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segunda-feira, 20/07/2026

dólar mantém estabilidade com tensão crescente no conflito no irã

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O dólar iniciou o dia praticamente estável na quarta-feira (8), enquanto investidores monitoram o aumento das tensões no Oriente Médio, após novos confrontos entre os Estados Unidos e o Irã, envolvendo aliados americanos na região.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o acordo de cessar-fogo chegou ao fim, seguido por bombardeios das forças americanas contra o território iraniano. Na véspera, petroleiros foram atacados no Golfo Pérsico.

Como resultado, o preço do petróleo disparou, atingindo US$ 79,24, o maior valor desde 17 de junho, com alta de 6,85% na manhã de quarta-feira. Às 9h13, o dólar apresentava leve alta de 0,04%, cotado a R$ 5,1561. Na terça-feira, a moeda americana subiu 0,39%, a R$ 5,151, enquanto a Bolsa recuou 0,24%, fechando a 172.020 pontos.

Os investidores permanecem atentos às tensões na região. Os EUA revogaram a licença que permitia a venda de petróleo iraniano, após ataques a três navios-tanques no Estreito de Hormuz. Teerã não comentou o incidente, nem reivindicou responsabilidade pelos ataques.

Os preços do petróleo Brent, referência internacional, ultrapassaram US$ 75 no final do dia, refletindo preocupações com a retomada do conflito militar. Donald Trump reforçou as ameaças ao Irã em declarações recentes.

Em entrevista, Trump afirmou: “Ou chegamos a um acordo ou tomaremos medidas decisivas. Prefiro buscar um acordo para não prejudicar milhões de pessoas”. Ele também ressaltou que os Estados Unidos podem destruir pontes e cortar a energia do Irã rapidamente, mencionando a falta de recursos financeiros do país.

Uma autoridade americana, sob anonimato, confirmou a revogação da licença, condenando as ações do Irã como inaceitáveis e advertindo sobre consequências. Apesar da escalada, negociações continuam para uma solução diplomática.

Mohammad Baqer Zolqadr, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, chamou as ameaças de Trump de “delirantes” e pediu respeito pelo povo iraniano, comunicando que responderão caso contrário.

O preço do barril de petróleo Brent voltou a subir para US$ 75, enquanto o WTI alcançou US$ 71,90.

No mercado brasileiro, as ações de empresas petrolíferas seguiram a alta do petróleo. As ações preferenciais e ordinárias da Petrobras subiram 1,8% e 2,6%, respectivamente. Prio e Petrorecôncavo avançaram 5% e 1,37%.

Apesar do cessar-fogo de 60 dias em vigor, as negociações entre os EUA e o Irã terminaram recentemente sem avanços públicos, mantendo espaço para a diplomacia após os ataques.

Além disso, os investidores manifestaram preocupação sobre o setor global de tecnologia. O otimismo gerado pelos resultados da Samsung e o desenvolvimento de um chip de inteligência artificial pela empresa chinesa DeepSeek gerou dúvidas sobre o volume e ritmo dos investimentos em IA.

Leonel Mattos, analista da StoneX, destacou que, embora as novas tecnologias possam impulsionar a produtividade e o crescimento econômico, o rápido crescimento do setor levanta temores de uma bolha de investimentos.

O risco é que o volume de investimentos ultrapasse a demanda, causando prejuízos às empresas. A DeepSeek busca reduzir sua dependência de fornecedores como Nvidia e Huawei desenvolvendo seu próprio chip de IA.

Mattos apontou que o pessimismo dos mercados financeiros sobre a rentabilidade futura pressiona as ações de tecnologia e diminui o apetite pelo risco global.

No Brasil, a atenção também esteve nas discussões nos EUA sobre tarifas sobre produtos brasileiros. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro participou de audiência em Washington para defender o Pix e argumentar contra a imposição das tarifas no atual momento.

Flávio busca adiar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros para após as eleições de outubro. O governo Trump propôs as tarifas alegando práticas comerciais desleais do Brasil, o que gerou críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acusou o senador de contribuir para a medida, acusação negada por Flávio Bolsonaro.

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