos que criticam o decreto de Bolsonaro
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Os governadores de 13 estados e do Distrito Federal querem a anulação do Decreto nº 9.785, por meio do qual o presidente Jair Bolsonaro flexibiliza o registro, a posse, o porte e a comercialização de armas de fogo e munições. Em carta a ser entregue ao Palácio do Planalto, os chefes executivos demonstram “preocupação” com as novas regras e pedem que os três poderes atuem para a “imediata revogação” do texto.

O texto declara ainda que a violência e a insegurança afetam grande parte da população, mas que as medidas previstas no decreto não contribuirão para seu combate. “Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo, aumentando, por exemplo, a quantidade de armas e munições que poderão abastecer criminosos”, declaram os governadores.

“A grande disponibilidade de armas de fogo e munições que são usadas de maneira ilícita representa um enorme desafio para a segurança pública do país e é preciso enfrentá-lo”, prossegue a carta (leia a íntegra abaixo).
A carta foi assinada pelos governadores Ibaneis Rocha (DF), Flávio Dino (MA), Wellington Dias (PI), Paulo Câmara (PE), Camilo Santana (CE), João Azevedo (PB), Renato Casagrande (ES), Rui Costa (BA), Fátima Bezerra (RN), Renan Filho (AL), Belivaldo Chagas (SE), Waldez Góes (AP), Mauro Carlesse (TO) e Helder Barbalho (PA).
Na avaliação dos 14 governadores, é necessário melhorar a rastreabilidade das armas de fogo e munições, desde a produção; aumentar os meios de controle e fiscalização para coibir os desvios; enfrentar o tráfico ilícito e evitar que as armas que “nascem na legalidade caiam na ilegalidade e sejam utilizadas no crime”.

O decreto

O decreto assinado por Jair Bolsonaro em 7 de maio facilita o porte de arma para profissionais como advogados, caminhoneiros, políticos eleitos e jornalistas. Além disso, a compra de fuzis por civis passa a ser permitida.
Desde a publicação, o decreto foi alvo de muitas críticas, incluindo do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que afirmou ver inconstitucionalidades na medida e manifestou a intenção de alterá-la.

Já o Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação judicial solicitando a suspensão do decreto. Além disso, existem também ações contra o decreto na Justiça Federal e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Confira a carta na íntegra:

Como governadores de diferentes estados do país, manifestamos nossa preocupação com a flexibilização da atual legislação de controle de armas e munições em razão do decreto presidencial n. 9.785 (07 de maio de 2019) e solicitamos aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União que atuem tanto para sua imediata revogação como para o avanço de uma efetiva política responsável de armas e munição no país.
 
Sabemos que a violência e a insegurança afetam grande parte da população de nossos estados e que representam um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento humano e econômico do Brasil. Nesse contexto, a grande disponibilidade de armas de fogo e munições que são usadas de maneira ilícita representa um enorme desafio para a segurança pública do país e é preciso enfrentá-lo.
 
Por essa razão, é urgente a implementação de ações que melhorem a rastreabilidade das armas de fogo e munições durante toda a sua existência, desde sua produção. Também é fundamental aumentar os meios de controle e fiscalização para coibir os desvios, enfrentar o tráfico ilícito e evitar que as armas que nascem na legalidade caiam na ilegalidade e sejam utilizadas no crime. Reconhecemos que essas não são soluções mágicas, mas são condições necessárias para a melhoria de nossa segurança pública.
 
Diante deste cenário, e a partir das evidências disponíveis, julgamos que as medidas previstas pelo decreto não contribuirão para tornar nossos estados mais seguros. Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo na violência – aumentando por exemplo, a quantidade de armas e munições que poderão abastecer criminosos – e aumentarão os riscos de que discussões e brigas entre nossos cidadãos acabem em tragédias.
As soluções para reverter o cenário de violência e insegurança no país serão fortalecidas com a coordenação de esforços da União, Estados e Municípios para fortalecer políticas públicas baseadas em evidências e para implementar o Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, fortalecendo a prevenção focalizada nas populações e territórios mais afetados pela violência e a repressão qualificada da criminalidade.
 
Reforçamos nosso compromisso com o diálogo e com a melhoria da segurança pública do país. Juntos, podemos construir um Brasil seguro para as atuais e futuras gerações.
 
 
IBANEIS ROCHA
 
Governador do Distrito Federal
 
FLÁVIO DINO
 
Governador do Estado do Maranhão
 
WELLINGTON DIAS
 
Governador do Estado do Piauí
 
PAULO CÂMARA
 
Governador do Estado de Pernambuco
 
CAMILO SANTANA
 
Governador do Estado do Ceará
 
JOÃO AZEVEDO
 
Governador do Estado da Paraíba
 
RENATO CASAGRANDE
 
Governador do Estado do Espírito Santo
 
RUI COSTA
 
Governador do Estado da Bahia
 
FÁTIMA BEZERRA
 
Governadora do Estado do Rio Grande do Norte
 
RENAN FILHO
 
Governador do Estado de Alagoas
 
BELIVALDO CHAGAS
 
Governador do Estado de Sergipe
 
WALDEZ GÓES
 
Governador do Estado do Amapá
 
MAURO CARLESSE
 
Governador do Estado do Tocantins
 
HELDER BARBALHO
 
Governador do Estado do Pará
Ver mais

Política BSB

Governo deve anunciar novos cortes na próxima semana

Publicado

dia

O objetivo é poupar a Educação e Saúde e procurar novos alvos para cortes, tarefa considerada difícil depois do congelamento de 30 bilhões de reais em março

O presidente da República, Jair Bolsonaro (Adriano Machado/Reuters)

O governo deve anunciar uma nova tesourada no orçamento na próxima semana, quando será divulgado relatório bimestral de receitas e despesas com as projeções deste ano para a economia. Depois dos protestos que tomaram conta de mais de 200 cidades em todo o país na quarta-feira 15, o objetivo é poupar a educação e a saúde e procurar novos alvos para cortes, tarefa considerada difícil depois do congelamento, em março, de 30 bilhões de reais.

Técnicos da área econômica fazem cálculos para não incluir a área de ensino, que, no contingenciamento mais recente, sofreu o maior corte nominal e perdeu 5,7 bilhões de reais. Já a saúde não deve ser incluída porque as despesas já estão perto do mínimo exigido na constituição. Com a piora nas estimativas de crescimento econômico, será necessário um contingenciamento adicional de pouco mais de 5 bilhões de reais.

Os técnicos buscam ainda alternativas de receita antes de fechar o número final. O governo tende a poupar pastas que perderam muito no primeiro corte, além daquelas que têm receitas vinculadas – ou seja, arrecadadas com destinação específica.

Segundo dados levantados pela Associação Contas Abertas, a educação teve 24,6% das despesas discricionárias contingenciadas até quarta-feira passada. Um dos ministérios mais afetados pelo primeiro contingenciamento foi o de Minas e Energia, cujo bloqueio atingiu 79,5% do orçamento original. Sobrou menos de 1 bilhão de reais para o ano todo. Entre os que tiveram cortes de 30% a 40%, estão os ministérios de Infraestrutura, Defesa, Turismo, Ciência e Tecnologia, Agricultura e Desenvolvimento Regional.

Na mira da tesourada estão, principalmente, gastos com contratação de pessoal extra, pesquisas e aqueles que gerem retornos em médio e longo prazos. Para o economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, ministérios com orçamento próximo de 1 bilhão de reais não devem ser alvo de cortes substanciais. “Um corte grande nessas pastas, além de não ter muito impacto, pode comprometê-las”, avalia.

Entre os ministérios com orçamento de 1 bilhão ou menos estão o Ministério do Turismo (37,3% de bloqueio); Meio Ambiente (22,8%); Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (20,1%); e ainda o Ministério Público da União, que passou ileso pelo primeiro contingenciamento. Também estão nesse grupo a Presidência da República, Advocacia-Geral da União Controladoria-Geral da União e o Gabinete da Vice-Presidência.

Procurado, o Ministério da Economia informou que cabe aos órgãos e ministérios a definição de suas prioridades quanto ao atendimento de suas políticas setoriais e custeio da administração. O Ministério da Infraestrutura afirmou que tem priorizado a conclusão de obras com “elevado grau de execução” ou dos “eixos de escoamento de produção agroindustrial e de integração nacional” e ressaltou que recompôs 2 bilhões de reais, dos 4,3 bilhões de reais contingenciados em março.

Já o Ministério da Ciência e Tecnologia disse que tem atuado com o Ministério da Economia para disponibilizar recursos. O Ministério de Minas e Energia afirmou que o contingenciamento está sendo administrado para manter a regularidade das atividades em curso das unidades da pasta. A Presidência afirmou que caberia ao Ministério da Economia tratar do assunto. As demais pastas não responderam.

(Com Estadão Conteúdo)

 

Ver mais

É Destaque

Maia e Alcolumbre aprovarão reforma em 60 dias, diz Guedes

Publicado

dia

Durante evento nos EUA, o ministro da Economia afirmou que a aprovação da reforma da Previdência vai mudar totalmente a perspectiva do Brasil

De acordo com Guedes, a reforma dará um “saneamento fiscal” de 10 a 15 anos ao país (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou nesta quinta-feira, 16, em evento nos Estados Unidos, que os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), dizem que a reforma da Previdência será aprovada em 60 dias. “Isso vai ser maravilhoso, vai mudar totalmente a perspectiva do País”, emendou, durante fala curta na cerimônia de entrega do prêmio Personalidade do Ano pela Câmara de Comércio Brasil – EUA, que homenageia o presidente Jair Bolsonaro, em Dallas, no Texas (EUA).

Guedes afirmou que, com a reforma, o Brasil vai ter um saneamento fiscal no horizonte de 10 a 15 anos.

Segundo ele, o País gasta US$ 100 bilhões por ano com o pagamento de juros, “sem poder sair da pobreza”. Ele disse ainda que a aprovação da reforma vai possibilitar que o País volte a crescer.

Durante seu discurso, Guedes também citou Banco do Brasil e Bank of America (BofA) Merrill Lynch, além de Embraer e Boeing, ao falar sobre oportunidades econômicas envolvendo instituições dos dois países.

O ministro disse ainda que Bolsonaro vai unificar a América Latina com uma economia de mercado, ao contrário da esquerda, “que procurou unificar a América Latina com ideias obsoletas”.

 

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade