Nossa rede

Mundo

EUA dão sinal verde para Eduardo Bolsonaro assumir embaixada

Publicado

dia

Agora, o presidente Jair Bolsonaro poderá formalizar a indicação no Diário Oficial da União e encaminhar o nome ao Senado

Eduardo Bolsonaro: Itamaraty recebeu o aval oficial dos EUA para que o deputado seja embaixador (Alan Santos/PR/Flickr)

Brasília — O Ministério das Relações Exteriores recebeu o aval oficial dos Estados Unidos para que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, seja embaixador do Brasil em Washington, o posto mais importante da diplomacia brasileira.

A assessoria do Itamaraty confirmou que o ministério recebeu a resposta dos EUA ao chamado pedido de “agrément” do governo brasileiro.

Agora, o presidente Jair Bolsonaro poderá formalizar a indicação no Diário Oficial da União (DOU) e encaminhar o nome ao Senado, que precisa aprovar Eduardo Bolsonaro para a embaixada.

Bolsonaro já disse que só estava esperando a resposta dos Estados Unidos para encaminhar o nome do filho ao senadores.

Elogios e riscos

Na viagem de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro, apesar de não ter funções oficiais na administração federal, ajudou a preparar a visita do pai.

Durante o encontro com Donald Trump na Casa Branca, foi o único a ficar no Salão Oval durante o encontro privado dos dois presidentes, a convite de Trump.

Recentemente, o presidente norte-americano, ao ser questionado pela imprensa brasileira sobre a possibilidade de Eduardo ser o embaixador brasileiro em Washington, disse que o deputado era um jovem “excepcional”.

Os elogios de Trump são uma das justificativas de Bolsonaro para a indicação do filho, sob a alegação da sua proximidade com a Casa Branca.

Essa proximidade, no entanto, tem o lado inverso: a identificação de Eduardo com os Trump faz torcer o nariz o Partido Democrata, que hoje controla a Câmara dos Deputados, por onde passam diversos interesses brasileiros.

Inexperiência

Ao defender a indicação do filho, o presidente destaca o fato de Eduardo ser o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e falar inglês e espanhol.

Desde a campanha, o deputado tem se dedicado à área internacional, fez contatos no exterior e virou amigo de Steve Bannon, o ex-assessor de Trump conhecido pelas posições de extrema-direita. Sua experiência na diplomacia, no entanto, é nula.

Formado em direito, escrivão da Polícia Federal, deputado federal mais votado da história, Eduardo, aos 35 anos, completou a idade mínima para ser embaixador no último mês de julho.

No dia seguinte foi anunciado ao cargo pelo pai — em mais uma gafe do atual governo, que revelou a indicação antes mesmo que tivesse sido enviado o pedido de agrément, um documento diplomático que costuma ser classificado como ultrassecreto para não constranger o país anfitrião.

Ao defender sua própria indicação, Eduardo virou piada por ter contado, ao destacar sua experiência internacional, que morou nos Estados Unidos e “fritou hambúrguer”.

Posto vago

A vaga de embaixador nos EUA está aberta desde abril, quando Sergio Amaral, que está no Itamaraty desde 1971, foi transferido de volta para Brasília.

A hipótese da nomeação de Eduardo já era discutida na embaixada em Washington, segundo uma fonte do Itamaraty, mas a principal aposta era que o escolhido seria Nestor Forster.

Ligado a Olavo de Carvalho, considerado guru do bolsonarismo, o embaixador Foster foi promovido recentemente e já está em Washington.

Uma hipótese é que o nome de Eduardo tenha sido colocado na imprensa para testar a reação e que mesmo que ele seja nomeado, Nestor permaneça como uma espécie de “número dois” para orientá-lo.

O fato do posto ter permanecido vago desde abril era visto com estranheza pelo Itamaraty justamente por ser um momento de aproximação entre os dois países.

O presidente Bolsonaro já visitou os EUA duas vezes em pouco mais de seis meses de mandato e o alinhamento com o país é com Trump é uma das marcas de sua política externa.

Eduardo está em seu segundo mandato como deputado federal, tendo sido o mais votado do país na última eleição, e é presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara.

Comentário

Mundo

Brexit: Reino Unido e UE concordam em intensificar a busca por um acordo

Publicado

dia

Com menos de sete semanas faltando para o Brexit, ainda não há certezas sobre os rumos da saída do Reino Unido da União Europeia

Brexit: Boris Johnson e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker se reuniram nesta segunda (16) (Stefan Rousseau – PA Images/Getty Images)

São Paulo – O primeiro-ministro britânico Boris Johnson e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, concordaram nesta segunda-feira sobre a necessidade de intensificar os contatos em busca de um acordo de divórcio faltando 45 dias para o Brexit, informou Downing Street.

“Os líderes concordaram que as discussões devem se intensificar e as reuniões diárias serão realizadas em breve”, de acordo com um comunicado divulgado no final da reunião no Luxemburgo.

Os contatos devem ocorrer no nível político entre os dois chefes das negociações e as negociações entre Juncker e Johnson continuarão, afirma o texto.

Antes, a Comissão Europeia afirmou que o Reino Unido ainda não apresentou alternativas viáveis aos termos atuais do contrato de divórcio fechado em novembro com a UE.

“O presidente Juncker lembrou que é responsabilidade do Reino Unido apresentar soluções legalmente operacionais compatíveis com o acordo de retirada. Essas propostas ainda não foram feitas”, afirmou o executivo da comunidade em comunicado.

 

Ver mais

Mundo

Indonésia investiga dezenas de empresas suspeitas de provocar incêndios

Publicado

dia

Mais de 9 mil soldados dos bombeiros tentam combater os incêndios, que dispararam desde o início do mês e provocaram o cancelamento de voos na Indonésia

Indonésia: um terço dos focos de calor estão em concessões de óleo de palma (17%), fábricas de papel (11%) ou madeira (3%) (Antara Foto/Bayu Pratama S/Reuters)

Jacarta — Mais de 30 empresas das ilhas de Sumatra e Bornéu estão sendo investigadas pelas autoridades da Indonésia como suspeitas de provocar parte dos graves incêndios sofridos pelo arquipélago asiático há meses, informaram fontes oficiais nesta segunda-feira.

Os terrenos das companhias foram isolados pela polícia e as empresas podem enfrentar processos legais, disse à Agência Efe, o porta-voz do Ministério do Meio Ambiente, Djati Witjaksono Hadi.

Entre as companhias investigadas estão quatro subsidiárias de empresas malaias e uma de Singapura que administra plantações de óleo de palma, um setor responsável por grande parte do desmatamento na Indonésia.

O porta-voz não deu mais detalhes sobre a identidade das empresas ou as acusações que poderiam ser movidas contra elas.

Os incêndios na Indonésia, que começaram no início da estação seca em junho e pioraram este mês, causaram uma crise ambiental, sanitária e diplomática, já que a fumaça se espalhou para Malásia e Singapura.

As nuvens de fumaça causaram o atraso e o cancelamento de centenas de voos este mês, o fechamento de escolas em Sumatra e Bornéu e pioraram até piorar o nível de insalubridade da qualidade do ar em Singapura e Malásia, cujos governos pediram à Indonésia que tome medidas a respeito.

Das milhares de fontes de calor detectadas por satélite, cujo número disparou desde o início do mês, quase um terço está em concessões de óleo de palma (17%), fábricas de papel (11%) ou madeira (3%), como indicado hoje pela Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB, sigla em indonésio).

Mais de 9 mil soldados dos bombeiros e outras agências indonésias combatem os incêndios, especialmente graves na região central e norte de Sumatra e no centro e oeste de Bornéu, onde as autoridades onde as autoridades da Malásia e da Indonésia também tentam provocar chuvas descarregando compostos químicos nas nuvens.

As autoridades indonésias calcularam que, até agosto, que 320 mil hectares foram calcinados e 39% das fontes de calor atuais estão localizadas em turfeiras, um solo rico em carbono cuja queima tem um enorme impacto nas emissões de CO2 e o aquecimento global.

 

Ver mais

Mundo

Coalizão árabe diz que ataque na Arábia Saudita não foi lançado do Iêmen

Publicado

dia

A coalizão árabe afirmou que as evidências indicam que as armas utilizadas no ataque contra duas refinarias na Arábia Saudita são iranianas

Arábia Saudita: ataque com drones atingiu duas refinarias da petroleira saudita no final de semana (Stringer/Reuters)

Riad — O porta-voz da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, Turki al-Maliki, informou nesta segunda-feira que, de acordo com as investigações preliminares, os ataques cometidos no sábado contra duas refinarias da petroleira saudita Aramco não foram lançados do Iêmen, embora os rebeldes houthis tenham reivindicado a autoria da ofensiva.

“Como informação preliminar, o ataque não foi lançado do território iemenita, como haviam reivindicado os houthis, já que eles são instrumentos nas mãos da Guarda Revolucionária iraniana para cumprirem a agenda do Irã”, afirmou o porta-voz em entrevista coletiva em Riad.

“As investigações com as entidades competentes seguem em andamento, mas as evidências e indícios apontam que são armas iranianas”, disse o representante da coalizão, que acusou o Irã de estar por trás do “covarde ato terrorista”.

Maliki não deu mais detalhes sobre os ataques. Segundo ele, os resultados definitivos “serão anunciados assim que terminarem as investigações e as armas serão expostas à imprensa”.

“Estamos trabalhando para precisar o lugar de lançamento da operação”, detalhou Maliki, acrescentando que os ataques não tiveram como alvo somente a economia saudita, “mas a segurança econômica mundial”.

Os rebeldes houthis reivindicaram o ataque de sábado, cometido com dez drones contra duas refinarias da Aramco no noroeste da Arábia Saudita. No entanto, Estados Unidos e o governo do Iêmen acusaram o Irã.

A ofensiva provocou um corte de praticamente metade da produção da maior petroleira do mundo, afetando bolsas de valores e preços do petróleo ao redor do planeta.

Apesar da reivindicação dos houthis, surgiram especulações de que esses ataques poderiam ter sido lançados do Iraque, onde há milícias xiitas respaldadas pelo Irã, o que Bagdá negou no domingo.

O primeiro-ministro iraquiano, Adil Abdul-Mahdi, declarou em conversa por telefone com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, que o Iraque não permite que o seu território seja utilizado contra países vizinhos.

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade