O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) fechou o ano de 2025 com um patrimônio de aproximadamente R$ 123 bilhões. No entanto, o fundo registrou um déficit de R$ 17,1 bilhões devido aos impactos da falência do Banco Master, o maior caso já enfrentado pelo FGC.
Este prejuízo ocorre pela necessidade de mobilizar grandes recursos para proteger os investidores e correntistas afetados pela liquidação das instituições ligadas ao grupo. Estima-se que o rombo causado pelo caso Master seja da ordem de R$ 52 bilhões, o que exigiu desembolsos importantes em 2025 e deve continuar em 2026.
Somente no ano de 2026, o FGC reservou mais R$ 11,2 bilhões para cobrir perdas relacionadas à liquidação da Will Financeira em janeiro e do Banco Pleno em fevereiro, conforme divulgado no Relatório Anual de 2025.
Detalhes da crise
O Banco Central liquidou o Banco Master em novembro de 2025 após detectar problemas graves na instituição, que usava estratégias agressivas de captação e prometia alta rentabilidade, mas enfrentava dificuldades de liquidez e suspeitas de irregularidades.
O FGC foi acionado para garantir os depósitos dentro do limite legal, provocando o maior desembolso já feito pelo fundo no Brasil. Antes da falência, o fundo tentou ajudar o grupo com assistência financeira para evitar uma crise maior, mas a situação piorou e causou a intervenção necessária.
Apesar do déficit, o fundo mantém um patrimônio sólido, suportado pelas contribuições dos bancos associados. Ele funciona como uma seguradora para depósitos e investimentos, protegendo até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de quebra bancária.
Este episódio gerou mudanças nas regras do mercado financeiro e aumentou os custos das instituições que financiam o FGC, que já precisaram fazer aportes bilionários para recompor o fundo após os pagamentos aos credores.
