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Covid-19: taxa de ocupação de leitos adultos de UTI está em 99,23%

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Segundo a Secretaria de Saúde, a ocupação dos leitos adultos de UTI para a covid-19 na rede pública está em 99,23%. São 255 leitos ocupados, de um total de 257 disponíveis

(crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O Distrito Federal atingiu, na manhã deste sábado (6/3), a taxa de ocupação de 99,23% de leitos adultos de UTI para covid-19. Segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF), do total de 271 leitos para tratamento de pacientes adultos com a doença, 255 estão ocupados e 14 bloqueados, conforme a última atualização, às 10h deste sábado.

Em relação ao total dos leitos adulto, pediátrico e neonatal da UTI, a taxa de ocupação é de 96,30%. Na rede pública, 182 leitos ocupados possuem suporte de hemodiálise e 78 estão sem o serviço. Do total, 56 leitos foram contratados pelo GDF da rede pública.

Na rede hospitalar privada, segundo a divulgação mais recente da SES-DF, por volta das 7h deste sábado, a taxa de ocupação dos leitos de UTI para covid-19 está em 92,67%. Do total de 234 leitos adultos da UTI para tratamento da doença, 215 estão ocupados, 17 estão vagos e apenas dois estão bloqueados.

Leitos vagos

Dos 14 hospitais da rede pública, incluindo leitos adultos e pediátricos, apenas quatro têm vagas de UTI. São eles: Hospital Regional da Asa Norte (Hran) com sete leitos de UTI neonatal disponíveis; o Hospital da Criança de Brasília (HCB); Hospital Regional de Samambaia (HRSam); e a UTI adulta do Hran; os três últimos com um leito disponível cada.

Em relação aos 17 leitos de UTI vagos na rede privada, para adultos e crianças, um é do Hospital Águas Claras, três do Hospital Anna Nery, seis do Hospital Maria Auxiliadora e seis do Hospital Santa Lúcia.

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Mourão faz alerta sobre ‘limites’ do Judiciário e pede diálogo

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A declaração foi dada ontem durante abertura no Fórum da Liberdade 2021, evento que reúne políticos, analistas e empresários

(Adriano Machado/Reuters)

“Acho que nós precisamos ter uma concertação melhor, de modo que o Poder Judiciário compreenda o tamanho da sua cadeira, os seus limites. De modo que não interfira de forma tão contundente, às vezes, em decisões que seriam próprias de outros poderes, notadamente legislativos”, disse o vice-presidente ao ser questionado sobre como haver mais harmonia entre os poderes. Ele defendeu a busca do “diálogo” entre Executivo, Legislativo e Judiciário e afirmou que cada um precisa entender suas “responsabilidades” e “espaço de manobra”.

A declaração do vice ocorre três dias depois de o presidente Jair Bolsonaro ter acusado o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso de “militância política” e “politicalha” ao determinar a abertura de uma CPI para investigar a atuação do governo na pandemia. Apesar de não ter comentado o caso, Mourão afirmou que o STF tem decidido sobre questões que não precisaria decidir. “Hoje nós vemos que as correntes minoritárias dentro do Congresso Nacional, quando não conseguem valer a sua opinião, buscam uma solução via Judiciário e terminam por atrair o Judiciário para o jogo político.”

O vice-presidente disse ainda que a imagem de que o País está sendo governado pelo Judiciário será superada. “Na realidade, não (está). Ele tem tomado algumas decisões que interferem. Mas são apenas algumas, não a totalidade delas.”

Questionado sobre a presença do governo nas redes sociais, o vice-presidente reconheceu os problemas na comunicação institucional da atual gestão e disse que é preciso melhorar o relacionamento com a imprensa.

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Dengue: DF registra queda de 80% nos registros em 2021; não houve mortes nos três primeiros meses do ano

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Planaltina teve maior número de casos. Confira os números por região.

Mosquito da dengue, em imagem de arquivo — Foto: Ronaldo Oliveira/EPTV

Nos três primeiros meses de 2021, o Distrito Federal registrou uma queda de 80% na quantidade de casos prováveis de dengue. De 14.750 notificações, em 2020, o número caiu para para 2.924 neste ano.

O levantamento é da Secretaria de Saúde e considera o período entre 3 de janeiro e 27 de março. Conforme o relatório, foram registrados 31 casos com sinais de alarme e não houve mortes por dengue. No mesmo período de 2020, foram notificadas 12 óbitos.

Cinco regiões do DF (veja lista abaixo) concentram mais de 50% dos casos de dengue. Planaltina concentra a maior parte dos registros, foram 597 notificações entre janeiro e março de 2021.

Regiões com mais casos de dengue no DF:

  1. Planaltina: 597 casos
  2. Ceilândia: 314 casos
  3. Sobradinho II: 266 casos
  4. Sobradinho: 246 casos
  5. Samambaia: 151 casos

A Região de Saúde Sul – composta por Gama e Santa Maria – aparece no ranking de menor número de casos. As duas cidades, juntas, tiveram 3.037 registros em 2020 e 90 casos, em 2021. A comparação considera os meses de janeiro, fevereiro e março.

  • Gama: 1734 casos em 2020 – 41 casos em 2021
  • Santa Maria: 1303 casos em 2020 – 49 casos em 2021

Como prevenir a dengue?

Agente vistoria vasos de plantas e outros objetos que possam ter foco do mosquito da dengue — Foto: TV Globo/ Reprodução

Agente vistoria vasos de plantas e outros objetos que possam ter foco do mosquito da dengue — Foto: TV Globo/ Reprodução

Para evitar a reprodução do Aedes aegypti e, consequentemente, reduzir os ataques do mosquito, o Ministério da Saúde reuniu uma série de orientações. Confira abaixo:

  • Utilize telas de proteção com buracos de, no máximo, 1,5 milímetros nas janelas de casa
  • Deixe as portas e janelas fechadas, principalmente nos períodos do nascer e do pôr do sol
  • Mantenha o terreno limpo e livre de materiais ou entulhos que possam ser criadouros
  • Tampe os tonéis e caixas d’água
  • Mantenha as calhas limpas
  • Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo
  • Mantenha lixeiras bem tampadas
  • Deixe ralos limpos e com tela
  • Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia
  • Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais
  • Limpe todos os acessórios de decoração que ficam fora de casa e evite o acúmulo de água em pneus e calhas
  • Coloque repelentes elétricos próximos às janelas – o uso é contraindicado para pessoas alérgicas
  • Velas ou difusores de essência de citronela também podem ser usados
  • Evite produtos de higiene com perfume, pois podem atrair insetos
  • Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa

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Governo do DF vai investir R$ 34,8 milhões em novo IML

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Prazo para conclusão da obra é de dois anos. Prédio terá três vezes o tamanho do atual

O prédio será erguido no mesmo local em que fica hoje o complexo da Polícia Civil – (crédito: Renato Alves/Agência Brasília)

O governador Ibaneis Rocha (MDB) assinou a ordem de serviço para a construção da nova sede do Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal. No total, serão investidos R$ 34,8 milhões na obra. O prédio será erguido no Complexo da Polícia Civil, onde está situada a sede atual.

Segundo o governo, no local, serão ofertados serviços como cartório de registros públicos, serviço de assistência social e central de captação de órgãos. A ideia é centralizar esses procedimentos de cartórios e assistência social e, com isso, agilizar a liberação dos corpos e reduzir os custos desses processos.

Na manhã desta terça-feira (13/4) houve ainda o lançamento da pedra fundamental da obra, comemorada por Ibaneis. A estimativa do governo é que de 200 a 300 empregos sejam criados com o novo IML. Por ano, cerca 100 mil pessoas passam pelo órgão, que realiza cerca de 55 mil exames periciais.Pelo Twitter, o governador afirmou que a unidade vai dar melhores condições de trabalho à Polícia Civil.

O projeto de 11,8 mil m² tem o triplo do tamanho do IML atual e prevê entradas e espaços diferentes para atendimentos distintos: os serviços relacionados aos cadáveres serão separados dos demais, assim como acessos de custodiados e vítimas serão por pontos diversos.

A previsão é que o prédio fique pronto no prazo de dois anos. Os recursos para a construção fazem parte de um contrato entre o Ministério da Justiça, a Caixa e o GDF.

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Covid-19: estudo da Saúde estimou a necessidade de 606 leitos de UTI

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Atualmente, a rede pública conta 460 UTIs para o tratamento da doença. As projeções da pasta levaram em consideração um cenário em que o isolamento social do DF estivesse em 38%

O estudo foi realizado em março deste ano – (crédito: Breno Esaki/CB/D.A Press)

Um estudo interno da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, realizado em março deste ano, apontou que a rede pública precisaria de, pelo menos, 606 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para que o sistema não entrasse em colapso e conseguisse atender aos pacientes infectados pela covid-19. Atualmente, a rede conta com 460 leitos, 146 a menos que o previsto pelo estudo.

As projeções previam o quantitativo necessário de leitos para 38% de taxa de isolamento no DF, índice que, segundo a secretaria, chegou a 45%, ou seja, foi melhor que o projetado pelo estudo. Segundo a pasta, no momento atual, o DF conta com 460 leitos de UTI covid-19 e 151 leitos de UCI covid (leitos com suporte de ventilação mecânica, anteriormente conhecido como UTI tipo 1), além dos 448 leitos da rede privada. Assim, no total, segundo a pasta, são 1.059 leitos.

Apesar do quantitativo de leitos abertos, a taxa de ocupação ainda está acima dos 90%. A SES informou que existem dez leitos do Hospital da Criança de Brasília com abertura prevista para esta quarta-feira (13/4) e mais 13 de UCI nesta semana, o vai contabilizar um total em 1.082 leitos.

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Vacinação contra gripe no DF começa nesta segunda-feira; veja onde tomar

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Imunização estará disponível até 9 de julho, em 100 UBSs. Público-alvo inicial são crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores de saúde.

Vacinação contra gripe começa nesta segunda-feira no DF — Foto: Breno Esaki/SES-DF

A 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza começa nesta segunda-feira (12) no Distrito Federal. A proteção é contra Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e a Influenza B. A imunização estará disponível até o dia 9 de julho, em 100 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Confira a lista completa de locais no link.

Neste ano, a campanha será dividida em etapas. O primeiro público-alvo a ser contemplado é o de crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da área de saúde.

Segundo o coordenador de Atenção Primaria da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), Fernando Erick Damasceno, a maior parte dos postos de vacinação contra a gripe será em pontos em que não há imunização contra a Covid-19.

“Para as poucas cidades em que não houve a possibilidade da divisão, as estruturas para o recebimento dos pacientes será diferenciada e bem sinalizada, principalmente com o uso de tendas, assim evitaremos que haja confusão entre a aplicação dessas vacinas”, explica.

Vacinas contra Influenza e Covid-19

A Secretaria de Saúde pede que as pessoas que pertencem tanto ao grupo prioritário para a vacinação contra a Influenza quanto contra Covid-19 fiquem alertas para o prazo de aplicação entre um imunizante e outro.

“É importante que seja priorizada a administração da vacina de Covid-19, caso a sua primeira ou segunda dose já esteja marcada para os próximos dias, devendo respeitar o intervalo de 14 dias para que assim possa tomar a vacina contra a Influenza. É importante a população ficar atenta a todas as anotações em sua caderneta de vacina”, afirma Fernando.

A orientação quanto ao intervalo entre as vacinas é do Ministério da Saúde. Segundo a pasta, caso o indivíduo tenha tomado primeiro a vacina contra a Influenza, é necessário aguardar o mesmo prazo de 14 dias para que possa receber a dose contra a Covid-19. É importante que a pessoa leve o seu cartão de vacinação para a avaliação da equipe da unidade de saúde.

O público-alvo de 2021 inclui 1.117.656 moradores do DF. A meta é vacinar pelo menos 90% dos grupos elegíveis. A segunda fase da vacinação contemplará professores de escolas públicas e privadas e idosos com 60 anos ou mais.

Na terceira fase, estarão:

  • Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Forças de segurança e salvamento;
  • Forças armadas;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;
  • Trabalhadores portuários;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
  • População privada de liberdade.

Crianças menores de nove anos de idade que nunca foram vacinadas contra Influenza precisam receber duas doses da vacina, com intervalo de 30 dias entre elas. Para os demais imunizados, a vacina é realizada em dose única.

O imunizante é contraindicado para crianças menores de 6 meses de idade e pessoas com história de anafilaxia a doses anteriores.

O DF recebeu 113.600 doses para iniciar a primeira fase, o que corresponde a 29% do total dos grupos da 1° etapa. Segundo a SES-DF, o quantitativo restante será enviado pelo Ministério da Saúde ao longo da campanha, de forma semanal.

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Em casa, população deve manter cuidados para evitar contágio por covid-19

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Contágio entre pessoas que moram no mesmo endereço é comum, principalmente quando há contato com alguém que saiu do domicílio. Quem não tem condições de se manter isolado deve se atentar às medidas de segurança sanitária para proteger os demais moradores

(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )

Oito meses isolada em casa, mas bastou uma ida ao banco para a servidora pública Karoline Militão Santos, 40 anos, contrair a covid-19. Mesmo com todos os cuidados, ela teve de resolver um problema na conta-corrente, em novembro, e acabou infectada pelo novo coronavírus. O caso é exceção, mas muitos têm permanecido alheios às medidas protetivas e levado o vírus para casa. Enquanto isso, as projeções de especialistas indicam que abril, no pior cenário, superará o número de mortes pela doença verificado no mês passado, período mais letal da pandemia.

Karoline mora em um apartamento em Águas Claras com a mãe, Alzemile, 63 — diagnosticada com Parkinson —, e a avó, Alzenir, 84 — que, além de idosa, é cardiopata. A servidora pública precisou se isolar delas, além de manter um regime de atenção máxima, com cuidados redobrados por, ao menos, um mês. Karoline teve apenas sintomas leves da doença, como perda de olfato e febre. No entanto, a dificuldade para sentir cheiros permanece até hoje.

As medidas adotadas garantiram que Alzemile e Alzenir não se infectassem, mesmo dividindo o apartamento com Karoline. “Desde o início da pandemia, ela está trabalhando de casa, justamente para não nos expor”, conta Alzemile. “Ela (Karoline) tem muito medo de eu e minha mãe adoecermos. Nós duas ficávamos em um quarto, e minha filha, em outro. Não nos encontrávamos pela casa, e ela nos avisava por mensagem quando sairia do quarto. Nós duas fazíamos a mesma coisa. Quando precisava sair, a Karoline pegava álcool e borrifava em tudo por onde passava: nas paredes, maçanetas, nos objetos. Não usávamos o mesmo banheiro, e ela comia em local separado de nós”, completa a professora aposentada.

A família estava em casa desde o início da pandemia e saía apenas para o indispensável. “Quando precisamos descer aqui no condomínio, usamos duas máscaras sempre. Pedimos as compras básicas ou, às vezes, alguém da família faz e deixa para nós. Não recebemos ninguém em casa e continuamos com todos os cuidados, mesmo depois de minha filha ter adoecido”, ressalta Alzemile. Para alívio das três, Alzenir recebeu a vacina contra a covid-19 recentemente. Ainda assim, elas continuam a respeitar as medidas sanitárias de maneira estrita.

Ciclo viral

Mesmo quem está em isolamento desde o início da pandemia da covid-19 corre risco de se contaminar caso haja abrandamento dos cuidados, alertam especialistas. Entretanto, nem todas as pessoas têm condições de se manter em isolamento, de trabalhar em casa, de morar em um imóvel com ventilação e espaço adequados ou de ter acesso aos equipamentos de proteção individual adequados para se resguardar ao sair quando necessário.

Infectologista do Hospital Brasília, André Bon explica que, em casa, o risco de contaminação pode ser alto. “É um ambiente relativamente fechado, em que as pessoas ficam muito próximas umas das outras. O ideal, se possível, é que as pessoas fiquem em locais diferentes, casas ou cômodos. No caso do cômodo, sempre que for necessário andar pelo imóvel, deve-se usar máscara. O mesmo vale para os outros moradores. Todos devem higienizar bem as mãos com álcool em gel ou água e sabão, bem como manter o distanciamento social”, aconselha.

O infectologista Werciley Junior, chefe da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Santa Lúcia, destaca que o ciclo viral em pessoas que não apresentam sintomas dura de cinco a 14 dias. Nesse período, pode haver transmissão da doença. Nos casos de pessoas sintomáticas, o vírus pode ser repassado antes de os primeiros sinais da covid-19 aparecerem. “Três dias antes de começar a manifestar qualquer sintoma, a pessoa tem capacidade para transmitir a doença. No convívio familiar, muitas vezes antes dos sintomas, ocorre a contaminação. É muito difícil bloquear isso dentro de casa, porque a pessoa só vai desconfiar (que está doente) se teve contato direto com alguém que sabia que estava infectado ou se apresentar sintomas. Nesse cenário, houve tempo para infectar (outras pessoas)”, destaca.

» Palavra de especialista

Transmissão por aerossóis

A pessoa que sai de casa para trabalhar ou por necessidades básicas aumenta muito o risco de se infectar. É preciso ficar muito atento para onde se vai, porque alguns pontos são mais críticos. Locais fechados, via de regra, não têm ventilação adequada e apresentam concentrações muito altas de aerossóis que transmitem a covid-19. Se for a algum local assim e não usar máscaras adequadas — como o modelo PFF2, N95 ou uma combinação de máscara cirúrgica sob uma de pano — há grandes chances de contaminação com esses aerossóis, porque a inalação não é evitada apenas com distância de dois metros entre as pessoas nem com máscaras de pano, apenas. Passar mais de 15 minutos em um local fechado aumenta muito a probabilidade de infecção.

Hoje, a principal fonte de transmissão para pessoas isoladas por meses em casa, como idosos, são visitas de netos, sobrinhos, filhos ou amigos próximos. A pessoa costuma entrar, tirar a máscara e não manter o distanciamento, porque há uma falsa ideia de que não há risco de infecção ali. É preciso evitar receber pessoas, mas, se necessário, deve-se evitar rituais de familiaridade, como se não houvesse pandemia. O anfitrião e a visita precisam manter distância e as máscaras — que têm de ser de boa qualidade. Se retirarem a máscara, para comer ou beber, devem fazê-lo em períodos diferentes e em cômodos separados, assim como os profissionais de saúde da linha de frente, pois a circulação do vírus está elevadíssima.

José Davi Urbaez, médico e diretor científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal

» Atenção

Confira dicas de profissionais da saúde para evitar transmitir o vírus em casa:

» Mantenha a higiene das mãos o tempo todo, lavando com água e sabão ou usando álcool em gel. Em casa, esse procedimento é necessário ao tocar objetos de uso compartilhado, principalmente se alguém tiver tido contato com pessoas de fora;

» Assim que perceber qualquer sintoma, isole-se em um cômodo ou outra casa, se possível;

» Mantenha distância de pessoas doentes e os ambientes sempre ventilados;

» As chances de contaminação por roupas e objetos como sapatos são muito pequenas. Mas higienizar esses itens é mais uma maneira de se proteger;

» Tanto a pessoa doente quanto os demais moradores devem usar máscaras dentro de casa. Dê preferência às cirúrgicas, com três camadas de proteção, ou a alguma que vede bem a região do nariz e da boca — sem serem modelos com filtro, costuras ao meio ou feitas em
material elástico.

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terça-feira, 13 de abril de 2021

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