Um homem que não é aluno da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) entrou no campus de Ituiutaba, em Minas Gerais, e tentou agredir uma estudante dentro do banheiro.
O caso aconteceu na quinta-feira, dia 21, no Campus Pontal, em Ituiutaba, região do Triângulo Mineiro. A rádio Itatiaia divulgou a situação, que foi confirmada pela UFU.
O suspeito foi preso graças à ajuda da equipe de segurança e de membros da comunidade universitária. “A estudante recebeu ajuda rápida da equipe de vigilância e das pessoas do campus. A Polícia Militar foi chamada imediatamente e prendeu o acusado”, explicou a UFU.
Sarah Ferreira, diretora da União Nacional dos Estudantes, comentou o acontecimento nas redes sociais e pediu mais segurança. “Uma estudante foi puxada para o banheiro por um homem que não estuda na UFU e estava embriagado. Isso mostra a falta de segurança na universidade. Não podemos aceitar isso. Estou denunciando e pedindo ações rápido, levei essa queixa ao MEC e à União Nacional dos Estudantes”, afirmou ela em vídeo.
Posição da UFU
A universidade disse que está acompanhando o caso e dando suporte à estudante. “A UFU expressa apoio à estudante, condena qualquer tipo de violência e reafirma seu compromisso de garantir um ambiente seguro e acolhedor para todos na comunidade universitária. A equipe da universidade está trabalhando para apoiar a estudante e cuidar dos procedimentos necessários com as autoridades”, declarou em comunicado.
Como denunciar violência sexual
Quem sofre violência sexual não precisa registrar um boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde, porém, o exame de corpo de delito só pode ser feito se o boletim existir.
Este exame ajuda a obter provas para o processo judicial e pode ser realizado a qualquer momento após o crime, mas é importante fazê-lo o mais rápido possível para que as provas não desapareçam. Em casos de violência sexual flagrante, o número 190 da Polícia Militar é o indicado para denúncias. Policiais em patrulhamento também podem ser acionados.
O número 180 aceita denúncias, exceto em casos flagrantes, e oferece orientação e encaminhamento para os serviços de acolhimento na cidade da vítima. Também pode ser contatado pelo WhatsApp (61) 99656-5008. Vítimas de estupro podem procurar qualquer hospital com serviço de ginecologia e obstetrícia para receber medicação, atendimento psicológico e, se for o caso legal, interrupção da gravidez. Contudo, nem todos os hospitais oferecem esse atendimento.
