Ricardo Cappelli, que foi responsável pela segurança pública no Distrito Federal após os eventos de 8 de janeiro de 2023 e agora é pré-candidato ao governo local, falou sobre suas ideias para mudar a política da capital. Ele tem 26 anos de experiência em gestão pública e já ocupou vários cargos, incluindo secretário municipal, estadual, nacional e executivo. Embora tenha nascido no Rio de Janeiro, está em Brasília há 23 anos e quer fazer a cidade voltar a ser um lugar de sonhos e progresso.
Cappelli escreveu um livro chamado O 8 de Janeiro que o Brasil não Viu, onde conta como foi a intervenção federal na segurança para proteger a democracia durante uma crise difícil. Ele contou que negociou com os militares para desmontar um acampamento sem violência, protegendo a polícia responsável e evitando conflitos. Recebeu reconhecimentos importantes das corporações policiais pela sua postura firme e equilibrada.
Ele acredita que a segurança no Distrito Federal precisa de mais policiais nas ruas, retomada de patrulhas antigas e combate à grilagem de terras, que atrapalha o planejamento urbano. Também destaca o grave problema do feminicídio e a grande quantidade de pessoas em situação de rua, que afetam a sensação de segurança. Propõe ações que vão além do acolhimento para ajudar essas pessoas a saírem dessa condição.
Sobre os ataques que o chamam de forasteiro, Cappelli afirma que é verdade, pois nunca participou da política tradicional local. Ele conhece o Distrito Federal visitando casas de moradores em diferentes regiões, convivendo com pessoas de várias partes do Brasil, e quer mostrar que a cidade pertence a todos os brasileiros, sem espaço para preconceitos.
Quanto ao escândalo do Banco de Brasília (BRB), Cappelli foi um dos primeiros a denunciar os desvios de dinheiro e fraudes que prejudicaram o banco público. Ele critica o atual governo por tentar fazer o povo pagar por essas falhas e quer recuperar os valores desviados, reestruturar o banco e mudar sua forma de gestão para que volte a apoiar principalmente pequenos e médios empresários locais.
Na política, ele conversa com diferentes partidos como PDT, PT, PSol, PSDB e Solidariedade para formar alianças amplas, acreditando que só a esquerda sozinha não vencerá a eleição. Quanto ao vice, busca alguém que ajude a ampliar o apoio, incluindo setores do centro e centro-direita que não apoiam o governo atual. Ele deseja uma chapa forte e representativa para governar o Distrito Federal.
