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Congresso do Peru aprova impeachment do presidente Martín Vizcarra

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A ascensão de Merino, o chefe do Congresso, ao poder ocorrerá durante sessão no plenário do Congresso

(crédito: ANDRES VALLE/AFP)

O Congresso peruano aprovou, na noite de ontem, a destituição do presidente Martín Vizcarra por “incapacidade moral”, ao fim de um segundo julgamento de impeachment em menos de dois meses. A moção foi aprovada por 105 legisladores — 19 votaram contra e quatro se abstiveram. O afastamento do chefe de Estado exigia pelo menos 87 votos a favor. “Foi aprovada a resolução que declara a vacância da Presidência da República”, anunciou o chefe do Congresso, Manuel Merino, que assumirá, hoje, a chefia do governo até 28 de julho de 2021, quando terminaria o mandato de Vizcarra. Merino disse que a medida seria imediatamente informada ao presidente, que teve níveis recordes de popularidade em 32 meses de governo. A ascensão de Merino ao poder ocorrerá durante sessão no plenário do Congresso.

Em uma espécie de “remake” de um julgamento do qual saiu vitorioso em 18 de setembro, Vizcarra finalmente teve um destino similar ao do seu antecessor, Pedro Pablo Kuczysnki (2016-2018), que não pôde completar o mandato e foi forçado a renunciar, por pressão do Parlamento. O presidente é acusado de ter recebido propina por contratos de obras públicas em 2014, quando era governador da região sulista de Moquegua. No processo anterior, foi acusado de pressionar duas funcionárias do palácio de governo a mentirem sobre um questionado contrato com um cantor.

“Rejeito, de forma enfática e categórica, essas acusações”, declarou Vizcarra. “Não recebi suborno algum”, acrescentou perante o Congresso, em sessão iniciada às 10h30 (12h30 em Brasília). No domingo, o presidente tinha divulgado nota, na qual denunciava que era “atacado de maneira sistemática (…)” e afirmava não ter cometido ato de corrupção. Nele, o político também afirmou que seus acusadores “estão provocando instabilidade política”.

Defesa

O líder do Congresso, o opositor Manuel Merino, político discreto e praticamente desconhecido dos peruanos, abriu o julgamento-relâmpago, na presença de Vizcarra e de seu advogado de defesa, Ángel Fernando Ugaz. O presidente fez a própria defesa e falou, do alto da tribuna, durante 51 minutos, sem que Ugaz se pronunciasse. Ele afirmou que os dois contratos em questão foram designados por uma agência das Nações Unidas (ONU) e não pelo governo regional de Moquegua, e que as denúncias contra ele são baseadas em reportagens da imprensa, não em decisões do Ministério Público ou dos tribunais.

“Aqui estou disposto a esclarecer qualquer um dos fatos que são falsamente imputados a mim”, ressaltou Vizcarra. “Não foram provados (os fatos denunciados), nem há certeza de que ocorreram””, defendeu-se o presidente. Como no julgamento anterior, não houve questões ideológicas em discussão, pois o presidente e a maioria dos deputados são de centro-direita. Tampouco esteve em discussão a gestão dos grandes problemas do Peru, como a recessão econômica e a pandemia do coronavírus.

Vizcarra sustentou que os parlamentares rivais queriam seu afastamento para adiar as eleições de abril de 2021 e, deste modo, prolongar seu mandato no Congresso. As pesquisas de opinião pública mostraram que 75% dos peruanos queriam a continuidade do governo, enquanto o Congresso enfrenta 59% de desaprovação.

Morales volta à Bolívia

 (crédito: Ronaldo Schemidt/AFP)
crédito: Ronaldo Schemidt/AFP

No dia seguinte à posse de Luis Arce, seu herdeiro político, o ex-presidente Evo Morales retornou, ontem, à Bolívia, encerrando o exílio de quase um ano na Argentina, depois que se viu forçado a renunciar ao poder. Em um gesto de amizade, o presidente Alberto Fernández acompanhou Morales até a fronteira entre os dois países, que foi cruzada a pé pelo líder boliviano.

“Não tinha dúvidas de que voltaria, não sabia que seria tão cedo”, declarou Morales, ainda em La Quiaca, na província argentina de Jujuy. Já em solo boliviano, o líder indígena foi recebido, ao som de fanfarra, por uma multidão na cidade de Villazón. Dali, ele iniciou uma caravana, integrada por 800 carros, que percorrerá 1.100km até a região plantadora de coca de Cochabamba, onde fez carreira política. A chegada está prevista para amanhã.

A viagem de três dias é carregada de simbolismo. Aos 61 anos, o ex-presidente de esquerda, que governou a Bolívia entre 2006 e 2019, pretende desembarcar em Chimoré, no Trópico de Cochabamba, exatamente no dia em que teve que renunciar. Ontem, a caravana passou por vários municípios do sul, no departamento de Potosí. Morales iniciou a viagem de volta a seu país ainda no domingo, quando deixou a província de Buenos Aires, rumo a La Quiaca.

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Em Hong Kong, 11 pessoas são presas por ajudarem na fuga de ativistas

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A polícia chinesa confirmou que os detidos são suspeitos de terem contribuído, em agosto passado, na tentativa de fuga de 12 ativistas pró-democracia de Hong Kong

Entre as pessoas detidas estava Daniel Wong, advogado especializado na defesa dos direitos humanos (Philip FONG/AFP)

A polícia prendeu 11 pessoas em Hong Kong, nesta quinta-feira (14), suspeitas de terem ajudado um grupo de ativistas em sua tentativa de fugir de barco para Taiwan.

“Onze pessoas foram detidas pelo serviço encarregado da segurança nacional por ‘conspiração com o objetivo de ajudar criminosos’”, disse um oficial de polícia à AFP.

Este policial confirmou que os detidos são suspeitos de terem contribuído, em agosto passado, na tentativa de fuga de 12 ativistas pró-democracia de Hong Kong.

Ameaçados na ex-colônia britânica por seu envolvimento nas manifestações pró-democracia de 2019, estes 12 militantes foram detidos pela Guarda Costeira chinesa quando tentavam fugir para Taiwan.

As prisões de quinta-feira ocorreram oito dias após uma grande operação contra mais de 50 figuras da oposição de Hong Kong, detidas em nome da draconiana lei de segurança nacional imposta por Pequim no final de junho.

Entre as pessoas detidas nesta quinta-feira, estava Daniel Wong, advogado especializado há anos na defesa dos direitos humanos e conhecido por ser um fervoroso militante do movimento pró-democracia.

“A polícia encarregada da segurança nacional chegou à minha casa às 6h10 e, por enquanto, não sei para qual delegacia vão me levar”, escreveu Wong em sua conta no Facebook.

Este homem de 71 anos também é o criador de um restaurante em Taipei que emprega e ajuda cidadãos de Hong Kong que fugiram para Taiwan.

Willis Ho, um ex-líder estudantil, confirmou que sua mãe está entre os detidos.

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Biden apresentará plano para injetar US$1,5 tri na economia dos EUA

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O novo governo vai trabalhar com o Congresso em um rápido pacote de estímulo depois que Biden assumir o cargo em 20 de janeiro

Joe Biden: Biden fez campanha no ano passado com a promessa de enxergar a pandemia de forma mais séria que o presidente Donald Trump (Joe Raedle/Getty Images)

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, vai apresentar uma proposta de pacote de estímulo nesta quinta-feria para impulsionar a economia durante a pandemia de coronavírus com um alívio econômico que pode superar 1,5 trilhão de dólares e ajudar as comunidades minoritárias.

Biden fez campanha no ano passado com a promessa de enxergar a pandemia de forma mais séria que o presidente Donald Trump, e o pacote busca colocar essa promessa em movimento com um influxo de recursos para a distribuição da vacina contra o coronavírus e a recuperação econômica.

O novo governo vai trabalhar com o Congresso em um rápido pacote de estímulo depois que Biden assumir o cargo em 20 de janeiro, embora o impeachment de Trump ameace dominar os parlamentares nas primeiras semanas.

O pacote de estímulo inclui compromisso com cheques de estímulo de 1.400 dólares, de acordo com fonte familiarizada com a proposta, e Biden deve fazer parceria com empresas privadas para aumentar o número de norte-americanos sendo vacinados.

Uma parcela significativa dos recursos financeiros adicionais será dedicada a comunidades minoritárias. “Acho que vocês verão uma ênfase real nessas comunidades carentes, onde ainda há muito trabalho duro a ser feito”, disse outra autoridade de transição.

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Pico de Covid no Japão adia abertura de parque da Nintendo

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Atração não será inaugurada em 4 de fevereiro segundo planejado e a abertura foi adiada indefinidamente

Fachada do Universal Studios Japan theme park em Osaka, no Japão (Bloomberg/Bloomberg)

A Universal Studios Japan adiou a inauguração de seu tão aguardado parque temático Super Nintendo World devido ao pico de casos de coronavírus, o que levou o governo a expandir a declaração de estado de emergência.

O anexo ao parque de diversõesUniversal Studios Japan, localizado nos arredores de Osaka, não será inaugurado em 4 de fevereiro segundo planejado e a abertura foi adiada indefinidamente, em conformidade com o pedido do governo de restrição de viagens e atividades não essenciais. Organizadores disseram que irão reavaliar a situação e decidir sobre uma nova data assim que o estado de emergência for suspenso.

A nova atração é concebida como uma réplica em tamanho real dos personagens e ambientes dos jogos mais populares da Nintendo, que tem sede em Kyoto. O parque inclui lojas e atividades de passeio. Uma das primeiras atrações será um passeio de Mario Kart dentro de uma recriação do Castelo de Bowser. Inspirado em uma ideia da franquia Super Mario, no passeio os visitantes poderão coletar moedas virtuais usando uma pulseira enquanto exploram a área e interagem com os recursos do parque por meio de um console Switch.

O parque é um dos maiores projetos já concebidos pela Universal Studios Japan, com custo de cerca de US$ 580 milhões. A inauguração estava programada para meados do ano passado, antes de enfrentar o primeiro adiamento imposto pela pandemia. É um passo importante nos esforços da Nintendo para ampliar suas franquias além dos jogadores de console. Filmes, lojas de produtos e aplicativos para smartphones são pensados como um gancho para atrair novos usuários a comprar máquinas e software de games.

Nesta semana, o Japão expandiu o estado de emergência fora da região de Tóquio para abranger outros centros econômicos do país, como Osaka, enquanto tenta controlar o aumento recorde de infecções.

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Japão vai decretar estado de emergência por coronavírus em novas regiões

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No total, onze áreas estarão em estado de emergência. Isso representa 70 milhões de habitantes, 56% da população e 60% do PIB nacional

Pedestres usando máscaras protetoras, em meio ao surto da doença coronavírus (COVID-19), dirigem-se ao distrito comercial de Ginza, que fechou aos carros no domingo em Tóquio, Japão, 10 de janeiro de 2021. (Kim Kyung-Hoon/Reuters)

O Japão vai estender, nesta quarta-feira (13), o estado de emergência vigente em Tóquio e sua periferia para outras sete regiões, devido ao avanço da pandemia e ao aumento das infecções.

O primeiro-ministro Yoshihide Suga deve anunciar nas próximas horas este aumento das restrições nos departamentos de Osaka, Kyoto e Hyogo (oeste), Aichi e Gifu (centro), Fukuoka (sudoeste) e Tochigi (leste).

No total, incluindo Tóquio e sua periferia, onze áreas estarão em estado de emergência. Isso representa 70 milhões de habitantes, 56% da população e 60% do PIB nacional.

“Queremos a todo custo que as infecções caiam entre agora e 7 de fevereiro”, data em que essas medidas devem terminar em todas as áreas afetadas, disse Yasutoshi Nishimura, ministro japonês encarregado da luta contra a covid-19.

As restrições, menos severas que as aplicadas na primavera (boreal) passada, farão com que bares e restaurantes deixem de vender bebidas alcoólicas às 19h e fechem às 20h e as autoridades também recomendem que os cidadãos reduzam ao máximo as saídas.

O governo também está preparando uma lei que permitirá multas a quem não respeitar as normas sanitárias, sanções que a legislação vigente não contempla.

Até agora, o Japão registrou 4.100 mortes por coronavírus e um total de cerca de 300.000 casos.

 

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Extrema direita planeja atos com armas neste fim de semana, alerta FBI

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Dias após a invasão do Capitólio, aviso provocou uma corrida dos governadores para reforçar a segurança a prédios administrativos

Apoiadores do presidente dos EUA, Donald Trump, protestam em frente ao prédio do Capitólio dos EUA em Washington, EUA, 6 de janeiro de 2021. (Stephanie Keith/Reuters)

O FBI alertou que grupos de extrema direita planejam manifestações armadas nas capitais dos Estados neste fim de semana. Dias após a invasão do Capitólio, o aviso provocou uma corrida dos governadores para reforçar a segurança a prédios administrativos e evitar que as cenas vistas em Washington se repitam em escala local.

O alerta do órgão constava em um memorando, que é uma espécie de “produto bruto de inteligência”, que compila informações coletadas pelo FBI e por outras agências do governo. Algumas das ameaças não foram checadas e provavelmente haverá diferença entre os atos de um lugar para o outro, mas a informação é de que há planos de extremistas para todas as 50 capitais dos Estados.

Os dados destacados no memorando causaram preocupação. Há informações sugerindo que extremistas poderiam invadir escritórios do governo ou iniciar um levante em defesa de um segundo mandato de Trump – que perdeu as eleições no voto popular e também no colégio eleitoral.

O FBI não quis comentar o memorando, revelado em primeira mão pela ABC News. Autoridades de muitos Estados já começaram a tomar medidas para aumentar a segurança e planejar respostas mais duras aos protestos em comparação ao que foi visto na semana passada.

No sábado, manifestantes armados cercaram o Capitólio de Kentucky. Vestidos com roupas camufladas e carregando armas de assalto e algemas, prometeram continuar a apoiar Trump enquanto protestavam contra o governador democrata Andy Beshear e o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell.

Em Wisconsin, funcionários do Estado começaram a proteger as janelas do Capitólio estadual na segunda. No Arizona, funcionários públicos ergueram uma cerca de arame de dupla camada ao redor do complexo do Capitólio, em Phoenix.

O governador democrata de Washington, Jay Inslee, convocou 750 soldados da Guarda Nacional para ajudar a proteger o Capitólio.

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Novo recorde: EUA registra 4.500 mortes por covid-19 em 24 horas

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No total, Estados Unidos registra mais de 380.000 mortos e 22,8 milhões de casos do novo coronavírus

Coronavírus nos EUA: Infecções por coronavírus disparam na Califórnia e hospitalizações crescem 50% (U.S. Navy/Divulgação)

Quase três mortes por minuto e cerca de 4.500 mortos por covid-19 em um dia.Estados Unidos continua registrando tristes recordes em pleno surto da pandemia em todo o mundo, também na China, onde dezenas de milhões de pessoas voltam a se confinar.

Um ano depois da detecção do vírus na província chinesa de Wuhan, a pandemia causou mais de 1,96 milhão de mortes no mundo e cerca de 91,5 milhões de casos, segundo a contagem desta quarta-feira (13) da AFP com base em fontes oficiais.

Estados Unidos, o país mais enlutado pela pandemia, registrou na terça-feira 4.470 mortos e mais de 235.000 novos contágios. Até agora, a primeira economia mundial não havia superado os 4.000 mortos por coronavírus em 24 horas.

Este número diário chocante é quase o mesmo que o balanço total de mortos pela pandemia na China (4.634), onde a doença foi identificada pela primeira vez no final de 2019. No total, Estados Unidos registra mais de 380.000 mortos e 22,8 milhões de casos.

“É, sem dúvida, o período mais sombrio de toda minha carreira”, admite Kari McGuire, responsável da unidade de cuidados paliativos do hospital Santa Maria de Apple Valley, uma pequena cidade da Califórnia.

Números “astronômicos”

Neste hospital, totalmente saturado, os pacientes com covid-19 se amontoam nos corredores, em macas improvisadas na unidade de terapia intensiva (UTI) e até mesmo nos serviços de pediatria. Segundo McGuire, o número de mortos é “astronômico”.

Para tentar frear os contágios, as autoridades federais anunciaram que, a partir de 26 de janeiro, será exigido um teste negativo a todos os viajantes que chegarem ao país de avião.

O aumento da doença é notado em todo o país, mas afeta especialmente o sul e o oeste.

 

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

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