O Tribunal Regional Federal da 6ª Região aceitou uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra uma organização criminosa que facilitava a migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos desde 2019.
Conhecidos como “coiotes”, termo usado para pessoas ou grupos que, mediante pagamento alto, guiam e transportam imigrantes ilegalmente através de fronteiras, os acusados Renan Martins Mesquita, Helielmo Santos de Jesus e Rogério Martins Alves se tornaram réus e responderão pelos crimes de associação criminosa e promoção de migração ilegal.
Organização e funções dos envolvidos
- Renan Martins Mesquita é identificado como o líder da quadrilha, responsável pela coordenação logística, financeira e operacional.
- Rogério Martins Alves dava apoio logístico e financeiro e participava das cobranças aos emigrantes.
- Helielmo Santos de Jesus cuidava da cobrança das dívidas das viagens, utilizando intimidação e ameaças aos brasileiros que emigravam e aos seus familiares.
O juiz federal Leonardo Araujo de Miranda Fernandes destacou que há evidências consistentes dos crimes, baseadas em um conjunto robusto de informações recolhidas durante o inquérito.
Durante as investigações, foram coletados dados dos aparelhos dos acusados, como comprovantes de transferências internacionais, documentos de emigrantes e mensagens revelando a maneira como o grupo operava. No aparelho de Helielmo foram encontrados indícios de coação, e nos cadernos do Rogério constavam anotações detalhadas sobre nomes, valores e logística da atividade ilícita.
Helielmo Santos de Jesus está preso preventivamente desde 11 de março de 2026, tendo sua prisão mantida pela Justiça.
Com o início da ação penal, os réus foram citados para responder à acusação no prazo de 10 dias. Caso não tenham advogados particulares, o caso será encaminhado à Defensoria Pública da União (DPU).
