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Como reforçar as bactérias que aumentam a imunidade e ajudam a emagrecer

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Conheça esse exército admirável e o que a ciência tem a dizer sobre prebiótico, probiótico e posbiótico

Para quem acha que bactéria é sempre coisa ruim, saiba que seu corpo, assim como o de todo mundo, abriga dez vezes mais bactérias do que células. E o impacto desse batalhão na saúde pode ser positivo, sim. Tanto que as estrelas deste ano na maior feira mundial de alimentação saudável e orgânica, realizada em Anaheim, na Califórnia (EUA), foram os iogurtes, bebidas e smoothies enriquecidos com micro-organismos do bem. Até a rede de cafeteria Starbucks não perdeu tempo: já apresentou lá fora uma versão de seu suco verde, Evolution Fresh, enriquecido com prebióticos (fibras solúveis) e probióticos (bactérias aliadas).

Não bastasse a lista de nomes esquisitos nesse universo, existe mais um: posbióticos – você leu certo! São substâncias fabricadas pelas bactérias aliadas, que, assim como os pre e os probióticos, ajudam a manter a microbiota saudável, com um número maior de micro-organismos amigos e menor de inimigos – equilíbrio ideal para que o intestino cumpra bem suas funções, como absorver os nutrientes dos alimentos e dispensar o que não é necessário.

“O intestino tem a capacidade de distinguir as substâncias inofensivas das perigosas, um mecanismo de proteção que evita que o organismo adoeça”, diz a médica nutróloga Isolda Prado, da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). E, como faz o trabalho de seleção sozinho, sem acionar o sistema nervoso central, é considerado um órgão inteligente.

Mais um motivo para o intestino ganhar o status de segundo cérebro: produz parte da serotonina, o neurotransmissor do bem-estar, além de ser responsável por 80% da nossa imunidade. Mas, claro, o ambiente deve estar propício. Daí a importância de você reforçar o trio pre, pro e posbiótico. Vem conhecer melhor essa turma.

Prebióticos

(Olha_Afanasieva/Thinkstock/Getty Images)

 

Se você come frutas, hortaliças, legumes e leguminosas todos os dias, fica bem abastecida de prebióticos – fibras solúveis e fermentáveis que servem de alimento para o exército de bactérias probióticas. As melhores fontes: alho, cebola, alho-poró, alcachofra, maçã, chicória, cenoura, lentilha, ervilha, manga, pera, melancia, cogumelos, couve-flor, aveia, farelo de trigo, linhaça, batata-doce, batata yacon e biomassa de banana verde.

Probióticos

As bactérias dessa linhagem podem ser obtidas a partir dos alimentos, mas são poucas as opções com os micro-organismos (entre eles, lactobacilos e bifidobactérias) que sobrevivem ao trânsito no aparelho digestivo e colonizam o intestino. “Eles estabelecem o equilíbrio do ambiente e, com isso, inibem o aumento das bactérias nocivas”, explica
 a nutricionista carioca Cátia Ruthner.

Como ainda ajudam na absorção de nutrientes, na eliminação de toxinas e na redução do colesterol, as bactérias probióticas deixam você mais resistente a doenças e menos propensa a ganhar peso. Os iogurtes enriquecidos com lactobacilos vivos são as opções mais conhecidas, mas agora as bebidas fermentadas têm se destacado.

(bhofack2/Thinkstock/Getty Images)

Já ouviu falar na kombucha? À base de chá (verde) ou infusão (hibisco) e naturalmente gaseificada, favorece o intestino e melhora
 a digestão. Reunidas numa colônia (batizada scoby – symbiotic colony of bacteria and yeast), no formato de um disco, que flutua sobre o líquido enquanto ele fermenta, as bactérias quebram o açúcar – e, nessa transição, prevalece a acidez. Por isso, não estranhe 
o gosto exótico misturado a um leve amargor do chá e notas adocicadas das frutas usadas para saborizar a bebida.

Existe ainda o kefir de leite ou água, o kimchi (vegetais com molho apimentado), o chucrute (conserva de repolho) e o rejuvelac – líquido obtido a partir da fermentação de grãos (trigo, aveia, cevada) para a produção de queijo vegano.

Posbióticos

Bem alimentadas (graças aos prebióticos), as bactérias probióticas produzem os posbióticos – ácidos graxos, como o butirato, que melhoram o tecido que reveste a parte interna do intestino. A ação beneficia especialmente as mulheres: “Impede a proliferação da Candida albicans
 – fungo presente naturalmente na vagina mas que, em excesso, desencadeia a candidíase”, diz a nutricionista Eliane Tagliari, de Curitiba.

Quando esse desequilíbrio acontece, espere por inchaço, coceira e corrimento. Os posbióticos ainda inibem o crescimento de bactérias como a salmonela (provoca vômitos e diarreias fortes) e a Escherichia coli (causa infecção urinária), segundo estudo italiano publicado no Journal of Clinical Gastroenterology.

 

Simbióticos

(Farion_O/Thinkstock/Getty Images)

Menos conhecidos, mas não menos eficientes, os simbióticos são suplementos que associam os prebióticos e os probióticos, geralmente manipulados, em sachê ou cápsula, sob prescrição médica. São recomendados
para tratar a diarreia provocada pelo uso de antibióticos ou por intolerância ao glúten (além da retirada do glúten, claro), prisão de ventre, determinadas alergias, infecção urinária e até doenças de pele.

“Associados ao tratamento específico, os simbióticos contribuem para diminuir o processo inflamatório desencadeado por diversos tipos de acne, dermatite atópica e psoríase”, diz a dermatologista Karla Assed, do Rio de Janeiro. Já o potencial antioxidante, segundo a médica, dá uma força no rejuvenescimento. “A ciência está empenhada em descobrir as espécies mais indicadas e as quantidades ideais para tratar muitos outros problemas com
 os simbióticos”, complementa Karla. Fique ligada!

Outros fatores que influenciam na microbiota

O conjunto de bactérias que habitam
 o intestino é tão individual quanto 
a impressão digital: sua microbiota não coincide com a da sua irmã,
 mãe ou tia. “O tipo de nascimento (cesárea, parto natural), tempo de amamentação, convívio com animais domésticos, contato com bactérias, fungos e parasitas, assim como o uso de antibióticos e os hábitos alimentares, definem a composição da microbiota”, explica Cátia.

E, dependendo do momento e da situação, o cenário muda. Quando você toma antibiótico ou faz uma viagem para um lugar sem saneamento básico, a microbiota sofre impacto. Ela volta ao normal à medida que a rotina é retomada, mas demora cerca de seis meses – isso se você estiver saudável! Então não hesite em apostar nos pre e probióticos e, com isso, garantir os posbióticos. 

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5 cuidados que você precisa ter com suas extensões de cílios

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A lash designer Juliana Prata, do estúdio Make It, dá dicas para o alongamento durar mais tempo

(Puhhha/ThinkStock)

Ter cílios longos, volumosos e curvados, como de bonecas, é um desejo praticamente universal. Por isso, a procura pela máscara que nos dê esse efeito é incansável. Foi nessa busca pelos cílios perfeitos que as extensões se tornaram tão populares, mas, para mantê-las bonitas por mais tempo, é necessário tomar alguns cuidados especiais.

A especialista e lash designer do estúdio Make It, Juliana Prata, deu cinco dicas para cuidar das extensões. “São dicas de ouro, que vão garantir cílios bem cuidados por até 30 dias. E claro, não se esqueça de fazer a manutenção com o profissional regularmente”, explica a profissional.

1- Diga adeus à máscara de cílios

Se você tem o alongamento, não é necessário usar rímel. O produto pode comprometer a durabilidade da extensão, porque deixa os cílios grudados uns nos outros. Além disso, na hora de remover a máscara, o atrito pode fazer com que os fios caiam.

2- Lave todos os dias

Apesar muita gente acreditar que molhar as extensões pode prejudicar a durabilidade delas, isso é um mito. Você deve lavar os cílios todos os dias para remover a oleosidade da região e evitar a proliferação de fungos e bactérias. Para fazer a higiene adequada, use shampoo neutro ou sabonete facial e não esfregue muito.

3- Seque bem

A umidade é inimiga dos cílios. Use a toalha com cuidado, pressionando levemente e evitando o atrito. Se for necessário, use um secador de cabelo com ar frio, segurando-o na altura do umbigo, deixando o vento bater na parte de baixo dos cílios.

4- Escove todos os dias

Use uma escovinha para escovar as suas extensões algumas vezes por dia. Além de deixar os fios alinhados e no lugar, a escovação ajuda a aumentar a durabilidade.

5- Nunca aplique óleo na região

Não use produtos a base de óleos na região dos olhos, como demaquilantes bifásicos. O óleo pode fazer com que o adesivo utilizado na fixação da extensão solte. Evite!

 

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Melasma não tem cura, mas tem tratamento

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Especialista explica como lidar com o problema, que exige cuidados diários

Cuidado com a pele (Guido Mieth/Getty Images)

Quem sofre com melasma sabe que o problema não apresenta riscos para a saúde, mas pode ter um grande impacto na autoestima. Concentradas principalmente no rosto, as manchas hiperpigmentadas também aparecem em partes do corpo que sofrem constante exposição solar, como o colo e os antebraços.

Entre as causas do problema estão alterações hormonais da gestação, o uso de anticoncepcional, a exposição demorada ao sol sem o uso de proteção adequada, a constante realização de procedimentos estéticos agressivos e até mesmo o fator genético.

“Costumo dizer que o brasileiro tem uma pele muito miscigenada geneticamente e, por isso, não sabemos muito sobre a pele brasileira e, consequentemente, sobre o que causa o melasma. Mas o fato de morarmos num país tropical, onde a incidência solar é muito alta mesmo no inverno, tem grande impacto nisso”, conta a dermatologista Dra. Daniela Leal, da Clinica Leal, de Campinas.

Ela explica que o uso de protetor solar é fundamental tanto para prevenir quanto para controlar a hiperpigmentação. “Pela manhã, aplique o produto e seja generoso: uma quantidade que remeta a uma azeitona gorda é suficiente para proteger o rosto. Os filtros solares mais aderentes e com pigmento também têm função terapêutica, além da cosmética, e protegem das luzes que causam o melasma”, orienta a profissional.

E para quem já tem?

Se o melasma já se instalou, nada de se desesperar, pois há controle e tratamento! Segundo a dermatologista, existem peelings que ajudam consideravelmente no clareamento, mas é preciso atenção: “Tudo que agride muito a pele tende a responder piorando o melasma. Seja o peeling físico, que causa agressão, inchaço e vermelhidão, até os ácidos usados em casa. Se usar ácido e, por exemplo, entrar no carro num dia de sol e arder, converse com seu médico”, comenta a médica.

Há lasers e microagulhamentos que são coadjuvantes no tratamento e também podem ser usados por não induzirem à inflamação cutânea, sendo combinados a cosméticos de acordo com a estação do ano. “É importante ressaltar apenas que melasma não se cura. Se controla. O paciente deve se tratar e alinhar expectativas com o médico”, conclui a Dra. Daniela.

 

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Nail arts que prometem ser tendência em 2020

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Confira cinco delas para você se inspirar

(Instagram/Reprodução)

As Semanas de Moda são responsáveis por lançar várias das tendências que amamos. Nas últimas temporadas, além do vestuário, os desfiles também foram fonte de inspiração para ousar nas maquiagens e nail arts. Essas últimas inclusive estão com desenhos cada vez mais diferentes.

Confira algumas das nail arts que despontaram nas passarelas e prometem ser um sucesso em 2020:

Francesinha

Prabal Gurung

Prabal Gurung (Miss Pop Nails/Reprodução)

Khaite (Essie/Reprodução)

Um clássico! A francesinha voltou a ser tendência e promete continuar assim no próximo ano. Com a faixinha mais fina ou mais grossa, a nail art é fácil de fazer, muito delicada e discreta. Ela foi a escolhida para os desfiles de Prabal Gurung e Khaite.

Francesinha colorida

 Oscar de la Renta

Oscar de la Renta (Miss Pop/Reprodução)

Rag & Bone (Peter Ung/Reprodução)

Para dar um toque mais moderno, alguns dos desfiles, como o de Oscar de la Renta e Rag & Bone, no NYFW, usaram outras cores para as francesinhas. Além da pontinha colorida ou preta, as marcas investiram em uma base nude no lugar do branco.

Metalizada

Pyer Moss (Dominik Bindl/Getty Images)

Kith (Essie/Reprodução)

O esmalte metalizado também vai ser tendência. Se não quiser investir na unha inteira, você pode se inspirar na nail art escolhida para o desfile da marca americana Kith, em que um esmalte transparente foi complementado com apenas uma faixa vertical de esmalte prateado. O resultado é discreto, mas com uma pegada moderna.

Glitter

Christian Siriano (Essie/Reprodução)

A cobertura transparente com glitter dá um toque especial em qualquer cor de esmalte. No desfile de Christian Siriano, as modelos variaram entre bases transparentes, francesinha e verde menta. O glitter é brilhante, mas não chama tanta atenção quanto o esmalte totalmente metalizado. O resultado é muito fofo.

Formas geométricas

Jeremy Scott (Miss Pop/Reprodução)

Jeremy Scott deixou de lado as nail arts mais discretas e investiu em um design completamente diferente e colorido para seu desfile no NYFW. A base preta ganhou um novo ar com desenhos de formas geométricas de várias cores.

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