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terça-feira, 23/06/2026

GDF avança em nova gestão fiscal e resultados positivos já aparecem

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O Governo do Distrito Federal (GDF) inicia uma nova fase em sua política fiscal que já demonstra avanços significativos. Desde abril de 2026, a Secretaria de Economia do DF (Seec-DF) tem implementado uma série de ações estratégicas para melhorar a qualidade dos gastos públicos e aumentar a arrecadação de maneira eficiente.

Segundo o subsecretário do Tesouro do DF, Luiz Barreto, a meta não é apenas ampliar o volume arrecadado, mas garantir que estes recursos se convertam em serviços públicos melhores para a população. Ele destacou em palestra recente na 68ª reunião da Comissão de Gestão Fazendária (Cogef) diversos indicadores de progresso.

Os dados mostram que houve uma melhor harmonia entre receitas e despesas. Enquanto em janeiro de 2026 a diferença entre o que entrou no caixa e o que foi empenhado registrava um déficit de 61,7%, em abril já foi possível observar um saldo positivo de 3,5%. Essa mudança reflete o esforço para controlar gastos e otimizar a arrecadação.

Para ampliar ainda mais a arrecadação de forma sustentável, a Seec-DF lançou uma carteira estratégica com 18 iniciativas em andamento, com potencial para gerar até R$ 4 bilhões anuais. Entre as principais frentes estão o combate à fraude fiscal, apoio ao Legislativo para ajustar tributos, investimentos em tecnologia, como Data Lakes e inteligência artificial preditiva, além da capacitação do pessoal para auditoria e inteligência fiscal.

Luiz Barreto também ressaltou que a previsão é um incremento de R$ 1,45 bilhão já em 2026, com uso de automação e malhas fiscais; R$ 1,27 bilhão em 2027, devido a revisões normativas e legislativas; e R$ 1,30 bilhão a partir de 2028, via conformidade e monitoramento contínuo.

As mudanças foram formalizadas por dois decretos governamentais, propostos pela governadora Celina Leão e pelo secretário de Economia, Valdivino de Oliveira. Dentre as medidas, estão revisão e renegociação de contratos, controle rigoroso das despesas e a centralização da programação orçamentária e financeira, inclusive com liberação de recursos condicionada ao fluxo de caixa.

Outro ponto importante é o uso do Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo), que consolida todas as informações financeiras e orçamentárias da administração pública do Distrito Federal, garantindo maior transparência e controle.

Com essas ações de fortalecimento da governança fiscal, o GDF projeta uma melhora na sua Capacidade de Pagamento, subindo da classificação C para B em curto prazo, avançando para A e eventualmente alcançando a nota máxima A+. Esse progresso abrirá caminho para maior autonomia e desenvolvimento sustentável das finanças públicas.

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