O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou nesta segunda-feira (20/4) que o país não aceitará negociar com os Estados Unidos se estiver sob ameaças. Ele afirmou em um comunicado publicado na rede social X que “não aceitamos negociações sob a sombra da ameaça e, nas últimas duas semanas, nos preparamos para revelar novas cartas no campo de batalha”.
Ghalibaf ressaltou que o presidente dos EUA, Donald Trump, tenta transformar as negociações em uma “mesa de rendição” por meio de cerco e violações do cessar-fogo. Segundo ele, as ações militares de Trump buscam justificar uma nova escalada de conflito.
O cessar-fogo temporário entre os dois países deve acabar nesta quarta-feira (22/4). As principais dificuldades para um acordo continuam sendo o programa nuclear iraniano e as garantias de segurança que o Irã exige.
Escalada militar
No domingo (19/4), Trump anunciou que os EUA atacaram e apreenderam um navio cargueiro iraniano chamado Touska, que tentou romper o bloqueio naval americano no Golfo de Omã. O navio tem quase 275 metros de comprimento, comparável ao tamanho de um porta-aviões.
O destróier de mísseis guiados da Marinha dos EUA interceptou a embarcação e ordenou que parasse, mas a tripulação iraniana não obedeceu, o que levou à detenção imediata do navio por parte dos EUA.
Horas após a ação, o Irã prometeu uma “resposta rápida” e classificou o ataque como uma violação do cessar-fogo, denunciando a ação como pirataria. Em reação ao conflito, os preços do petróleo e do gás natural dispararam, com o barril do tipo Brent subindo até 7,9% e o gás natural na Europa aumentando até 11%.
