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segunda-feira, 01/06/2026

Fazenda prevê queda dos juros para ajudar PIB no final do ano

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O Ministério da Fazenda acredita que a redução dos juros ainda neste ano pode impulsionar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre. Porém, o cenário atual é marcado por instabilidade, especialmente devido ao conflito no Oriente Médio. Além disso, o Banco Central, que tem o poder de cortar as taxas de juros, não indicou mudanças nesse sentido até o momento.

Essa expectativa de queda nos juros consta em uma nota técnica da Secretaria de Política Econômica (SPE) da Fazenda, divulgada logo após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar o crescimento de 1,1% no PIB do primeiro trimestre de 2026.

Entendendo o PIB

  • O Produto Interno Bruto representa o valor total dos bens e serviços produzidos pelo país em um ano, com divulgação feita a cada trimestre pelo IBGE.
  • Quando o PIB cresce, significa que a economia está se desenvolvendo; quando cai, indica retração econômica.
  • Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%, um pouco acima do crescimento de 3,2% registrado em 2023.

Os setores da economia apresentaram desempenhos variados no primeiro trimestre de 2026, refletindo as diferentes forças que atuam no momento.

A maioria dos economistas esperava um crescimento mais forte para o primeiro trimestre, mas já antecipava que os trimestres seguintes teriam aumentos mais modestos, conforme apontado pelo Banco Central no Relatório de Política Monetária de março.

Previsões para o ano

Após os resultados recentes, o Ministério da Fazenda mantém sua previsão de crescimento do PIB em 2,3% para 2026. Entretanto, o mercado financeiro adota uma postura mais cautelosa, e o Boletim Focus indicou uma previsão menor de 1,89% de crescimento.

Instituições como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Banco Central também apresentam projeções moderadas, prevendo crescimento por volta de 1,6% para o ano.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) apresenta uma projeção um pouco mais otimista, de 1,9%, o que, se confirmado, pode recolocar o Brasil entre as dez maiores economias do mundo.

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