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Guedes descarta risco de dominância fiscal no país

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Embora políticas tenham estabilizado a demanda em meio à crise, o déficit fiscal e os níveis de dívida do país aumentaram

(Cristiano Mariz/Arquivo Abril)

O fato de as três maiores despesas do Brasil estarem sob controle elimina o risco de o país entrar num cenário de dominância fiscal, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, em entrevista nesta quinta-feira. A preocupação dos investidores com o excesso de gastos e o alto endividamento público tem levantado discussões sobre a possibilidade de o país estar caminhando para um quadro em que o Banco Central perderia potência para controlar a inflação.

O país, no entanto, conseguiu desacelerar a “dinâmica explosiva” de gastos com aposentadorias, salários do funcionalismo e juros da dívida pública, afirmou Guedes. “Nosso foco na reforma da Previdência, na derrubada da relação dívida/PIB e em impedir aumentos do funcionalismo foi exatamente para impedir dominância fiscal”, disse o ministro.

O governo do presidente Jair Bolsonaro gastou bilhões em medidas para combater a pandemia, enquanto o Banco Central cortou sua taxa de juros para uma baixa recorde. Embora essas políticas tenham estabilizado a demanda em meio à crise, o déficit fiscal e os níveis de dívida do país aumentaram.

As privatizações e a desalavancagem dos bancos públicos vão ajudar a reduzir a dívida pública, disse Guedes. Em um evento da Bloomberg na semana passada, ele afirmou que o Brasil não aumentaria tanto os gastos públicos se uma segunda onda da Covid-19 acontecer, e acrescentou que o governo vai priorizar a venda de quatro estatais no próximo ano.

Segundo a pesquisa Focus do Banco Central, analistas esperam que a economia contraia cerca de 4,7% este ano, em comparação com as previsões de uma queda de 6,5% no início de julho. Ao mesmo tempo, estima-se que a dívida pública se aproxime de 100% do PIB.

Os riscos fiscais pesam sobre a curva de juros e o câmbio, tanto que o real tem o pior desempenho entre as 16 principais moedas neste ano.

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Ibaneis decreta fechamento de bares e restaurantes às 23h no DF

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A partir desta terça-feira (1º), estabelecimentos devem encerrar atividades às 23h. Anúncio foi feito um dia após Secretaria de Saúde fazer alerta sobre possível 2ª onda do novo coronavírus.

Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), em imagem de arquivo — Foto: Renato Alves/Agência Brasília

O governador Ibaneis Rocha (MDB) publicou, nesta terça-feira (1°), um decreto que restringe o horário de funcionamento de bares e restaurantes do Distrito Federal. Agora, os estabelecimentos devem encerrar as atividades às 23h.

Após flexibilizar as medidas de prevenção do novo coronavírus, essa é a primeira ação do Executivo que retoma restrições. O anúncio foi feito um dia após a Secretaria de Saúde fazer alerta sobre uma possível segunda onda de Covid-19.

“Temos que manter a atenção e evitar o pior”, disse Ibaneis.

Horas antes da publicação do novo decreto, o governador afirmou que as medidas restritivas são necessárias, principalmente, em bares, “onde temos visto uma aglomeração muito grande”. A declaração foi dada durante a assinatura do texto que aprova o projeto urbanístico de regularização da URB 5 do Setor Habitacional Arniqueira.

“Esse final de semana coloquei as equipes do DF Legal para visitarem vários locais e vimos um número elevado de autuações nesses locais [bares]”, disse Ibaneis.

“Ou eles [empresários] partem para nos ajudar nesse trabalho de conscientização, ou, infelizmente ou felizmente, porque tenho que cuidar da saúde da população, vou ter que encerrar o expediente desses locais mais cedo e implementar restrições à quantidade de pessoas.”

 

Okumoto atribui o aumento da taxa de reprodução, que estava abaixo de um, em outubro, ao descumprimento das medidas sanitárias por parte da população, “principalmente dos jovens”.

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GDF prevê regularização de 1,4 mil lotes em Arniqueira

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Projeto urbanístico de parte da região foi aprovado nesta terça-feira (1º). Inicialmente, serão priorizados imóveis da área URB 005.

Setor Habitacional Arniqueiras é a 33ª Região Administrativa do Distrito Federal — Foto: Renato Alves/Agência Brasília

O governador Ibaneis Rocha (MDB) assinou, nesta terça-feira (1º), o decreto que aprova o projeto urbanístico de uma parte da região Arniqueira. Na primeira fase, a Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) prevê regularizar 1.457 lotes por meio de venda direta.

A regularização atende, primeiramente, uma das nove áreas da região, a URB 005. Não há data prevista para o início do processo.

“Damos hoje o primeiro passo da regularização efetiva. Daqui para frente, pela Terracap, vamos fazer licitação das obras necessárias e entregar as escrituras da população”, disse Ibaneis.

A segunda fase deve atender a URB 001, também com data a definir. “Vamos chegar ao final de 2022 com mais da metade dessa cidade regularizada e com equipamentos públicos”, afirmou o governador do DF.

Estrutura

Arniqueira foi oficializada como uma região administrativa em outubro de 2019, e abriga mais de 46 mil moradores. Até então, a área estava integrada a Águas Claras.

Durante a cerimônia de assinatura do decreto, o governador Ibaneis afirmou que estão previstas obras que garantem o acesso aos serviços públicos essenciais na região, entre elas a construção de um restaurante comunitário e uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Segundo Ibaneis, o GDF conta com emendas parlamentares para custear as obras. A estimativa da Terracap é investir R$ 160 milhões em infraestrutura.

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Coronavírus: com 976 novos infectados, DF tem maior número de casos em 24 horas desde setembro

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O Distrito Federal registrou, nesta terça-feira (1º), 976 novos infectados pelo novo coronavírus. Este é o maior número de diagnósticos no intervalo de 24 horas desde 28 de setembro, quando houve 992 contaminados. O total de casos chega a 230.122. Os dados são da Secretaria de Saúde.

De acordo com a pasta, mais nove mortes por Covid-19 foram confirmadas nesta terça. O número é quase o dobro que o registrado na segunda (30), quando houve cinco óbitos. Ao todo, são 3.939 vítimas.

Confira o mapa do coronavírus no DF
Veja o números da pandemia no Brasil
Já o número de diagnósticos nas últimas 24 horas representa alta de 119% comparado ao dia anterior. Na segunda, a pasta confirmou 444 casos.

Segundo a Secretaria de Saúde, desde o início da pandemia, 219.081 pessoas que contraíram o vírus se recuperaram. O número equivale a 95,2% do total de infectados.

Vidas perdidas

Entre as vítimas, 3.620 eram moradores do Distrito Federal. As 319 restantes vieram de outras unidades da federação para buscar atendimento, principalmente do Entorno do DF.

De acordo com a Secretaria de Saúde, nenhum dos óbitos confirmados nesta terça ocorreu na mesma data. As vítimas faleceram nos seguintes dias:

  • 21 de outubro: 1
  • 1 de novembro: 1
  • 14 de novembro: 1
  • 23 de novembro: 1
  • 26 de novembro: 2
  • 28 de novembro: 1
  • 29 de novembro: 1
  • 30 de novembro: 1

Veja perfil das vítimas confirmadas nesta terça:

Faixa etária

  • 60 a 69: 3
  • 70 a 79: 1
  • 80 ou mais: 5

Residência

  • Águas Claras: 1
  • Planaltina: 1
  • Plano Piloto: 1
  • Sol Nascente: 2
  • Taguatinga: 2
  • Vicente Pires: 1
  • Entorno do DF: 1

Casos por região

Ceilândia é a região com maior número de casos e mortes pela Covid-19 no DF. Até esta terça, eram 27.427 infectados e 714 óbitos.

Em seguida, aparece Taguatinga, que soma 18.935 notificações da doença e 406 mortes. O terceiro lugar no total de registros é ocupado pelo Plano Piloto, com 19.456 infectados e 274 óbitos.

Casos da Covid-19 no Distrito Federal em 1º de dezembro  — Foto: SES-DF/Reprodução

Casos da Covid-19 no Distrito Federal em 1º de dezembro — Foto: SES-DF/Reprodução

 

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Cobrança do documento para carros com finais 6, 7 e 8 começa no DF

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Quem conduz sem os documentos necessários pode ser multado em R$ 293,47, perder sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e ter o veículo recolhido

(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)

Fiscais do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) vão exigir, a partir de hoje, o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV 2020) de motoristas cujos carros tenham placas terminadas em 6, 7 e 8. De acordo com o último levantamento feito pelo órgão, menos da metade da frota de veículos da capital está com a documentação em dia. Até a última quarta-feira (25), 866.647 veículos foram licenciados no DF, o correspondente a 46% dos 1,8 milhão de veículos em circulação.

Quem conduz sem os documentos necessários pode ser multado em R$ 293,47, perder sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e ter o veículo recolhido. Nas últimas semanas, o Detran iniciou as fiscalizações para cobrar o licenciamento para automóveis com placas terminadas em 1, 2, 3, 4, e 5. A exigência em relação a placas com fim 9 ou 0 começa em 1º de janeiro.

Para obter o documento de 2020, o proprietário deve pagar o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o seguro obrigatório (DPVAT), a taxa de licenciamento e eventuais multas pendentes. Para emitir os boletos, é necessário acessar o portal do Detran (http://www.detran.df.gov.br/) ou o aplicativo da autarquia. Nesses canais, também é possível obter o CRLV eletrônico. O documento pode, ainda, ser acessado pelo aplicativo Carteira Digital, do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

 

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Coronavírus: com alta na taxa de transmissão no DF, governo alerta para 2ª onda

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Secretaria de Saúde não descarta retomada de medidas restritivas. Pasta diz que reprodução do vírus está em 1,3 na capital, ou seja, ou seja,100 pessoas podem contaminar 130.

Secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, em imagem de arquivo — Foto: Renato Araújo / Agência Brasília

O aumento na taxa de transmissão do novo coronavírus preocupa as autoridades do Distrito Federal. Em entrevista coletiva à imprensa, nesta segunda-feira (30), no Palácio do Buriti, o Secretário de Saúde, Osnei Okumoto, informou que a pasta trabalha com a possibilidade de uma segunda onda da Covid-19.

De acordo com o chefe da pasta, o nível de reprodução do novo coronavírus está em 1,3 no Distrito Federal, ou seja, 100 pessoas podem contaminar 130. Quando esse índice está acima de um, significa que a pandemia está em crescimento.

Okumoto atribui o aumento da taxa de reprodução, que estava abaixo de um, em outubro, ao descumprimento das medidas sanitárias por parte da população, “principalmente dos jovens”.

“A gente observou um relaxamento por parte da população. Uma grande quantidade de pessoas se utilizando de casas noturnas, como bares, sem utilização de máscaras, muitas vezes compartilhando copos e, também, a utilização de narguilé, que é o uso do fumo coletivamente.”

O secretário disse ainda que, nesta segunda-feira, vai se reunir com entidades ligadas ao comércio para que sejam reforçadas as orientações sanitárias.

“Vamos conversar com a Fecomércio e com os sindicatos para que a gente possa fazer uma mobilização muito grande, para que tenhamos Natal e Ano Novo muito mais confortáveis do que estamos tendo nesse momento, com essa taxa de transmissão”, disse o secretário.

“Considerar o início de uma segunda onda é em decorrência desse índice. Estamos iniciando esse processo do que a gente tem que evitar, através de ações [preventivas].”

Segunda onda

O secretário explicou que, para que o Executivo considere uma segunda onda do novo coronavírus, três aspectos são observados. Um deles é a taxa de transmissão. Os outros são a quantidade de óbitos e de pessoas internadas. “A gente não tem observado dois desses itens”, disse.

“Estaremos conversando com o comércio para que as medidas de proteção sejam exigidas da população, dos funcionários dos donos. Caso não haja essa diminuição, medidas serão tomadas”, frisou.

Vacina

O secretário informou que, no momento, a prioridade é a chegada da vacina. De acordo com ele, cada fabricante vai disponibilizar as imunizações. As doses deverão ser tomadas em etapas, com calendário ainda a ser estabelecido.

Okumoto explicou que as ações relacionadas à vacina, como decidir os grupos prioritários, serão decididas pelo Ministério da Saúde. O chefe da pasta ainda frisou que o governo federal começa a preparar insumos e tem 1 milhão de seringas guardadas. “Também estamos fazendo aquisições”, disse.

Questionado sobre a obrigatoriedade da vacina, Okumoto disse que as pessoas podem se negar a se imunizar. Ele ressaltou que há um movimento antivacina e que o papel da pasta é desmistificar esse assunto.

O secretário também esclareceu que laboratórios particulares poderão adquirir os imunizantes e disponibilizar à população. “Aqueles que não quiserem esperar, poderão ir a esses locais”, comentou.

Monitoramento
A secretaria também anunciou que vai iniciar um “inquérito epidemiológico” para aumentar o monitoramento da Covid-19 no Distrito Federal. Técnicos da pasta vão a todas as regiões administrativas para testar a população.

De acordo com o secretário, 230 endereços serão sorteados em cada região para que sejam feitos exames dos moradores e a checagem de contaminação. Caso não tenha nenhum morador no momento com mais de 18 anos, a casa vizinha será avaliada.

Secretaria de Saúde vai testar moradores para avaliar risco de segunda onda no DF
A pesquisa, que deve começar na quarta-feira (2), é uma maneira de identificar possíveis riscos de uma segunda onda da Covid-19. Além disso, poderá indicar se a região precisa outras medidas para conter o avanço da doença.

Hospital de campanha de Ceilândia
A previsão da Secretaria de Saúde é de que o hospital de campanha de Ceilândia comece a receber pacientes até a segunda quinzena de dezembro. Representantes da pasta informaram que estabelecer prazos é difícil, porque, na Administração Pública, os processos, como contratação, são lentos.

A obra do hospital de campanha para casos de Covid-19 em Ceilândia foi entregue nesta sexta-feira (27). A conclusão da construção ocorre quase seis meses após o anúncio e quase nove meses desde o primeiro caso confirmado de Covid-19 na capital, em março.

‘Preparados’ para a segunda onda
Em 18 de novembro, o governador Ibaneis Rocha (MDB) comentou a possibilidade de uma segunda onda de contágio pelo novo coronavírus no Distrito Federal. De acordo com o chefe do Executivo local, o governo está “preparado” para a possibilidade.

“Nós estamos preparados, sim, para uma segunda onda se ela vier. Rezamos muito para que a vacina chegue, de onde quer que ela venha, seja da Rússia, dos Estados Unidos, ou da própria China, onde surgiu o vírus. Mas, nós estamos preparados para uma segunda onda caso ela venha, e nós tratamos desse assunto semanalmente com o secretário da Saúde, o Osnei [Okumoto], exatamente para ficarmos prontos.”

A declaração ocorreu em almoço da Liga dos Empresários do DF (Lide-DF). De acordo com o governador, caso haja um novo aumento de casos da Covid-19, o GDF não deve determinar um fechamento geral do comércio, como ocorreu no início da pandemia.

“Por que queremos ficar prontos? Para não passarmos por aquele momento de fechamento que tivemos aqui no momento inicial. Nós precisamos ter a condição de atender a população sem precisar fechar novamente o nosso comércio, sem fechar nossas indústrias, e eu tenho certeza que isso se faz hoje com muito mais tranquilidade”, afirmou.

 

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Com derrota do PT e aliados de Bolsonaro, eleição aponta despolarização

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Resultado das urnas mostra a resiliência do sistema democrático, apesar das ameaças de retrocesso autoritário. Pleito impõe derrota ao PT, que não obteve prefeitura de nenhuma capital, e dificulta reeleição de Bolsonaro. MDB sai fortalecido

(crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR)

Um balanço do segundo turno das eleições municipais não altera as tendências apontadas pelo primeiro: houve uma despolarização política, que mostra a resiliência do sistema democrático brasileiro, apesar das ameaças de retrocesso autoritário observadas em alguns momentos recentes da vida nacional. Destaque para o fato de que a apuração dos pleitos não teve os atrasos do primeiro turno, o que enfraquece as críticas ao sistema de urnas eletrônicas, protagonizadas pelo presidente Jair Bolsonaro. Os partidos de centro-esquerda e centro-direita saíram fortalecidos: MDB, PSDB, DEM e PP, principalmente, somando novas capitais ao bom resultado obtido no primeiro turno.

Grande derrotado no primeiro turno, o presidente Jair Bolsonaro não conseguiu se recuperar no segundo, apesar da vitória de alguns poucos aliados, como Delegado Pazolini (Republicanos), em Vitória. Seus aliados mais importantes, Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio de Janeiro, e Capitão Wagner (Pros), em Fortaleza, perderam. Engana-se, porém, quem imagina que o chefe do Executivo virou um pato manco. Tendo o governo federal sob seu controle, ele pode mitigar essas derrotas. E continuar sendo o mais forte candidato a uma vaga no segundo turno das eleições de 2022.

 

Ilustração

Ilustração (foto: Editoria de ilustração)

A reeleição líquida e certa de Bolsonaro, porém, foi o sonho de uma noite de verão. Teria de fazer tudo certo e contar com muita sorte até lá, o que não é muito provável, por causa do histórico de trapalhadas na Presidência e porque as circunstâncias (crise sanitária, volta da inflação, desemprego em massa) ainda são muito desfavoráveis para o seu governo. De qualquer forma, são potenciais aliados de Bolsonaro os prefeitos eleitos em Rio Branco, Tião Bocalom (PP); Manaus, David Almeida (Avante); João Pessoa, Cícero Lucena (PP); Belo Horizonte, Alexandre Kali (PSD); e Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). Sem partido, Bolsonaro é assediado pela cúpula do PP para que dispute a reeleição pela legenda; já o PSD pode derivar em direção à oposição.

A esquerda

No outro extremo do espectro político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sai enfraquecido do segundo turno, que não confirmou a tendência de recuperação apontada no primeiro. As derrotas de Marília Arraes, no Recife, e de João Coser, em Vitória, deixaram o partido sem nenhuma prefeitura de capital. Além disso, a emergência da liderança de Guilherme Boulos, na disputa de segundo turno em São Paulo, e a vitória de Edmilson Rodrigues, em Belém — ambos do PSol —, quebram o hegemonismo do PT no campo da esquerda.

O triunfo de João Campos (PSB), no Recife, em eleição disputadíssima, na qual a hegemonia do clã Arraes esteve ameaçada, deixará sequelas para o relacionamento do PSB com o PT. O maior ponto de contato entre os dois partidos foi o apoio do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, ao candidato do PT em Vitória, mas a derrota do petista João Coser inviabiliza esse eixo de aliança. Sem um nome próprio para disputar a Presidência, o PSB deriva na direção de Ciro Gomes, o pré-candidato do PDT, um dos grandes vitoriosos do segundo turno no campo da esquerda. Venceu em Fortaleza, com Sarto Nogueira, e em Aracaju, com Edvaldo Nogueira. Em ambas as capitais, sinaliza o sistema de alianças que pretende construir para sua candidatura, mais amplo do que o do PT, que está perdendo espaço, também, para o PSol.

O centro

Já o MDB obteve um resultado espetacular no segundo turno, elegendo Arthur Henrique, em Boa Vista; Emanuel Pinheiro, Cuiabá; Maguito Vilela, Goiânia; Sebastião Melo, Porto Alegre e Dr. Pessoa, Teresina. Com isso, em número de prefeituras, ultrapassa o DEM e o PSDB, que elegeram quatro prefeitos de capital, cada uma. O MDB ainda é o fiel da balança no Congresso, mas não tem um projeto próprio para a Presidência. Em contrapartida, pela projeção estratégica, as vitórias de Bruno Covas, em São Paulo, e Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, desequilibram o jogo a favor do PSDB e do DEM, respectivamente.

O PSDB venceu, também, em Natal, com Álvaro Dias; em Palmas, com Cinthia Ribeiro; e Porto Velho, com Hilton Chaves. A manutenção da Prefeitura de São Paulo, porém, por causa de sua importância, fortalece a candidatura do governador tucano João Doria à Presidência. Já a vitória de Eduardo Paes, na Prefeitura do Rio de Janeiro, coroa um desempenho excepcional do DEM que, no primeiro turno das eleições, conquistou as prefeituras de Florianópolis, com Gean Loureiro; Curitiba, Rafael Greca; e Salvador, Bruno Reis. A cúpula da legenda namora a candidatura à Presidência do apresentador Luciano Huck, cuja filiação à legenda disputa com o Cidadania.

Eleitos no 1º turno

Belo Horizonte
Alexandre Kalil (PSD) 63,36%

Salvador
Bruno Reis (DEM) 64,20%

Natal
Álvaro Dias (PSDB) 56,58%

Campo Grande
Marquinhos Trad (PSD) 52,58%

Florianópolis
Gean Loureiro (DEM) 53,46%

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

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