24.5 C
Brasília
quarta-feira, 13/05/2026

Doméstica grávida sofre violência e pede justiça

Brasília
céu limpo
24.5 ° C
26.1 °
24.5 °
57 %
3.6kmh
0 %
qua
25 °
qui
28 °
sex
28 °
sáb
28 °
dom
29 °

Em Brasília

Samara Regina, doméstica grávida de seis meses, foi vítima de agressões na casa de sua patroa, Carolina Sthela, no Maranhão. Acusada injustamente de furto, Samara passou por momentos de tortura física e psicológica. Ela relatou que, durante as agressões, sofreu coronhadas desferidas por um policial militar e tapas da empregadora.

Apesar do trauma, Samara afirmou que o bebê está saudável e passou por todos os exames necessários. Ela destacou seu sofrimento com crises de ansiedade e nervosismo devido ao ocorrido, mas mantém a esperança de que a justiça seja feita.

Detalhes do caso

  • O caso ocorreu em 17 de abril na residência de Carolina, quando a empresária acusou Samara de ter roubado um anel;
  • Samara foi obrigada a se ajoelhar enquanto sofria agressões do policial militar Michael Bruno e de Carolina;
  • A jovem de 19 anos aceitou um contrato de trabalho temporário para pagar o enxoval do bebê;
  • Após as agressões, a vítima conseguiu fugir e buscar ajuda em uma vizinhança;
  • Carolina Sthela foi presa preventivamente em Teresina, no Piauí, em 7 de maio.

Samara acredita que o crime foi premeditado. No dia da tortura, Carolina havia pedido para que ela organizasse áreas da casa pois receberia uma visita: Michael Bruno, o policial que a agrediu.

Durante a busca pelo anel, Samara foi agredida no quarto da patroa. Quando finalmente encontrou o objeto em um cesto de roupas sujas, a violência contra ela aumentou, colocando em risco sua integridade e a do bebê.

Histórico da agressora

Carolina Sthela já havia cometido agressões contra outras empregadas domésticas e foi condenada em 2024 por calúnia ao acusar uma babá de roubo. Naquela ocasião, cumpriu prestação de serviços à comunidade e foi obrigada a indenizar a vítima em R$ 4 mil.

Carolina e o policial que participou das agressões permanecem presos no Maranhão. A investigação conduzida pela polícia civil está tratando o caso como tortura e lesão corporal gravíssima, com risco de aborto.

Veja Também