Italo Nogueira e Artur Búrigo
Rio de Janeiro, RJ e Belo Horizonte, MG (FolhaPress) – A aposentada Jeane Canivello, de 62 anos, comentou que helicópteros costumam voar muito próximos uns dos outros na região do Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, onde um acidente entre duas aeronaves resultou na morte de seis pessoas neste domingo (14).
“Gostaria que as autoridades prestassem atenção, pois há muitas casas e moradores nessa área. Os helicópteros poderiam ter caído em um prédio aqui”, declarou ela em frente ao local do acidente.
Segundo Jeane, o movimento de aeronaves é intenso na região. “O tempo todo passa um helicóptero para cá e para lá, e eles voam muito próximos uns dos outros. Ontem mesmo, antes do acidente, dois passaram quase juntos”, relatou.
Jeane, que mora próximo ao local, relatou ter ouvido uma explosão no momento do acidente na manhã de domingo. Inicialmente pensou que o som fosse causado por uma batida com um caminhão.
“Achei estranho o barulho em casa. Quando fui ver, havia uma fumaça preta, mas como é comum acontecer queimadas por aqui, não imaginei que fosse um acidente. Só depois fiquei sabendo da tragédia”, contou.
A colisão aconteceu na Avenida das Américas. Os dois helicópteros caíram no pátio de uma concessionária de veículos da BYD.
As seis vítimas eram todas tripulantes das aeronaves. Cinco estavam em um helicóptero que seguia para Angra dos Reis e havia acabado de decolar. O outro helicóptero partiu do aeroporto Santos Dumont e tinha apenas o piloto a bordo, que seguia para a região serrana.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma das aeronaves colidiu contra cerca de 20 veículos no local. Peças das aeronaves foram encontradas a centenas de metros do local da queda.
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados para apurar as causas do acidente.
