O comércio do Distrito Federal alcançou uma receita total de R$ 132,2 bilhões em 2024, segundo dados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) divulgados pelo IBGE. Apesar do valor expressivo, o DF representa apenas 14,2% da receita da Região Centro-Oeste, o menor percentual entre os estados da região.
A pesquisa avalia três setores principais: comércio de veículos automotores, peças e motocicletas; comércio por atacado; e comércio varejista. Do total, R$ 56,7 bilhões vieram do varejo (42,9%), R$ 56 bilhões do atacado, e R$ 19,5 bilhões do comércio de veículos, peças e motocicletas.
O IBGE explica que o comércio inclui empresas que revendem mercadorias, seja para o consumidor final, como no varejo, ou para outros negócios, no caso do atacado. O comércio de veículos pode atuar tanto no varejo quanto no atacado simultaneamente.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, esses números evidenciam a importância do comércio para a economia local, destacando sua contribuição para empregos e consumo. Atualmente, o setor reúne quase 25 mil estabelecimentos e emprega 164 mil pessoas no DF.
Sebastião Abritta, presidente do Sindicato do Comércio Varejista do DF, ressaltou o aumento do consumo especialmente em áreas mais populosas e o crescimento do número de empresas, fatores que influenciam os resultados positivos. Contudo, Freire destacou desafios como a necessidade de melhorar a produtividade, a qualificação profissional e a competitividade das empresas, além de superar barreiras como juros altos, tributos e burocracia.
Alaor Gomes Neto, presidente do Sindiatacadista-DF, apontou a importância estratégica do setor atacadista, que abastece não apenas o DF, mas também estados da região Centro-Norte, gerando riqueza e empregos. Ele enfatizou que para manter o crescimento, investimentos em infraestrutura, logística e mobilidade são essenciais.
Salário médio no DF foi de R$ 2.400
Em 2024, o salário médio no comércio do Distrito Federal foi de aproximadamente R$ 2.400, valor equivalente a 1,7 vezes o salário mínimo vigente no ano. Esse é um dos menores salários médios da região Centro-Oeste, empatado com Goiás. Mato Grosso lidera a região com média de 2,1 salários mínimos.
Os gastos totais com salários nas empresas comerciais do DF atingiram R$ 5,1 bilhões, sendo R$ 3,4 bilhões no comércio varejista, R$ 1 bilhão no atacado e R$ 650 milhões no comércio de veículos e peças. Freire reafirmou o compromisso do Sistema Fecomércio-DF em apoiar a geração de empregos e a valorização dos trabalhadores.
Outros dados relevantes
A margem de comercialização das empresas do DF, que é a diferença entre receitas e custos dos produtos vendidos, chegou a R$ 26,7 bilhões em 2024. Deste total, R$ 15,7 bilhões vieram do varejo, R$ 8,3 bilhões do atacado e R$ 2,7 bilhões do comércio de veículos e peças.
O setor comercial do DF empregava 164,6 mil pessoas em 2024, com a maior parte no varejo (74,6%). O comércio atacadista e o de veículos representavam 15% e 10,4% dos empregos, respectivamente.
Além disso, o DF contava com 24,9 mil unidades locais comerciais, das quais 77% eram do varejo, 14,1% do atacado e 8,9% do comércio de veículos e peças, confirmando a predominância do varejo na estrutura comercial local.
A PAC, realizada anualmente pelo IBGE desde 1996, é uma fonte essencial de informações sobre o desempenho das empresas comerciais no Brasil, auxiliando tanto políticas públicas como decisões do setor privado. Os dados são baseados no Cadastro Central de Empresas, complementados por pesquisas e registros administrativos.
